Trump pede que Suprema Corte dos EUA libere restrição ao voto pelo correio
1 veículo de centro · 2 veículos de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
3 fontes políticas
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Como decidimos →Do ponto de vista conservador, o governo de Donald Trump apenas exerce a atribuição administrativa que tem sobre o Serviço Postal e busca regras uniformes e rastreáveis para as cédulas enviadas pelo correio. O argumento central do procurador-geral John Sauer é de segurança jurídica: enquanto a liminar da juíza Indira Talwani vigora, estados e serviço postal ficam sem saber qual norma seguir, e cada envelope despachado é irrecuperável. A ida à Suprema Corte é apresentada como caminho institucional para eliminar a incerteza antes das eleições legislativas de 3 de novembro.
O governo de Donald Trump apresentou no domingo, 6 de setembro, um novo pedido de emergência à Suprema Corte dos Estados Unidos para que uma norma do Serviço Postal americano, o USPS, restrinja o voto pelo correio antes das eleições legislativas de 3 de novembro.
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Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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Veículos com viés ao centro
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
A Suprema Corte pode liberar, antes de 3 de novembro, uma regra que permite ao Serviço Postal recusar a entrega de cédulas sem código de barras exclusivo ou de eleitores fora das listas enviadas pelos estados. A modalidade é usada em todo o país: 29 estados dispensam justificativa para o voto pelo correio e oito votam integralmente por essa via. A Carolina do Norte já despachou cédulas em 4 de setembro e o Alabama começa em 9 de setembro.
Veículos de direita apresentam as exigências como alterações administrativas do Executivo sobre o Serviço Postal e enfatizam a insegurança jurídica criada pela liminar. A cobertura de centro descreve a norma em detalhe e registra que a defesa das restrições se apoia em alegações falsas de fraude na eleição de 2020. Nenhum veículo de esquerda cobriu o caso, e a objeção de que as mudanças seriam inconstitucionais aparece só de forma indireta.
Toda a cobertura registra os mesmos fatos: o governo de Donald Trump fez em 6 de setembro o terceiro pedido de emergência à Suprema Corte dos Estados Unidos, a juíza federal Indira Talwani manteve a suspensão da norma do Serviço Postal, o prazo de respostas foi fixado para 9 de setembro e o envio de cédulas já começou pela Carolina do Norte, com as eleições legislativas marcadas para 3 de novembro.
Não há decisão da Suprema Corte nem indicação de quando ela sairá depois do prazo de 9 de setembro. Também não se sabe quantos eleitores seriam afetados se a norma valer com cédulas já em circulação, o que ocorreria com os envelopes despachados antes da mudança e qual o prazo de adaptação dos sistemas eleitorais estaduais.
Pela terceira vez, o governo de Donald Trump pediu à Suprema Corte dos Estados Unidos que autorize uma regra do Serviço Postal capaz de restringir o voto pelo correio. A decisão de uma juíza federal em Boston segue barrando a medida, e alguns estados já começaram a enviar cédulas para as eleições legislativas de 3 de novembro.
O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentou no domingo, 6 de setembro, um novo pedido de emergência à Suprema Corte dos Estados Unidos para que uma norma do Serviço Postal americano, o USPS, entre em vigor e restrinja o voto pelo correio antes das eleições legislativas de 3 de novembro. O recurso foi protocolado depois que a juíza federal Indira Talwani, de Boston, prorrogou na sexta-feira, 4 de setembro, a decisão que impede a aplicação das novas exigências. É a terceira vez que a administração aciona a corte no mesmo caso.
A regra em disputa foi editada pelo Serviço Postal para implementar uma ordem executiva assinada por Trump em março. Por ela, os estados teriam de entregar ao USPS listas com os eleitores que receberão cédulas pelo correio, e os envelopes de envio e de devolução precisariam trazer códigos de barras exclusivos. O órgão poderia recusar a entrega de cédulas fora do novo padrão ou associadas a eleitores que não constem das listas. O procurador-geral John Sauer, que representa o governo, sustentou que cada dia de vigência da liminar arrisca semear confusão e caos e afirmou que, uma vez que os envelopes entram no fluxo postal, não há como recuperá-los. A ministra Ketanji Brown Jackson fixou a quarta-feira, 9 de setembro, como prazo para as respostas ao pedido.
Toda a cobertura converge nos fatos de base. O voto pelo correio é parte estrutural do sistema eleitoral americano: todos os estados admitem alguma forma da modalidade, 29 permitem que o eleitor a solicite sem apresentar justificativa e oito realizam eleições inteiramente por essa via. O calendário também já está em movimento. A Carolina do Norte se tornou, em 4 de setembro, o primeiro estado a despachar cédulas para a votação de novembro, e o Alabama deve iniciar o envio em 9 de setembro, o mesmo dia do prazo fixado pela corte. Em novembro estará em jogo o controle do Congresso americano.
A divergência aparece no enquadramento. Veículos de direita organizaram o relato em torno da tese do governo, de que as exigências são alterações administrativas dentro das atribuições do Executivo sobre o Serviço Postal, e deram destaque ao argumento da insegurança jurídica criada pela liminar, com a fala do procurador-geral sobre a impossibilidade de recuperar envelopes já postados. A cobertura de centro descreveu a mesma sequência processual, mas acrescentou dois elementos ausentes na outra: o detalhamento técnico da norma, com as listas de eleitores e os códigos de barras, e o registro de que Trump defende restrições ao voto postal há anos em meio a alegações falsas de que sua derrota na eleição presidencial de 2020 teria decorrido de fraude generalizada. Nenhum veículo de esquerda cobriu o caso no conjunto analisado, e o ângulo que normalmente caberia a esse campo, o do risco de barreiras de acesso ao voto, aparece apenas de forma indireta, pela menção a estados governados por democratas e a grupos de defesa do direito ao voto que classificam as mudanças como inconstitucionais e inviáveis no prazo disponível.
O que ainda não se sabe é o essencial. Não há decisão da Suprema Corte sobre o pedido, e nenhuma das fontes indica quando ela deve sair depois do prazo de 9 de setembro nem se o tribunal tratará apenas da suspensão da liminar ou também do mérito. Também não está esclarecido quantos eleitores seriam efetivamente afetados caso a norma valha com cédulas já em circulação, o que aconteceria com os envelopes despachados antes da mudança, quais estados são autores da ação e qual o custo e o prazo de adaptação dos sistemas eleitorais às novas exigências.
Presidente defende há anos restrições ao voto pelo correio, em meio a alegações de que sua derrota nas eleições de 2020 teria sido causada por fraude eleitoral

Governo norte-americano pressiona Suprema Corte por decisão enquanto Estados começam a enviar cédulas para eleições de novembro

O governo Trump reiterou neste domingo seu pedido à Suprema Corte dos Estados Unidos para autorizar um plano que poderia restringir o voto por correio antes das eleições legislativas de novembro, depois que um juiz federal barrou essas restrições na semana passada. Advogados do governo Trump apresentaram um pedido de emergência à mais alta corte do país para permitir que o Serviço Postal dos EUA implemente uma regra que limite o voto por correio, mesmo quando alguns Estados americanos já começar
