Romeu Zema celebra avanço do Novo e promete oposição ao PT no segundo turno
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
Briefing
O que importa para você
- Segundo turno presidencial em 25 de outubro, entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
- Zema não apoiará Lula e diz que ficará do lado oposto ao PT.
- O Novo elegeu três senadores e espera oito ou mais deputados federais.
Onde os lados concordam
As duas coberturas registram que Romeu Zema celebrou o desempenho do Novo, com novos senadores e a expectativa de superar a cláusula de barreira, atacou os 'intocáveis' e prometeu oposição ao PT no segundo turno.
O que ainda está incerto
- Se o Novo confirmará a cláusula de barreira ao fim da apuração.
- Se Zema fará campanha ativa por Flávio Bolsonaro.
- Nenhuma resposta do PT ou do Supremo Tribunal Federal às críticas foi publicada.
Romeu Zema, candidato do Novo à Presidência, terminou o primeiro turno com 0,83% dos votos válidos, mas disse estar satisfeito com o resultado. Ele comemorou três senadores eleitos pelo partido, a expectativa de superar a cláusula de barreira e prometeu ficar do lado oposto ao PT no segundo turno.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, candidato do Partido Novo à Presidência da República, disse na noite de domingo, 4 de outubro, estar satisfeito com o resultado do primeiro turno das eleições de 2026. Com 99,24% das urnas apuradas pelo Tribunal Superior Eleitoral, ele registrava 0,83% dos votos válidos. Mesmo fora da disputa, Zema afirmou que houve um avanço da direita muito maior do que as pesquisas indicavam e reafirmou que fará oposição ao PT no segundo turno.
As coberturas convergem nos pontos centrais do pronunciamento. Zema destacou a eleição de três senadores do Novo: Marcel Van Hattem, no Rio Grande do Sul, Deltan Dallagnol, no Paraná, e Lahesio Bonfim, no Maranhão. Disse ainda esperar oito ou mais deputados federais e tratou como prioridade cumprir a cláusula de barreira, regra que exige desempenho mínimo nas urnas para que o partido mantenha acesso a recursos e estrutura no Congresso. Ele retomou o termo 'intocáveis', usado na campanha, ao dizer que essas pessoas não iriam dormir bem, em referência a ministros do Supremo Tribunal Federal e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. E encerrou com uma frase dura: onde estiver o PT no segundo turno, ele estará do outro lado.
A cobertura de centro abriu pelo dado da apuração, registrando o percentual do candidato antes das declarações, e reproduziu as falas entre aspas, incluindo a afirmação de Zema de que o PT entregou um país estagnado e repleto de corrupção. Veículos de direita deram mais espaço ao discurso político. Enfatizaram que Zema não apoiará Lula, candidato à reeleição, na disputa contra Flávio Bolsonaro, do PL, marcada para 25 de outubro, e a expectativa dele de que a renovação do Senado provoque mudanças no Supremo. Essa cobertura também registrou a fala de Zema, feita mais cedo em Araxá, onde votou, de que continuará denunciando irregularidades, de que responde a um processo movido pelo ministro Gilmar Mendes e de que não teve contato com o banqueiro Daniel Vorcaro. Nesse texto, o percentual de votos do candidato não aparece.
Nenhum veículo de esquerda havia publicado matéria sobre o pronunciamento até o fechamento desta reportagem, e nenhuma das coberturas trouxe resposta do PT, do governo ou do Supremo às críticas.
Ainda não se sabe se o Novo confirmará a superação da cláusula de barreira quando a apuração terminar, nem qual será o tamanho final da bancada na Câmara. Também não está claro se Zema fará campanha ativa por Flávio Bolsonaro no segundo turno ou se ficará apenas na oposição declarada ao PT.
Fontes
Com 99,24% dos votos apurados, ex-governador e candidato à Presidência registrava 0,83% dos votos válidos

Romeu Zema destaca avanço do Novo nas eleições e reforça a oposição frontal ao PT após o resultado das urnas. Leia na Gazeta do Povo.
