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Zanin ouve Anatel sobre pedido de internet livre 72 horas antes do voto

1 veículo de esquerda · 1 veículo de centro

Redação Fuja da Bolha•2 fontes•23/09/2026•atualizado em 25/09/2026•Regulação de Tecnologia
Zanin ouve Anatel sobre pedido de internet livre 72 horas antes do voto
Imagem: Agência Brasil

Resumo da cobertura

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de 48 horas para a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) se manifestar sobre a ação que pede acesso livre e neutro à internet móvel no período crítico das eleições. A Advocacia-Geral da União (AGU) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) também foram chamadas a opinar. A arguição de descumprimento de preceito fundamental foi protocolada em 22 de setembro de 2026 pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e pelo Partido Verde (PV), com pedido de liminar para as 72 horas anteriores e as 24 horas posteriores à votação.

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Como cada lado cobriu

2 fontes políticas

Como decidimos →
Esquerda1 (50%)

Veículos com viés à esquerda

  • Agência BrasilZanin pede manifestação da Anatel sobre acesso à internet nas eleiçõesMinistro é o relator da ação que pede a liberação de internet nas 72 horas anteriores ao primeiro turno.
    Matéria: Centro

    Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial esquerda.

    Análise editorial

    Cobertura de despacho em registro de agência: prazo de 48 horas, autoridades ouvidas, citação direta do ministro e calendário eleitoral, sem adjetivação nem vocabulário valorativo. A síntese de que a limitação de franquia impede o acesso à informação aparece atribuída às entidades autoras. O perfil do artigo é de centro, ainda que o veículo seja perfilado como de esquerda.

    Qualidade argumentativa
    52/100
    Manipulação emocional
    5/100
    Clickbait
    5/100
    Fontes citadas
    3

    Perspectivas omitidas

    • Não explica o que é o zero rating, mecanismo central da ação
    • Não registra posição das operadoras nem da Anatel
    • Não menciona o pedido subsidiário de liberação dos domínios jus.br e gov.br
Centro1 (50%)

Veículos com viés ao centro

  • Consultor JurídicoAção pede acesso livre e neutro à internet perto das eleiçõesAutores de ADPF querem que STF obrigue provedores de internet a dar acesso livre e neutro no período crítico das eleições.
    Análise editorial

    O texto reporta o pedido com linguagem técnica e atribui as avaliações aos autores ('Segundo os autores da ação', 'Para PV e CNTE'), citando o artigo 9º do Marco Civil e a petição assinada por Edilene Lobo. O enquadramento em 'grave custo democrático' aparece como fala da parte, não do veículo, o que sustenta leitura de centro; a ausência do contraditório das operadoras impede confiança mais alta.

    Qualidade argumentativa
    54/100
    Manipulação emocional
    15/100
    Clickbait
    10/100
    Fontes citadas
    4

    Perspectivas omitidas

    • Não traz resposta das prestadoras de internet nem da Anatel sobre o zero rating
    • Não apresenta o argumento regulatório favorável ao zero rating, hoje tolerado pela agência
    • Não informa quantos usuários ficam com a franquia esgotada no período eleitoral
Direita0 (0%)

Veículos com viés à direita

Nenhum veículo de direita cobriu esta história.

A ação de CNTE e Partido Verde quer que o Supremo obrigue as operadoras a manter acesso livre e neutro à internet nas 72 horas anteriores e nas 24 horas posteriores à votação, mirando a prática de zero rating. O relator Cristiano Zanin deu 48 horas para Anatel, AGU e PGR se manifestarem, a poucos dias do primeiro turno de 4 de outubro.

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, deu prazo de 48 horas para a Agência Nacional de Telecomunicações se manifestar sobre um pedido que quer garantir acesso livre e neutro à internet móvel no período crítico das eleições. A Advocacia-Geral da União e a Procuradoria-Geral da República também foram chamadas a opinar. Zanin é relator da ação apresentada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação e pelo Partido Verde, protocolada em 22 de setembro de 2026.

As entidades pedem liminar para que as prestadoras de internet não interrompam nem condicionem o acesso nas 72 horas que antecedem a votação e nas 24 horas posteriores. O alvo é a prática conhecida como zero rating, em que a operadora libera o uso de aplicativos escolhidos sem descontar da franquia de dados contratada. Quando o pacote termina, o usuário fica restrito a esses aplicativos e perde a navegação aberta. Para os autores, isso contraria o artigo 9º do Marco Civil da Internet, que manda tratar de forma isonômica qualquer pacote de dados, sem distinção por conteúdo, origem, destino, serviço ou aplicação.

A cobertura de centro detalhou o desenho jurídico do pedido, apresentado como arguição de descumprimento de preceito fundamental e assinado pela ex-ministra do Tribunal Superior Eleitoral Edilene Lobo. Nessa leitura, os autores descrevem a medida como mínima, temporária e neutra: não se pede banda ilimitada, o efeito fica vinculado à integridade do pleito e nenhuma plataforma é privilegiada. Há ainda um pedido subsidiário, para que o usuário com franquia esgotada mantenha acesso sem desconto aos domínios jus.br e gov.br, o que alcançaria o e-Título, a consulta ao local de votação, a justificativa eleitoral, a divulgação oficial de resultados e os boletins de urna.

Veículos de esquerda enfatizaram o calendário e o efeito sobre o eleitor de baixa renda: a limitação de franquia impediria o acesso à informação justamente na reta final, e o primeiro turno está marcado para 4 de outubro, com segundo turno em 25 de outubro para os cargos de governador e presidente. Nessa ênfase, o ponto central é a desigualdade de acesso, porque quem depende de franquia pequena fica preso a ambientes e algoritmos definidos por interesse comercial, enquanto quem paga mais navega livremente para comparar informação e refutar desinformação.

Veículos de direita não registraram o caso no conjunto de matérias reunido até agora. Pelos fatos disponíveis, a leitura habitual desse campo seria de cautela com intervenção judicial em contrato privado e em política regulatória: o zero rating é tolerado pela regulação vigente, as prestadoras não integram o processo e uma liminar às vésperas da votação imporia obrigação e custo a empresas que não foram ouvidas. O próprio despacho registra que as providências pedidas alcançariam prestadoras fora da relação processual, e é essa a razão declarada para ouvir antes as autoridades envolvidas.

O que ainda não se sabe é o teor da manifestação da Anatel, da AGU e da Procuradoria-Geral da República, e se Zanin vai conceder a liminar, negá-la ou levar o caso ao plenário antes de 4 de outubro. Também não há, no material disponível, resposta das operadoras, posição da agência reguladora sobre a compatibilidade do zero rating com o Marco Civil, nem estimativa de quantos eleitores chegam ao fim da franquia de dados nesse intervalo.

Briefing

O que importa para você

  • Se a liminar for concedida, o eleitor com franquia esgotada navegaria sem bloqueio das 72 horas anteriores até 24 horas depois da votação de 4 de outubro.
  • No piso mínimo pedido, ficariam liberados jus.br e gov.br, com e-Título, consulta ao local de votação, justificativa eleitoral e boletins de urna.
  • A decisão atinge o modelo comercial de zero rating das operadoras de telefonia móvel, hoje tolerado pela Anatel.

Onde os lados concordam

Toda a cobertura registra os mesmos fatos: a ação é de CNTE e Partido Verde, o relator é Cristiano Zanin, o prazo fixado é de 48 horas para Anatel, AGU e PGR, e o pedido mira a janela de 72 horas antes da votação. Nenhum veículo contesta que a franquia de dados esgotada restringe a navegação do usuário.

O que ainda está incerto

  • Não se sabe o conteúdo da manifestação da Anatel, da AGU e da PGR nem se Zanin decidirá antes de 4 de outubro.
  • Não há resposta das prestadoras de internet, que não integram o processo.
  • Falta estimativa de quantos eleitores chegam com a franquia de dados esgotada nesse período.
JudiciárioEleiçõesRegulação de Tecnologia

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Fontes

Espectro: Centro
Ação pede acesso livre e neutro à internet perto das eleições
Ação pede acesso livre e neutro à internet perto das eleições

Autores de ADPF querem que STF obrigue provedores de internet a dar acesso livre e neutro no período crítico das eleições.

Consultor JurídicoConsultor Jurídico
Espectro: Esquerda
Zanin pede manifestação da Anatel sobre acesso à internet nas eleições
Zanin pede manifestação da Anatel sobre acesso à internet nas eleições

Ministro é o relator da ação que pede a liberação de internet nas 72 horas anteriores ao primeiro turno.

Agência BrasilAgência Brasil

Esquerda

1 fonte

A ação levada por CNTE e Partido Verde ao Supremo Tribunal Federal trata conectividade como condição material do voto livre, e não como conveniência de consumo. Enquanto o eleitor de renda mais alta navega sem limite na reta final da campanha, quem depende de franquia pequena fica trancado nos aplicativos liberados pelo zero rating, dentro de ambientes e algoritmos definidos por interesse comercial das operadoras e das grandes plataformas. A decisão de Cristiano Zanin, que chamou Anatel, AGU e PGR a se manifestar em 48 horas, é lida como reconhecimento de que a desigualdade de acesso à informação afeta a integridade do pleito.

Centro

1 fonte

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de 48 horas para a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) se manifestar sobre a ação que pede acesso livre e neutro à internet móvel no período crítico das eleições.

Direita

0 fontes

Nenhum veículo de direita cobriu esta história.

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  2. 04 de out. de 2026, 00:00Programado
    Primeiro turno das eleições de 2026, referência da janela de 72 horas alvo do pedido de liminar
    agenciabrasil.ebc.com.br
  3. 25 de set. de 2026Hoje
  4. 24 de set. de 2026, 00:00
    Zanin dá 48 horas para Anatel, AGU e PGR se manifestarem sobre o pedido de liminar
    agenciabrasil.ebc.com.br
  5. 22 de set. de 2026, 00:00
    Partido Verde e CNTE protocolam no STF ação que pede acesso livre e neutro à internet no período crítico das eleições
    conjur.com.br

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