Ideia mostra Lula com 39,4% e Flávio Bolsonaro com 38,4% no primeiro turno
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
3 fontes políticas
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Veículos com viés à direita
Briefing
O que importa para você
- Primeiro turno no domingo, 4 de outubro, com Lula e Flávio Bolsonaro empatados tecnicamente.
- 31,5% dos eleitores admitem mudar o voto até lá; 21,5% desse grupo o faria para encerrar a eleição no primeiro turno.
- Os demais candidatos somam cerca de 20% no cenário estimulado.
Onde os lados concordam
As duas coberturas registram o empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro no primeiro turno (39,4% a 38,4%) e no segundo (48,5% a 48%), com margem de erro de 2,2 pontos e 2.000 entrevistas.
O que ainda está incerto
- A pesquisa não informa o perfil nem a direção provável do terço de eleitores que admite mudar o voto.
- Não se sabe quanto do voto em candidatos menores migrará para os dois líderes.
A pesquisa do instituto Ideia divulgada em 30 de setembro aponta empate técnico entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno, 39,4% a 38,4%, e no segundo, 48,5% a 48%. Um terço dos eleitores, 31,5%, ainda admite mudar o voto até domingo, 4 de outubro.
A quatro dias do primeiro turno, uma pesquisa do instituto Ideia, contratada pelo Canal Meio e divulgada nesta quarta-feira, 30 de setembro, mostra a disputa presidencial empatada tecnicamente. No cenário estimulado, o presidente Lula, do PT, tem 39,4% das intenções de voto, e o senador Flávio Bolsonaro, do PL, tem 38,4%. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, o que coloca os dois dentro do mesmo intervalo.
Na simulação de segundo turno entre os dois, o quadro se repete: Lula marca 48,5% e Flávio, 48%. O instituto entrevistou 2.000 eleitores entre 25 e 28 de setembro, com nível de confiança de 95%, e registrou o levantamento na Justiça Eleitoral sob o número BR-08706/2026.
Os demais candidatos aparecem bem atrás. O escritor Augusto Cury, do Avante, tem 6,7%. Renan Santos, do Missão, soma 4,5%. Ronaldo Caiado, do PSD, tem 4,4%, e Romeu Zema, do Novo, 3,5%. Na pesquisa espontânea, quando os nomes não são apresentados, Lula tem 31,5%, Flávio tem 30,5% e 17,5% dos entrevistados ainda não sabem em quem votar.
O levantamento também mediu a firmeza do voto. Segundo os dados, 31,5% dos eleitores ainda consideram mudar a escolha até domingo, 4 de outubro, enquanto 68,5% se dizem decididos. Entre os que admitem trocar, 45,1% o fariam diante de uma proposta nova de outro candidato, 29,3% diante de um escândalo de corrupção revelado de última hora contra o próprio candidato, e 21,5% para encerrar a eleição já no primeiro turno.
A cobertura se dividiu no recorte. O veículo de esquerda que noticiou a pesquisa destacou justamente esse terço do eleitorado que ainda pode mudar de voto, apontando que, dado o equilíbrio entre Lula e Flávio, esse grupo pode ser decisivo para evitar o segundo turno. O veículo de direita preferiu detalhar todos os cenários, incluindo cinco simulações de segundo turno, e lembrou que pesquisas são uma leitura de momento, que já apresentaram discrepâncias em relação às urnas em 2022. Nesses cenários alternativos, Lula vence Zema por 48,5% a 44%, Caiado por 48,5% a 44,6%, Cury por 48% a 44% e Renan Santos por 48% a 41,3%. Não houve cobertura de veículos de centro sobre esta pesquisa específica, mas a leitura factual dos números é convergente: as duas reportagens registram o empate técnico nos dois turnos e a mesma metodologia.
O que ainda não se sabe é se o terço de eleitores indecisos vai, de fato, migrar nos últimos dias, e em que direção. A pesquisa não informa o perfil desse grupo nem para quais candidatos ele tende a se mover. Também não está claro como os votos de candidatos menores, que somam cerca de 20% no cenário estimulado, vão se comportar diante de um eventual apelo ao voto útil para decidir a eleição no domingo.
Fontes

Desse universo, 21,5% afirmam que podem mudar de rota para encerrar o pleito já no primeiro turno

Instituto Meio/Ideia divulgou como está a disputa para a Presidência da República nas Eleições 2026. Saiba mais na Gazeta do Povo
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