Wall Street Journal vê vingança de Lula e Moraes contra Flávio Bolsonaro
2 veículos de centro · 1 veículo de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
3 fontes políticas
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Como decidimos →A cobertura de centro relatou que o conselho editorial do Wall Street Journal acusou o governo Lula de vingança política contra Flávio Bolsonaro e criticou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pela apreensão do passaporte do senador. Os textos acrescentaram o que o editorial não trazia: a versão da Polícia Federal sobre o risco de saída do país, os dois inquéritos contra Flávio no STF e a negativa dele.
O único veículo de direita do conjunto relatou o editorial do Wall Street Journal em tom descritivo. O texto ressaltou que as acusações são avaliações do conselho editorial, e não conclusões judiciais, e registrou que autoridades brasileiras não endossaram a tese de perseguição política defendida por aliados de Flávio Bolsonaro.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
A cobertura de centro e a de direita convergem no relato: o editorial do Wall Street Journal acusa o governo Lula de vingança política, questiona a ordem do ministro Alexandre de Moraes sobre os passaportes de Flávio Bolsonaro, e o senador é investigado no Supremo Tribunal Federal e nega irregularidades.
O conselho editorial do Wall Street Journal publicou em 28 de outubro um texto que acusa o governo Lula de vingança política contra o senador Flávio Bolsonaro, derrotado no segundo turno. A cobertura brasileira registrou que Flávio é investigado em dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal e nega irregularidades.
O conselho editorial do jornal americano Wall Street Journal publicou na quarta-feira, 28 de outubro, um texto que acusa o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de vingança política contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado por Lula no segundo turno da eleição presidencial. Intitulado, em tradução, "Ao vencedor do Brasil, a vingança política", o editorial critica a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a apreensão dos passaportes do senador e o proibiu de deixar o país.
O caso repercutiu na imprensa brasileira no dia seguinte. A cobertura de centro e a de direita relataram os mesmos pontos centrais do texto americano. Segundo o editorial, Flávio não foi formalmente acusado de nenhum crime, mas teria motivos para acreditar que não receberia um julgamento justo caso fosse denunciado. O jornal cita uma declaração de Lula na campanha, segundo a qual o senador enfrentaria investigações assim que perdesse a imunidade parlamentar, e afirma que a decisão de processar um parlamentar caberia ao procurador-geral da República, e não a um ministro do Supremo. O texto também classifica como justificável a concessão de vistos americanos a Flávio, à mulher, Fernanda, e às duas filhas do casal, que desembarcaram nos Estados Unidos na quarta-feira.
Os veículos de centro acrescentaram contexto ausente do editorial. Um deles registrou que o pedido da Polícia Federal para apreender o passaporte foi feito sete minutos depois de o Tribunal Superior Eleitoral proclamar o resultado, às 21h09 de 25 de outubro, quando Lula venceu com 51,79% dos votos, contra 48,21% de Flávio. Outro relatou que, segundo a Polícia Federal, o pedido de medidas cautelares foi apresentado após a corporação identificar risco de que o senador deixasse o país, o que se concretizou dois dias depois. Esse mesmo texto observou que a publicação americana não menciona que Flávio é investigado em inquéritos no STF. Um deles apura suspeita de lavagem de dinheiro, e outro investiga o financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. O senador nega irregularidades. A cobertura de centro também destacou que o editorial chama de tendencioso o julgamento que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado e elogia o voto divergente do ministro Luiz Fux.
O veículo de direita do conjunto relatou o editorial em tom descritivo. Ele ressaltou que as afirmações do jornal são avaliações do conselho editorial, e não conclusões judiciais, e registrou que autoridades brasileiras não endossaram a tese de perseguição política apresentada por aliados do senador. Nenhum veículo de esquerda cobriu o caso no conjunto analisado.
A diferença entre os textos está menos no juízo sobre o editorial e mais no contexto oferecido. Só a cobertura de centro detalhou a cronologia do pedido da Polícia Federal, os números da eleição e a projeção do jornal americano de que Lula poderá indicar até quatro novos ministros ao Supremo, com a tarefa de preservar a independência do Judiciário atribuída ao Senado.
Até o início da tarde de 29 de outubro, quando saíram as matérias analisadas, nenhum dos textos registrava resposta do governo Lula ou do ministro Moraes ao editorial. Também não havia informação sobre eventual denúncia contra Flávio pela Procuradoria-Geral da República nem sobre quando, ou se, o senador pretendia voltar ao Brasil.
Editorial do jornal norte-americano diz que Lula busca "vingança política" e que o STF "censura seus críticos". Leia no Poder360.

O conselho editorial do Wall Street Journal acusou o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de promover uma “revanche política” contra Flávio Bolsonaro (PL). Em editorial publicado na quarta-feira (28),

Jornal dos EUA questiona pedido de apreensão do passaporte do senador e põe em dúvida a imparcialidade do STF
