Romeu Zema retrata Lula e ministros do STF presos em jingle feito com IA
6 veículos de centro · 3 veículos de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
9 fontes políticas
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O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, candidato do Novo à Presidência, publicou em 22 de agosto de 2026 o jingle oficial de sua campanha, uma paródia da canção “O nome dela é Jennifer”, de Gabriel Diniz. O clipe que acompanha a música foi produzido com inteligência artificial e mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ministros do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Dias Toffoli com uniforme de presidiário, dançando dentro de uma cela. A peça faz referências ao escândalo dos descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social, ao aumento do preço dos alimentos, às apostas online do chamado jogo do tigrinho e à influenciadora Virgínia Fonseca, que já foi garota-propaganda do setor. O refrão promete “acabar com o PT”. Nenhum dos citados havia se manifestado até o fechamento das reportagens.
Para uma leitura de direita, o jingle de Romeu Zema acerta ao transformar em linguagem popular o que boa parte do eleitorado já sente: impunidade no topo. O vídeo cobra responsabilidade por episódios concretos, como os descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social, a alta do preço dos alimentos, a investigação sobre Fábio Luís Lula da Silva e a expansão das apostas online que consome renda de famílias endividadas.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Todas as coberturas descrevem o mesmo material: jingle divulgado em 22 de agosto de 2026, paródia de “O nome dela é Jennifer”, clipe feito com inteligência artificial, promessa de “acabar com o PT” e imagens de Luiz Inácio Lula da Silva e dos ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Dias Toffoli com uniforme de presidiário. Há acordo também sobre os alvos citados na peça: o escândalo do Instituto Nacional do Seguro Social, o preço dos alimentos e as apostas online.
O candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, publicou em 22 de agosto de 2026 o jingle oficial de sua campanha: uma paródia sertaneja com clipe feito por inteligência artificial em que Luiz Inácio Lula da Silva e ministros do Supremo Tribunal Federal aparecem com uniforme de presidiário. A peça concentra críticas ao PT, ao escândalo do INSS, ao preço dos alimentos e às apostas online.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, candidato do Novo à Presidência da República, publicou no sábado, 22 de agosto de 2026, o jingle oficial de sua campanha. A música é uma paródia de “O nome dela é Jennifer”, do cantor Gabriel Diniz, e traz o refrão “O nome dele é Zema, eu encontrei ele em Minas. Ele é meu presidente. Vai acabar com o PT”. O clipe que acompanha a canção foi produzido com inteligência artificial e retrata o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros do Supremo Tribunal Federal com uniforme de presidiário.
As coberturas convergem na descrição do material. A animação mostra Lula acordando às 13 horas enquanto trabalhadores de vários setores levantam às 4 horas; exibe os ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Dias Toffoli dançando dentro de uma cela; e termina com o candidato do Novo usando a faixa presidencial enquanto a Polícia Federal bate à porta e Lula chega à cadeia com um bilhete que diz que lugar de intocável é na cadeia. A peça também faz referência ao escândalo dos descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social, à alta do preço dos alimentos, à investigação sobre Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente, ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e ao chamado jogo do tigrinho, ilustrado por um boneco que remete à influenciadora Virgínia Fonseca. O termo “intocáveis”, que dá nome a uma série anterior de vídeos satíricos do candidato, é retomado no jingle.
As ênfases se separam a partir daí. Veículos de direita organizaram a matéria em torno das acusações embutidas no vídeo, enfileirando o escândalo previdenciário, as denúncias contra o filho do presidente, o preço dos alimentos e o movimento de sem-terra como pauta legítima de campanha, e conectando a peça a promessas do candidato de limitar o ativismo do Supremo Tribunal Federal e acabar com foro privilegiado e supersalários. Foi também nesse campo que apareceu o contexto jurídico mais duro: em maio de 2026, Gilmar Mendes moveu contra o ex-governador um processo por calúnia por causa da mesma série de vídeos com ministros retratados como fantoches.
A cobertura de centro deslocou o foco para o cálculo eleitoral e para a técnica. Descreveu a aposta em linguagem popular, paródia musical e imagens sintéticas como estratégia para ampliar o reconhecimento do candidato fora de Minas Gerais e disputar eleitores de perfil bolsonarista no campo da direita. Uma das versões acrescentou uma ressalva relevante: as fraudes em aposentadorias citadas na música também abrangem os governos Michel Temer e Jair Bolsonaro, e não apenas a gestão atual. Outra registrou a acusação de Lula de que o ex-governador se beneficiou da suspensão do pagamento da dívida de Minas Gerais.
O ângulo que ficou de fora é justamente o mais crítico. Nenhum veículo de esquerda do conjunto analisado cobriu o lançamento, e por isso a leitura que trataria a encenação da prisão de um presidente em exercício e de três ministros da Corte como ataque às instituições, ou que discutiria o risco de imagens fabricadas por inteligência artificial numa campanha em curso, não aparece na cobertura disponível. É o ponto cego desta história.
O que ainda não se sabe: não houve manifestação pública do PT, do presidente, do Supremo Tribunal Federal ou dos ministros retratados sobre o vídeo até o fechamento das reportagens. Também não se sabe se a peça será alvo de representação eleitoral, se houve algum pedido de remoção do conteúdo, nem qual o custo e a autoria da produção. E nenhuma das reportagens esclarece o estágio atual do processo por calúnia aberto em maio.

Vídeo feito com inteligência artificial também faz críticas ao chamado “jogo do tigrinho” e à influenciadora Virgínia Fonseca

Zema também menciona as fraudes em aposentadorias e o preço dos alimentos

Vídeo feito com inteligência artificial também faz críticas ao chamado “jogo do tigrinho” e à influenciadora Virgínia Fonseca

Animação mostra Lula usando uniforme de presidiário e atrás das grades, bem como ministros do STF de toga e uniforme de presidiário por baixo

Animação feita com IA mostra políticos usando uniformes de presidiário; música é paródia de “O nome dela é Jennifer” Leia no Poder360.

Candidato à Presidência pelo Novo usa vídeo para fazer críticas ao governo Lula referências a escândalos. Leia na Gazeta do Povo

Saiba mais sobre o jingle polêmico de Zema, que faz críticas a Lula e ministros do STF, com referências a escândalos e à política brasileira. Leia mais!

Candidato promete "acabar com o PT" em paródia

Nesta matéria: viés de centro.