Vitória de Lula provoca estresse histórico nos mercados
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A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores, no segundo turno contra Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal, provocou na segunda-feira o pior dia da bolsa de São Paulo desde março de 2020. O Ibovespa acionou o circuit breaker na abertura e fechou em queda de 13,88%; o dólar à vista subiu de R$ 4,99 para R$ 5,40, e os juros futuros de 2031 avançaram quase 3 pontos percentuais. Analistas atribuem o movimento à quebra de expectativas de um mercado que apostava na vitória de Flávio e afirmam que a trajetória daqui em diante depende da resposta fiscal do governo eleito e do nome escolhido para o Ministério da Fazenda.
Pela leitura de responsabilidade fiscal e eficiência de mercado, a reação histórica dos ativos é o preço da incerteza sobre as contas públicas no quarto mandato de Lula. Investidores esperavam uma agenda mais liberal com Flávio Bolsonaro e agora projetam ajuste fiscal menos intenso, inflação mais persistente e menos espaço para cortar a Selic.
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4 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
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Todas as coberturas concordam que a queda generalizada de bolsa, real e títulos foi uma correção de posições de um mercado que apostava na vitória de Flávio Bolsonaro, e que o rumo dos ativos depende agora da resposta fiscal do governo eleito.
A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva derrubou o Ibovespa em 13,88% na segunda-feira, 26 de outubro, com circuit breaker na abertura. O dólar fechou a R$ 5,40 e os juros futuros subiram quase 3 pontos. Analistas atribuem o movimento à quebra de expectativas de um mercado que apostava em Flávio Bolsonaro e cobram a sinalização fiscal do governo eleito.
A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores, provocou na segunda-feira, 26 de outubro, o pior dia da bolsa de São Paulo desde março de 2020. O Ibovespa teve as negociações interrompidas por um circuit breaker logo na abertura, depois de cair mais de 10%, e fechou em queda de 13,88%. O dólar à vista chegou perto de R$ 5,60 pela manhã e terminou o dia cotado a R$ 5,40, contra R$ 4,99 na sexta-feira. Os juros futuros também dispararam, com alta de quase 3 pontos percentuais nos contratos para 2031.
O estresse começou ainda na noite de domingo, antes da abertura no Brasil. Lula garantiu a vitória sobre o senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal, por volta das 21h10, com cerca de 51,75% dos votos válidos, depois de ter terminado o primeiro turno em segundo lugar. Pouco depois, o fundo EWZ, negociado nos Estados Unidos com ações brasileiras, recuava 17,75%, e um fundo ligado ao Ibovespa em Tóquio caía 14,37%. Contratos futuros do real em Chicago também apontavam forte desvalorização da moeda.
Toda a cobertura converge na explicação: houve uma quebra de expectativas. Analistas ouvidos dizem que o mercado estava convencido da vitória de Flávio Bolsonaro e tinha montado posições de longo prazo à espera de maior rigor fiscal e de cortes de juros. Com o resultado oposto, os investidores revisaram os preços dos ativos e venderam o chamado kit Brasil, que reúne bolsa, câmbio e juros.
A cobertura de centro relatou o pregão em detalhe e buscou explicar o que vem a seguir. Segundo um professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing, o dólar deve permanecer acima de R$ 5, mas o choque na bolsa foi exagerado, e exportadoras tendem a se recuperar. A taxa básica de juros, a Selic, está em 13,75% ao ano, e os cortes esperados para as reuniões do Comitê de Política Monetária de novembro e dezembro passam a depender do câmbio, porque o real mais fraco pressiona a inflação. Um diretor da Pilar Capital afirmou que estabilizar a dívida pública exigiria superávits primários de 1,5% a 2% do Produto Interno Bruto.
Veículos de direita enfatizaram a frustração com a perda de uma agenda econômica mais liberal. Nessa cobertura, o economista-chefe da Suno Research disse que a vitória de Lula não era o cenário base da consultoria e projetou ajuste fiscal menos intenso, inflação mais persistente, menos espaço para cortes da Selic e dólar em torno de R$ 5,40 em 2027. O mesmo economista ponderou que a reação inicial não define sozinha os próximos meses e lembrou que as expectativas melhoraram após o arcabouço fiscal de 2023.
Não houve, entre as fontes reunidas, cobertura de veículos de esquerda sobre a reação dos mercados, o que caracteriza um ponto cego desse campo neste recorte da notícia.
O que ainda não se sabe é como o governo eleito vai responder. O mercado aguarda o nome do ministro da Fazenda, e os mais citados são o vice-presidente Geraldo Alckmin e o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles. Também seguem em aberto a sinalização sobre as contas públicas, a formação da base no Congresso e por quanto tempo a pressão de venda vai durar.
Os mercados internacionais registraram fortes quedas nos ativos brasileiros na noite deste domingo (25), após a confirmação da vitória de

Contenção da 'sangria' que levou o dólar acima de R$ 5,40 e a bolsa a ter negociação interrompida vai depender de sinalização do governo para ajuste das contas públicas, dizem analistas.

Sessão teve ‘circuit breaker’ na bolsa e disparada do dólar e dos juros futuros

Contenção da 'sangria' que levou o dólar acima de R$ 5,40 e a bolsa a ter negociação interrompida vai depender de sinalização do governo para ajuste das contas públicas, dizem analistas.
