Voto no exterior: Lula vence na Europa e Flávio Bolsonaro leva 80,08% no Japão
7 veículos de centro · 1 veículo de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
8 fontes políticas
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8 fontes políticas
Os boletins de urna do segundo turno de 25 de outubro mostraram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente nos países europeus de maior eleitorado brasileiro, como Portugal, Reino Unido, Alemanha e França, e o senador Flávio Bolsonaro (PL) com vantagem ampla no Japão, onde teve 80,08% dos votos válidos. Cerca de 918 mil brasileiros estavam aptos a votar fora do país, e os números são parciais até a totalização do Tribunal Superior Eleitoral.
Veículos de direita destacaram a força de Flávio Bolsonaro entre os brasileiros na Ásia, em especial no Japão, terceiro maior eleitorado fora do país, onde o senador teve mais de 80% dos votos válidos, e a vantagem dele na soma de 11 países asiáticos e da Oceania.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
No segundo turno de 25 de outubro, os boletins de urna mostraram Lula à frente nos países europeus de maior eleitorado brasileiro e Flávio Bolsonaro com 80,08% dos votos válidos no Japão. Cerca de 918 mil brasileiros estavam aptos a votar fora do país, em 134 países, o maior contingente desde 1989.
Os boletins de urna do segundo turno da eleição presidencial de 2026, realizado em 25 de outubro, mostraram uma divisão geográfica clara entre os brasileiros que votam fora do país. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), venceu nos países europeus de maior eleitorado brasileiro, como Portugal, Reino Unido, Alemanha, França e Itália. O senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), teve sua maior vantagem no Japão, onde recebeu 28.538 votos, ou 80,08% dos votos válidos, contra 7.098 de Lula.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cerca de 918 mil brasileiros estavam aptos a votar no exterior, em 186 cidades de 134 países. É o maior contingente desde 1989, um aumento de 31,8% em relação a 2022. Os Estados Unidos concentram o maior eleitorado, com cerca de 265,4 mil pessoas, seguidos por Portugal, com 134,7 mil, e pelo Japão, com cerca de 88 mil. Fora do país, o eleitor vota apenas para presidente e vice-presidente.
Por causa do fuso horário, a Nova Zelândia foi o primeiro país a encerrar a votação, e ali Lula teve 80,54% dos votos válidos. Ao longo do dia, o petista também venceu na Austrália, na China, na Coreia do Sul e em Singapura. Flávio Bolsonaro ficou à frente nas Filipinas, na Indonésia, em Taiwan, na Tailândia, na Malásia, em Hong Kong, nos Emirados Árabes Unidos e em Israel. Em Portugal, maior colégio europeu, Lula somou 34.319 votos, contra 23.433 do adversário. Em parcial no fim da noite, Lula aparecia à frente em 50 países e Flávio em 18. Os dados vêm de boletins afixados em embaixadas e consulados e não definem, sozinhos, o resultado nacional.
A cobertura de centro concentrou a maior parte das matérias e tratou o tema como serviço, com tabelas país a país, comparação com o primeiro turno de 4 de outubro e explicação de como funciona a apuração fora do Brasil. Um dos levantamentos mostrou que, em 11 países da Ásia e da Oceania, Flávio somou mais votos no conjunto, 32.870 contra 14.629, efeito quase todo do Japão. Sem os votos japoneses, Lula liderava. Outra contagem, feita até o meio da tarde, apontava Lula com 45.835 votos a mais em 57 países. A Malásia foi o único país do levantamento asiático em que o vencedor mudou entre os turnos.
Veículos de direita destacaram a liderança de Flávio, com manchete afirmando que o senador liderava a votação no exterior, embora o próprio texto relatasse vitórias de Lula em quatro países e do senador em três, com números ainda parciais. Entre as fontes reunidas, nenhum veículo de esquerda cobriu o voto no exterior até o momento, e por isso não há enquadramento desse campo a registrar.
O dia também teve mudança no calendário de divulgação. O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou o horário de votação no Brasil das 17h para as 19h nas seções que ainda não haviam encerrado, e a divulgação dos resultados foi suspensa até esse horário. A cobertura posterior registrou a reeleição de Lula.
Ainda não se sabe o total consolidado do exterior, porque as contagens publicadas cobrem só parte dos países e divergem em alguns números, como os da China e da Itália. Também falta o dado de comparecimento no segundo turno, depois de um primeiro turno com participação abaixo das duas eleições presidenciais anteriores.
Dados parciais da votação de brasileiros no exterior, divulgados na manhã deste domingo (25), mostram resultados distintos para Flávio Bolsonaro


Petista vence em 50 países, como Alemanha, Portugal, França, China e Austrália. Já o candidato do PL ganha em 18, entre eles Japão, Israel e Malásia

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Flávio Bolsonaro venceu Lula no Japão, nos Emirados Árabes Unidos e em Hong Kong, entre outros. Já o petista saiu na frente em países como China, Austrália e Nova Zelândia.

Flávio Bolsonaro venceu Lula no Japão, nos Emirados Árabes Unidos e em Hong Kong
