O Brasil registrou em 2026 marcas recordes em comércio exterior, atração de investimentos e transporte aéreo, segundo dados e declarações divulgados por órgãos do governo federal. A cobertura de centro relatou, com base em números da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que mais de 54 milhões de passageiros viajaram em voos nacionais e internacionais entre janeiro e maio. Foram cerca de 42 milhões de embarques e desembarques em voos domésticos, alta de 6% sobre o mesmo período de 2025, e 12,8 milhões em voos internacionais, crescimento de 10%. O Ministério do Turismo atribuiu o desempenho à ampliação da malha aérea e ao aumento da demanda por viagens corporativas e de lazer.
Na frente econômica, o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, a ApexBrasil, Laudemir André Müller, afirmou durante o II Fórum de Investimentos União Europeia-Brasil, em Brasília, que o país bate recordes de exportação e de atração de investimentos mesmo em meio às turbulências globais. Segundo ele, o estoque de capital da União Europeia no Brasil já se aproxima de US$ 500 bilhões, com potencial de ampliação em áreas como data centers, infraestrutura digital e minerais críticos.
Veículos de esquerda destacaram que esses resultados não acontecem por acaso, mas refletem uma opção estratégica do governo Lula pela negociação, pela abertura e pela cooperação internacional, em contraste com posturas de isolamento. Essa cobertura enfatizou a agenda de minerais críticos defendida pelo presidente, que busca agregar valor aos recursos naturais em vez de exportar apenas matéria-prima, e tratou a aproximação com a União Europeia como motor de desenvolvimento tecnológico e industrial. O presidente do Cebri, José Pio Borges, reforçou no evento que o momento exige integração, não isolamento.
Veículos de direita tendem a ler o mesmo desempenho como expressão do dinamismo do setor privado, dos exportadores e do agronegócio, e da demanda do mercado por viagens, mais do que como mérito de uma política de governo. Sob esse prisma, a atração de capital europeu e a expansão da aviação dependem de ambiente de negócios competitivo, segurança jurídica e abertura comercial, e o crédito político ao resultado merece cautela. Pesa nesse ponto a ausência, na cobertura, de números detalhados de exportação que comprovem o recorde afirmado.
O que ainda não se sabe são os dados consolidados e auditáveis das exportações e dos investimentos que sustentam a fala da ApexBrasil, o cronograma de eventuais novos acordos entre Brasil e União Europeia e o detalhamento das políticas públicas creditadas pela expansão da malha aérea.