Caso Ana Clara: vaquinha soma R$ 1,5 milhão para mãe de menina morta em Niterói
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Resumo da cobertura
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Como decidimos →A mobilização que levantou R$ 1,5 milhão para Cristiane Gomes da Silva é lida como resposta coletiva a uma morte que, cinco anos depois, segue sem julgamento. Ana Clara, de 5 anos, foi atingida por um tiro de fuzil durante uma ação da Polícia Militar em Niterói. O cabo Bruno Dias Delaroli foi denunciado por homicídio qualificado, mas não foi a júri, e Flávio Bolsonaro integrou sua defesa no Superior Tribunal de Justiça. O caso ganhou o país depois de um episódio do Revelando e do debate presidencial em que Lula cobrou explicações de Flávio.
Uma vaquinha virtual organizada pelo projeto Revelando arrecadou R$ 1,5 milhão em menos de seis horas, na terça-feira, para Cristiane Gomes da Silva, mãe de Ana Clara Gomes Machado, menina de 5 anos morta por um tiro de fuzil durante uma ação da Polícia Militar em Niterói, em 2021.
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As coberturas concordam que cerca de 15 mil pessoas doaram R$ 1,5 milhão em poucas horas para Cristiane Gomes da Silva, que o dinheiro vai para moradia e poupança do filho Pedro, e que Ana Clara morreu em 2021 atingida por tiro de fuzil durante ação policial em Niterói.
Uma vaquinha do projeto Revelando arrecadou R$ 1,5 milhão para Cristiane Gomes da Silva, mãe de Ana Clara, morta aos 5 anos por tiro de fuzil em ação policial em Niterói. O caso voltou ao debate presidencial, e o policial acusado ainda não foi julgado.
Uma vaquinha virtual organizada pelo projeto Revelando arrecadou R$ 1,5 milhão em menos de seis horas, na terça-feira, 27 de outubro, para Cristiane Gomes da Silva. Ela é mãe de Ana Clara Gomes Machado, menina de 5 anos morta por um tiro de fuzil durante uma ação da Polícia Militar em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro, em 2021. Segundo os organizadores, cerca de 15 mil pessoas doaram, e a campanha já foi encerrada.
O dinheiro tem destino declarado. Vai comprar uma casa para Cristiane e abrir uma poupança para Pedro, irmão de Ana Clara. Os organizadores alertaram para possíveis golpes e informaram que vão divulgar a prestação de contas. Em vídeo nas redes sociais, Cristiane agradeceu as doações.
Ana Clara morreu em 2 de fevereiro de 2021. Ela brincava com o irmão na porta de casa, na comunidade do Monan Pequeno, no bairro do Badu, quando foi atingida. Chegou a ser levada ao Hospital Estadual Azevedo Lima, mas não resistiu. Na época, a Polícia Militar afirmou que agentes do 12º Batalhão faziam patrulhamento na região quando foram atacados a tiros e reagiram.
A cobertura de centro relatou a arrecadação de forma descritiva. Destacou o valor, o prazo, a finalidade do dinheiro e a versão da Polícia Militar sobre a ação de 2021, sem entrar no andamento judicial do caso nem na disputa política em torno dele.
Veículos de esquerda destacaram justamente esse contexto. Segundo essa cobertura, o cabo Bruno Dias Delaroli foi preso em flagrante e denunciado por homicídio qualificado, mas ainda não foi julgado. Ele nega que o tiro tenha partido de sua arma. Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal, integrou a defesa do policial num recurso ao Superior Tribunal de Justiça para evitar que ele fosse a júri popular, pedido rejeitado em 2024. A mesma cobertura lembrou que o caso ganhou repercussão nacional após um episódio do Revelando, narrado pela atriz Camila Pitanga e publicado em 30 de setembro. E registrou que Cristiane esteve na plateia do debate presidencial de 23 de outubro, a convite da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva. Ali, Lula cobrou explicações de Flávio, que se dirigiu a Cristiane chamando-a pelo nome da filha e afirmou acreditar na inocência do policial. Esses veículos também informaram que parte do valor vai custear acompanhamento psicológico da família e ajudar uma rede de acolhimento a mulheres em situação de violência.
Até o momento, não houve cobertura de veículos de direita sobre a vaquinha. O ângulo mais próximo desse campo aparece nos próprios fatos relatados: a versão da Polícia Militar de que a equipe reagiu a disparos e a negativa do policial acusado.
O que ainda não se sabe é quando o cabo Delaroli irá a júri popular, já que o recurso para evitar o julgamento foi rejeitado há dois anos. Também não foi divulgada a prestação de contas da campanha nem o detalhamento de quanto irá para cada finalidade.
Valor arrecadado ajudará a financiar uma casa própria para a família da vítima e abrir uma poupança para o irmão Pedro; organizadores alertam para possíveis golpes

Ana Clara foi morta por um disparo de fuzil em ação da Polícia Militar no Rio de Janeiro, em 2021; Vaquinha arrecada R$ 1,5 milhão para mãe
