O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pediu aos aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte que tomem decisões firmes sobre o reforço das defesas aéreas do país. O apelo foi feito em um encontro na Turquia, às vésperas da cúpula da Otan prevista para Ancara, e ocorre após uma nova onda de bombardeios russos sobre Kiev que deixou ao menos 14 mortos e dezenas de feridos.
A cobertura de centro, representada pela agência internacional RFI, detalhou a dimensão do ataque: durante a noite, a Rússia lançou 68 mísseis e 351 drones contra a Ucrânia, e as unidades de defesa antiaérea afirmaram ter abatido ou neutralizado 37 mísseis e 326 drones. Segundo o chefe da administração militar de Kiev, Timur Tkachenko, 46 pessoas ficaram feridas e pelo menos 15 prédios residenciais foram danificados ou destruídos, incluindo edifícios de até 30 andares em bairros da capital. O Ministério da Defesa da Rússia confirmou ter realizado um ataque massivo, mirando instalações militares e de energia. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, respondeu que o apoio militar à Ucrânia é urgente e seria discutido na cúpula em Ancara.
Veículos de direita, como a Record News, deram tratamento mais enxuto ao episódio, enfatizando que Zelensky pediu mais apoio às defesas aéreas e afirmou que as forças ucranianas, em contrapartida, reforçariam as defesas da própria aliança. Essa cobertura tende a valorizar a firmeza militar e a dissuasão, além de destacar a mediação conduzida pelos Estados Unidos como caminho para encerrar o conflito, com telefonemas do presidente norte-americano a Kiev e a Moscou no fim de semana.
Embora nenhum veículo de esquerda tenha coberto diretamente este cluster, a leitura habitual desse campo enfatizaria o custo humano da guerra e a proteção da população civil. O próprio Zelensky ancorou seu pedido na necessidade de proteger a vida das pessoas comuns, e a destruição de conjuntos residenciais inteiros reforçaria esse enquadramento de responsabilidade coletiva das potências europeias.
Os dois lados do conflito trocam ataques. A Ucrânia atingiu portos russos no mar Báltico e regiões próximas a Moscou com drones, e a Rússia afirmou ter abatido 519 aparelhos ucranianos em mais de 20 regiões, com registro de mortos na península da Crimeia. A ofensiva russa desta semana ocorreu poucos dias após outro ataque a Kiev que havia deixado 31 mortos e danificado cerca de 130 edifícios.
O que ainda não se sabe é qual será a decisão concreta da Otan na cúpula de Ancara e se os aliados aprovarão o reforço de defesa aérea solicitado. As negociações de paz mediadas pelos Estados Unidos seguem, por enquanto, sem avanços, e não há prazo definido para uma trégua.