Romeu Zema propõe suspender benefício social após três recusas de emprego
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Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais e candidato do partido Novo à Presidência da República, afirmou em 17 de agosto de 2026, durante a 27ª Conferência Anual Santander, em São Paulo, que os programas sociais estão criando uma geração de imprestáveis que se recusa a trabalhar e prefere fazer bico. Ele defendeu contrapartidas: suspender o pagamento de quem recusar três ofertas de emprego e exigir a conclusão do ensino fundamental ou médio de quem não os concluiu. O candidato não especificou quais programas seriam alcançados pela regra. A expressão já havia sido usada por ele em pelo menos outras três ocasiões neste ano, e o plano de governo registra a proposta de uma porta de saída estruturada e do programa Casas da Cidadania.
Romeu Zema levou a uma plateia empresarial em São Paulo o diagnóstico de que os programas sociais brasileiros têm porta de entrada e não têm porta de saída, e que o desenho atual acomoda o beneficiário no bico em vez de conduzi-lo ao emprego formal, com o hábito passando de pai para filho.
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As duas coberturas registram os mesmos fatos: a fala ocorreu em 17 de agosto de 2026, na 27ª Conferência Anual Santander, em São Paulo; Romeu Zema usou a expressão geração de imprestáveis para descrever quem prefere o bico ao emprego formal; e ele defende contrapartida obrigatória para manter o benefício, incluindo a suspensão do pagamento após recusas de oferta de trabalho.
Romeu Zema, candidato do Novo à Presidência da República, afirmou em um evento do setor financeiro em São Paulo que os programas sociais estão formando uma geração que se recusa a trabalhar. Ele defende contrapartidas, como a suspensão do pagamento para quem recusar três ofertas de emprego e a exigência de concluir o ensino fundamental ou médio.
O candidato à Presidência da República Romeu Zema, do partido Novo, afirmou em 17 de agosto de 2026 que os programas sociais brasileiros estão criando uma geração de imprestáveis, formada por pessoas que se recusam a trabalhar e preferem viver de bico. A declaração foi dada na 27ª Conferência Anual Santander, realizada em São Paulo, diante de uma plateia do setor financeiro. Ex-governador de Minas Gerais, Zema sustentou que o hábito se transmite de pai para filho e questionou o valor profissional do trabalho informal, ao dizer que bico feito onde não há processo nem qualidade não qualifica ninguém, ao contrário do emprego com carteira assinada.
No mesmo evento, o candidato detalhou a mudança que pretende fazer. Ele defende que os programas passem a ter contrapartida obrigatória: quem receber o benefício e recusar três ofertas de emprego terá o pagamento suspenso, e quem não concluiu o ensino fundamental ou o ensino médio terá de concluir para continuar recebendo. Zema afirmou ainda que hoje os programas têm porta de entrada e não têm porta de saída, e que há muita fraude e muito mau uso a corrigir. Não disse quais programas seriam submetidos à nova regra nem apresentou números sobre as fraudes que alegou existir.
A cobertura de centro relatou o episódio de forma direta, com registro de local, horário e das duas citações completas, e fez questão de anotar o limite da declaração: o candidato não especificou quais programas seriam alcançados. Veículos de direita enfatizaram a recorrência do discurso e o que existe de propositivo no plano de governo do Novo. Segundo essa cobertura, a expressão já havia sido usada por Zema em pelo menos três ocasiões neste ano, em entrevista de televisão em maio, em evento da Confederação Nacional da Indústria em junho, em Brasília, e na Agenda dos Presidenciáveis promovida pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo em julho. O mesmo texto lembra que o plano de governo registra a criação de uma porta de saída estruturada, que conectaria beneficiários a capacitação e trabalho, e do programa Casas da Cidadania, com plano individualizado de qualificação, acesso a emprego, moradia e outros serviços para famílias vulneráveis.
Os dois lados que cobriram o caso convergem no essencial: a fala existiu, foi feita nesses termos, e a proposta de contrapartida está no programa eleitoral do candidato. A diferença está na ênfase. A cobertura de centro concentra o texto na regra de suspensão do pagamento e na lacuna sobre quais programas seriam atingidos. A cobertura de direita distribui o peso entre a frase de impacto e a política pública que a acompanha, situando a declaração dentro de uma posição já conhecida do candidato, e não como um episódio isolado. Veículos de esquerda não haviam publicado cobertura própria do episódio no material reunido até agora, de modo que a leitura que costuma acompanhar esse tipo de fala, a de estigmatização de quem depende de transferência de renda, não aparece atribuída a nenhuma reportagem deste conjunto.
Ainda não se sabe quais programas o candidato pretende alterar, se a regra alcançaria o Bolsa Família, o Benefício de Prestação Continuada ou apenas parte deles. Também não está esclarecido como a recusa de uma oferta de emprego seria registrada e comprovada, que tipo de vaga contaria para a contagem das três recusas, nem qual seria o prazo para o beneficiário concluir a escolaridade exigida. A alegação de fraude e mau uso não veio acompanhada de dados. Até o momento não há, no material reunido, resposta do governo federal, de adversários na disputa presidencial ou de entidades de assistência social às declarações feitas em São Paulo.
Declaração foi dada nesta segunda-feira, 17, na 27ª Conferência Anual Santander

Candidato do Novo defende revisão de benefícios e contrapartidas para quem recebe pagamentos. Leia no Poder360.
