Romeu Zema propõe cortar benefício após falar em “geração de imprestáveis”
1 veículo de centro · 1 veículo de direita
%2Fhttps%3A%2F%2Fi.s3.glbimg.com%2Fv1%2FAUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8%2Finternal_photos%2Fbs%2F2026%2FM%2Fp%2F4lb77ATG6UscpIXsySDQ%2Fmisa-antonini-ceo-do-g4-sabatina-o-empresario-ex-governador-de-minas-gerais-e-pre-candidato-a-pre.jpg&w=1920&q=72&output=webp)
Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
O candidato à Presidência Romeu Zema, do Partido Novo, afirmou em 17 de agosto de 2026, na 27ª Conferência Anual Santander, em São Paulo, que os programas sociais estão criando uma “geração de imprestáveis que se recusam a trabalhar” e que optam por fazer “bico”. No mesmo discurso, defendeu que o pagamento de benefícios seja suspenso para quem recusar três ofertas de emprego, disse que os programas têm “muita fraude e muito mau uso”, chamou o governo de Luiz Inácio Lula da Silva de “pró-bilionário” e defendeu a privatização de estatais. A expressão já havia sido usada pelo ex-governador de Minas Gerais em ao menos três ocasiões neste ano, e a exigência de contrapartida consta do plano de governo registrado pela campanha.
Romeu Zema colocou no centro da campanha uma cobrança que o eleitorado produtivo faz há anos: benefício permanente sem contrapartida cria dependência e retira o incentivo ao trabalho formal. A proposta é objetiva — quem recusar três ofertas de emprego perde o pagamento — e vem acompanhada de uma porta de saída no plano de governo, com capacitação profissional, acesso a moradia e o Programa Casas da Cidadania, além de um incentivo de R$ 5 mil para quem sair do programa com emprego formal.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Veículos com viés à direita
As duas coberturas reproduzem a mesma citação e registram que a expressão “geração de imprestáveis” foi usada por Romeu Zema em ao menos três ocasiões anteriores neste ano. Também convergem que a exigência de contrapartida para beneficiários consta do plano de governo do Partido Novo, com a chamada “porta de saída estruturada”.
Em conferência de um banco privado em São Paulo, o candidato do Partido Novo à Presidência, Romeu Zema, disse que os programas sociais criam uma “geração de imprestáveis” e defendeu suspender o pagamento de benefícios a quem recusar três ofertas de emprego. A cobertura de centro e a de direita registraram a fala com recortes diferentes; veículos de esquerda não publicaram sobre o episódio.
O candidato à Presidência da República Romeu Zema, do Partido Novo, afirmou que os programas sociais brasileiros estão criando uma “geração de imprestáveis que se recusam a trabalhar” e que preferem viver de “bico”. A declaração foi feita em 17 de agosto de 2026, durante a 27ª Conferência Anual Santander, em São Paulo. No mesmo discurso, o ex-governador de Minas Gerais defendeu que o pagamento do benefício seja suspenso para quem recusar três ofertas de emprego, disse que os programas têm “muita fraude e muito mau uso”, classificou o governo de Luiz Inácio Lula da Silva como “pró-bilionário” e defendeu a privatização de estatais, sob o argumento de que não existe “vaca sagrada”.
Os dois registros disponíveis da fala convergem no essencial. Ambos reproduzem a citação na íntegra, com a frase sobre o bico que, na avaliação do candidato, não qualifica profissional algum porque não há processo nem controle de qualidade. Ambos também apontam que a expressão não é nova: ela já havia aparecido em entrevista a um programa de televisão em maio, em evento da Confederação Nacional da Indústria, em Brasília, em 22 de junho, e na Agenda dos Presidenciáveis, promovida pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, em 8 de julho. A exigência de contrapartida para manutenção do benefício não é improviso de palanque: está registrada no plano de governo da candidatura, que prevê uma “porta de saída estruturada” ligando beneficiários a capacitação e trabalho, além do Programa Casas da Cidadania, com plano individualizado de qualificação, moradia e outros serviços para famílias vulneráveis.
A divergência aparece no recorte. A cobertura de centro tratou a frase como peça de uma agenda econômica mais ampla e reconstituiu o restante do discurso: a crítica ao governo federal como “pró-bilionário”, a descrição do cenário econômico como um “círculo vicioso” de endividamento e juros altos, a avaliação de que programas de renegociação de dívida como o Desenrola são paliativos, e a promessa de que a redução da “gastança” levaria os juros a níveis “civilizados”, de aproximadamente 6%. Também recuperou que, em junho, o candidato propôs um incentivo de R$ 5 mil ao beneficiário que deixasse o programa ao conseguir emprego formal, e que defendeu reformas administrativa e da Previdência.
Veículos de direita concentraram o texto na fala e no que vem depois dela no material de campanha, apresentando a proposta de obrigar a aceitação de vagas como o desdobramento natural do plano de governo, com ênfase na porta de saída e na capacitação. Nesse recorte, sumiram tanto a crítica do próprio candidato aos bilionários quanto a defesa de privatização das estatais, e nem o local nem a data do pronunciamento foram informados ao leitor.
Veículos de esquerda não haviam publicado sobre o episódio no conjunto de matérias reunidas até aqui. Assim, a contestação ao uso do termo “imprestáveis” para descrever beneficiários, a reação do governo federal e a avaliação de pesquisadores de proteção social sobre condicionar renda mínima à aceitação de oferta de emprego seguem sem cobertura desse lado.
O que ainda não se sabe é considerável. Nenhuma das reportagens traz resposta do governo Lula, do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social ou de representantes de beneficiários. A acusação de “muita fraude e muito mau uso” não vem acompanhada de auditoria, percentual ou fonte. Também não está definido quais programas seriam alcançados pela regra das três recusas, nem que critérios de salário, jornada e distância tornariam uma oferta de emprego válida para efeito de corte do benefício, nem quem faria essa verificação.
Presidenciável do Novo defende suspensão do pagamento para quem recusar três ofertas de emprego e diz que benefícios precisam ter

Presidenciável defende que beneficiários sejam obrigados a aceitar empregos
