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O presidente dos EUA, Donald Trump, pediu cerca de US$ 88 bilhões ao Congresso, grande parte para cobrir despesas da guerra com o Irã, no mesmo período em que o Senado aprovou, por 50 a 48, uma resolução simbólica exigindo que ele suspenda a ação militar ou busque autorização legislativa. A medida não tem força de lei e não será enviada à Casa Branca, mas marca a primeira vez que ambas as casas do Congresso aprovam uma resolução conjunta instruindo um presidente a encerrar uma operação militar desde a Lei de Poderes de Guerra de 1973.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu ao Congresso cerca de US$ 88 bilhões em recursos adicionais, em grande parte para cobrir as despesas da guerra contra o Irã. O total solicitado pela Casa Branca é de US$ 87,6 bilhões, com a maior fatia destinada ao Pentágono, e parcelas menores reservadas a agricultores americanos, à emergência do ebola na África central e a projetos de infraestrutura. O pedido chega num momento de crescente mal-estar com o conflito, que atravessa tanto democratas quanto republicanos.
No mesmo intervalo, o Senado americano aprovou, por 50 votos a 48, uma resolução exigindo que Trump suspenda a ação militar ou busque a autorização do Congresso para continuá-la. A medida já havia passado pela Câmara dos Representantes. Trata-se da primeira vez, desde a Lei de Poderes de Guerra de 1973, em que ambas as casas aprovam uma resolução conjunta instruindo um presidente a encerrar uma operação militar. Ainda assim, a resolução é em grande parte simbólica: expressa a vontade do Congresso, mas não tem força de lei e não será enviada à Casa Branca para sanção.
A cobertura de centro, representada pela BBC, detalhou o placar e os nomes envolvidos: quatro senadores republicanos, Rand Paul, Lisa Murkowski, Susan Collins e Bill Cassidy, votaram com os democratas, enquanto o democrata John Fetterman foi o único de seu partido a votar contra. Uma analista do Oriente Médio ouvida pela emissora classificou o gesto como mais uma reprimenda simbólica do que uma sanção de fato, embora reflita, segundo ela, o sentimento de boa parte do povo americano, incomodado com a alta dos preços da gasolina provocada pelo conflito.
Veículos de esquerda enfatizaram o custo humano e fiscal de uma guerra impopular, destacando que bilhões são canalizados para o Pentágono em meio ao desgaste do conflito, e ressaltando a reação de Trump, que chamou a votação de inoportuna e sem sentido e prometeu concluir a missão de uma forma ou de outra. Para essa cobertura, o episódio expõe a tensão entre um Executivo decidido a sustentar a guerra e os limites institucionais e a opinião pública.
Veículos de direita, por sua vez, enfatizaram a dimensão operacional e de segurança nacional: a articulação do secretário de Defesa, Pete Hegseth, junto a parlamentares para garantir cerca de US$ 80 bilhões, e a estimativa de que a guerra contra o Irã custou aproximadamente US$ 29 bilhões até maio. Nesse enquadramento, o financiamento é tratado como condição para concluir a operação e assegurar uma posição negociadora favorável aos EUA.
No plano diplomático, os dois países mantêm um cessar-fogo e dispõem de 60 dias para negociar um acordo mais amplo sobre o programa nuclear iraniano, sob um memorando de entendimento assinado pelos presidentes. A Casa Branca sustenta que, com o cessar-fogo, não há hostilidades das quais retirar as tropas.
O que ainda não se sabe é se o Congresso aprovará a totalidade dos recursos pedidos, qual será o desfecho das negociações sobre o programa nuclear iraniano e se a pressão crescente, inclusive dentro do Partido Republicano, alterará a estratégia do governo às vésperas das eleições de meio de mandato.
Todos os lados reconhecem que a Casa Branca pediu dezenas de bilhões de dólares para a guerra no Irã, que o Senado aprovou uma resolução de poderes de guerra de caráter simbólico e que EUA e Irã mantêm um cessar-fogo em negociação.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
O núcleo da matéria é factual (valores, destino dos recursos), mas o veículo é de esquerda e o bloco editorial de rodapé reforça enquadramento crítico ao poder econômico; o foco no 'mal-estar' com o conflito tende ao ângulo crítico à guerra.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Cobertura factual e equilibrada: detalha o placar da votação, nomeia republicanos e democratas dissidentes, cita analista, contextualiza a Lei de Poderes de Guerra de 1973 e o cessar-fogo, sem vocabulário valorativo.
Veículos com viés à direita
Texto curto e factual centrado no custo militar e na articulação do secretário de Defesa; o veículo é de direita e o enquadramento prioriza despesa e operação militar, omitindo a dimensão de pressão política contra o governo.
Perspectivas omitidas

Pentágono solicita US$ 80 bilhões ao Congresso norte-americano; Pete Hegseth articula aumento de verba para operações

A resolução aprovada na terça-feira é simbólica, mas aumenta a pressão sobre a Casa Branca para acabar com o conflito.

A Casa Branca pediu um total de US$ 87,6 bilhões (R$ 456 bilhões), boa parte destinados ao Pentágono
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