Trump reconhece vitória de De la Espriella na Colômbia
3 veículos de centro · 1 veículo de direita

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No 2º turno da eleição presidencial da Colômbia, a contagem preliminar apontou vitória do candidato de direita Abelardo de la Espriella sobre o senador de esquerda Iván Cepeda, aliado do presidente Gustavo Petro, por menos de 250 mil votos (49,66% a 48,70%). Donald Trump, Marco Rubio, Giorgia Meloni e líderes da direita latino-americana parabenizaram o vencedor, enquanto Petro contestou a apuração e disse que só reconhecerá o resultado após o escrutínio oficial.
Veículos deste lado: G1, CNN Brasil e Poder360
A eleição colombiana representa uma virada à direita após o governo Petro, primeiro presidente de esquerda do país. Abelardo de la Espriella venceu a contagem preliminar com uma plataforma de liberdade econômica, redução do tamanho do Estado em até 25%, corte de tributos e combate implacável ao narcotráfico e à corrupção.
Veículos deste lado: Veja
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
Todos os lados reconhecem que a pré-contagem deu vantagem a De la Espriella por margem apertada (menos de 250 mil votos) e que o resultado oficial ainda depende do escrutínio das comissões eleitorais.
A eleição presidencial da Colômbia entrou em uma fase de tensão depois que a contagem preliminar do segundo turno, realizado no domingo (21 de junho de 2026), apontou a vitória do candidato de direita Abelardo de la Espriella sobre o senador de esquerda Iván Cepeda, aliado do presidente Gustavo Petro. A diferença foi mínima: menos de 250 mil votos, com cerca de 12,94 milhões de votos para De la Espriella e 12,70 milhões para Cepeda, o equivalente a 49,66% contra 48,70%. O resultado, porém, ainda depende do escrutínio oficial, a contagem definitiva conduzida por comissões de juízes e funcionários eleitorais que começa no dia seguinte à votação.
A cobertura de centro relatou os fatos com paridade. Os veículos descreveram que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, telefonou a De la Espriella e publicou nas redes que se tratava de uma 'grande vitória', enquanto o secretário de Estado Marco Rubio afirmou que Washington está disposto a trabalhar com o novo governo colombiano. Ao mesmo tempo, essas reportagens registraram a contestação de Petro, que disse que ainda não é possível saber quem é o presidente, alegou irregularidades e pediu para que todos aguardem a conclusão do escrutínio. As mesmas matérias explicaram o funcionamento técnico do processo: a pré-contagem informa rapidamente a tendência, mas não substitui a apuração final, e no primeiro turno a variação entre as duas foi inferior a 0,1%.
Veículos de direita enfatizaram o caráter de guinada da eleição. Para essa leitura, a vitória de De la Espriella encerra o ciclo do governo Petro, primeiro presidente de esquerda da história colombiana, e representa uma escolha pela liberdade econômica e pela ordem. Essas coberturas destacaram as propostas do candidato, como reduzir o tamanho do Estado em até 25%, diminuir tributos e custos de energia, desburocratizar o setor produtivo e combater de forma implacável o narcotráfico e a corrupção. Reações de aliados internacionais, como o argentino Javier Milei, o equatoriano Daniel Noboa, o ex-presidente colombiano Álvaro Uribe e a venezuelana María Corina Machado, foram apresentadas como confirmação de um avanço da direita na América Latina.
Veículos de esquerda, por sua vez, deram centralidade à contestação de Petro e às garantias institucionais. Nessa leitura, a margem apertada justifica a cautela: nenhum vencedor deveria ser proclamado antes do escrutínio oficial. As reportagens com esse ângulo destacaram a denúncia de Petro sobre boletins sem assinatura dos mesários, seu pedido de impugnação de parte das urnas e a acusação de 'ingerência estrangeira', em referência ao apoio antecipado de Trump e de líderes de direita ainda durante a apuração. Petro afirmou obedecer aos juízes, descreveu um país 'partido ao meio' e defendeu um 'acordo nacional' para preservar a paz.
O que ainda não se sabe é o resultado definitivo: o escrutínio oficial pode confirmar ou ajustar os números preliminares, e não há, até o fechamento das reportagens, decisão das comissões eleitorais sobre as urnas questionadas por Petro nem detalhamento que comprove ou afaste as alegações de irregularidade. Também permanece em aberto como o presidente em exercício se comportará caso a apuração final ratifique a vitória do opositor.
Presidente defendeu impugnação de parte das urnas, alegando irregularidades

A vitória preliminar de Abelardo de la Espriella repercutiu nos EUA e também entre líderes da direita na América Latina, incluindo o presidente argentino Javier Milei, o ex-presidente colombiano Álvaro Uribe e o presidente equatoriano Daniel Noboa.

Candidato de direita recebeu mais votos que Iván Cepeda, da esquerda, de acordo com apuração preliminar

Presidente dos EUA ligou para o colombiano; Petro contesta a pré-contagem e aguarda o escrutínio oficial. Leia no Poder360.
