Lula e Flávio Bolsonaro cruzam o país na semana final antes de 4 de outubro
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
- Valor EconômicoCandidatos à presidência reforçam principais plataformas em horário eleitoralPropaganda eleitoral deste sábado encerrou penúltima semana de campanha antes do 1° turno(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- O TempoVeja a agenda de campanha dos candidatos à Presidência desta segunda-feira (28/9)Confira a agenda dos principais candidatos à Presidência nesta segunda-feira, com eventos em várias regiões. Leia mais e fique por dentro das eleições.(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
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Briefing
O que importa para você
- Primeiro turno em 4 de outubro; a semana coberta é a última de campanha de rua.
- Lula promete fim da escala 6x1 sem corte de salário, isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil, taxação dos super-ricos e cesta básica com imposto zero a partir de 1º de janeiro.
- Flávio Bolsonaro promete corte amplo de impostos, queda de juros pelo combate à dívida pública, fim da reeleição e tratamento de PCC, Comando Vermelho e milícias como organizações narcoterroristas.
- A proibição da operação de casas de apostas foi assinada em 25 de setembro e já vale, com promessa de fiscalização das bets clandestinas.
Onde os lados concordam
Toda a cobertura registra os mesmos fatos: o primeiro turno é em 4 de outubro, as candidaturas trocaram estúdio por rua no último fim de semana, e a disputa presidencial está organizada em torno de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, com segurança pública e carga tributária como temas dominantes da propaganda.
O que ainda está incerto
- Nenhuma das promessas centrais tem prazo ou base parlamentar declarada: fim da escala 6x1, corte amplo de tributos e designação de facções como narcoterroristas dependem do Congresso Nacional.
- Não há resposta das candidaturas às acusações veiculadas na propaganda eleitoral.
- Falta número de pesquisa nesse conjunto que meça o efeito da reta final de campanha.
A campanha presidencial entrou na última semana antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Caminhadas, carreatas e visitas a feiras e igrejas dominaram as agendas, enquanto a propaganda de televisão reduziu as candidaturas a seus temas centrais: segurança pública e corte de impostos de um lado, jornada de trabalho e isenção do Imposto de Renda de outro.
A uma semana do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, os candidatos à Presidência da República concentraram a disputa em duas frentes: o corpo a corpo nas ruas e a propaganda eleitoral de televisão. O último fim de semana antes da votação foi tomado por caminhadas, carreatas, comícios, visitas a feiras e a celebrações religiosas, em capitais e no interior, e a segunda-feira seguiu o mesmo desenho, com compromissos em São Paulo, Belém, Goiânia, Vitória e cidades de Minas Gerais. Parte das campanhas não divulgou agenda oficial nesses dois dias.
A cobertura de centro relatou que a propaganda de sábado funcionou como um resumo das plataformas. Flávio Bolsonaro, do PL, repetiu a proposta de designar o Primeiro Comando da Capital, o Comando Vermelho e as milícias como organizações narcoterroristas, defendeu o fim da reeleição, prometeu derrubar a taxa de juros pelo combate à dívida pública e anunciou um corte amplo de tributos, sob o slogan de que o eleitor não aguenta mais o Partido dos Trabalhadores. Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, apresentou o fim da escala 6x1 sem redução de salário, a taxação dos super-ricos, a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil e a redução a zero dos impostos sobre a cesta básica, prevista para 1º de janeiro. Ronaldo Caiado, do PSD, falou da própria gestão em Goiás na saúde e na educação, com novas UTIs, um hospital para tratamento de câncer e escolas voltadas à tecnologia. Augusto Cury, do Avante, se apresentou como alternativa ao que chamou de disco arranhado da polarização.
Veículos de esquerda detalharam as agendas de rua de todas as candidaturas e deram destaque às medidas recentes do governo. Lula assinou na sexta-feira, 25 de setembro, a proibição da operação de casas de apostas no país e, em caminhada na Zona Leste de São Paulo, prometeu intensificar a fiscalização das bets clandestinas. Nessa cobertura, Flávio Bolsonaro aparece em carreatas no Rio de Janeiro e em Aracaju, onde prometeu investir na produção de petróleo em Sergipe e defendeu a redução da maioridade penal, a carteira de motorista para menores de idade e a castração química para estupradores. Ronaldo Caiado disse repudiar o uso da religião como instrumento político e se declarou contrário aos jogos de aposta, e Romeu Zema, do Novo, pediu mais crédito para o agronegócio, seguro-safra e juros menores.
A divergência de cobertura aparece menos no fato e mais no recorte. Os veículos de centro organizaram o material em torno do embate entre os dois primeiros colocados e das promessas econômicas, enquanto a cobertura de esquerda tratou a campanha como uma lista igualitária, com espaço para candidaturas de partidos pequenos e para as medidas já assinadas pelo Executivo. Veículos de direita não registraram cobertura própria deste arco no conjunto analisado, o que deixa sem contraponto direto tanto as críticas ao histórico econômico do governo quanto a acusação, levantada pela propaganda do PT a partir de um editorial de jornal, de proximidade do candidato do PL com milícias e de uso de recursos privados em um filme sobre Jair Bolsonaro.
O que ainda não se sabe é como cada plataforma sobreviveria ao Congresso Nacional. Nem o fim da escala 6x1, nem a designação do crime organizado como narcoterrorismo, nem o corte amplo de impostos prometido têm tramitação concluída, e as reportagens não trazem prazo nem base parlamentar para nenhum deles. Também não há, nesse conjunto de matérias, número de pesquisa que meça o efeito da reta final, nem resposta das candidaturas acusadas, e várias campanhas deixaram de divulgar agenda, o que impede comparar o esforço de rua candidato a candidato nos últimos dias antes da votação.
Fontes

Propaganda eleitoral deste sábado encerrou penúltima semana de campanha antes do 1° turno
Veja detalhes das agendas dos presidenciáveis no sábado (26) e no domingo (27)

Confira a agenda dos principais candidatos à Presidência nesta segunda-feira, com eventos em várias regiões. Leia mais e fique por dentro das eleições.