Zema volta a criticar relação de Flávio Bolsonaro com banqueiro
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O episódio expõe uma contradição no campo da direita brasileira: o pré-candidato Romeu Zema, do Novo, denuncia que Flávio Bolsonaro se aproximou de um 'banqueiro bandido' preso por suposta fraude bilionária, depois de o senador ser flagrado cobrando recursos do empresário. A cobertura à esquerda destaca que a indignação seletiva revela o discurso anticorrupção da direita como instrumento eleitoral, já que Flávio nega irregularidades mesmo após admitir o pedido de dinheiro, e que o caso Banco Master atinge também ministros do STF.
Veículos deste lado: Brasil 247
O pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) voltou a criticar a aproximação de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e preso sob acusação de fraudes que podem chegar a R$ 12 bilhões.
Veículos deste lado: G1
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Todos os lados reconhecem que Zema voltou a criticar a aproximação de Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro, preso por suposta fraude bilionária no Banco Master, e que existe um áudio em que o senador cobra dinheiro do empresário.
O pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema, do Partido Novo e ex-governador de Minas Gerais, voltou a criticar publicamente a aproximação do senador Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O empresário está preso em São Paulo, acusado pela Polícia Federal de chefiar um esquema de fraudes financeiras que pode chegar a R$ 12 bilhões. Em entrevistas concedidas em rádios e podcasts em junho de 2026, Zema afirmou que não volta atrás nas críticas e que quem se aproximou do banqueiro 'tem de ser visto com reservas'.
O pano de fundo é a divulgação de um áudio em que Flávio Bolsonaro cobra recursos de Vorcaro para financiar o filme 'Dark Horse', sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Inicialmente o senador escondeu a relação com o dono do Master, a quem chegou a visitar quando o banqueiro usava tornozeleira eletrônica. Depois, diante da repercussão, Flávio admitiu o pedido de dinheiro em vídeo nas redes sociais, mas negou irregularidades. Zema afirmou ainda que 'nunca foi próximo' de Flávio e disse que 'pau que bate em Chico bate em Francisco', mantendo a avaliação sobre quem teve contato com o empresário.
A cobertura de centro, como a do g1, relatou de forma factual a cronologia do embate, que começou em 13 de maio, quando Zema chamou de 'imperdoável' o senador cobrar dinheiro de Vorcaro, passou por novas declarações em junho e chegou à reação da família Bolsonaro: o ex-deputado Eduardo Bolsonaro sugeriu um 'rompimento geral' com o Novo. Veículos de centro também registraram que Zema aproveitou as entrevistas para criticar o Supremo Tribunal Federal, que chamou de 'poder incendiário', e apontaram que os vínculos de Vorcaro alcançariam também ministros da Corte.
Veículos de esquerda, como o Brasil 247, enfatizaram a contradição do discurso anticorrupção dentro da direita: Zema acusa Flávio de se aproximar de um 'banqueiro bandido', enquanto o senador, mesmo após admitir o pedido de dinheiro, nega ter cometido irregularidades. Para esse enquadramento, o episódio mostra a moralidade pública sendo usada como instrumento na disputa eleitoral do campo conservador.
Veículos de direita destacaram o argumento de coerência apresentado por Zema, de que não se pode criticar Lula e o PT e repetir a mesma prática, e ressaltaram que o pré-candidato faz questão de afirmar que a direita não está dividida e estará unida em um eventual segundo turno. Nesse recorte, Zema se apresenta como alternativa liberal e 'terceira via', e a crítica ao STF é lida como reação ao protagonismo institucional da Corte.
O que ainda não se sabe é qual será a resposta atual de Flávio Bolsonaro às novas críticas, como ficará a relação entre o Novo e o bolsonarismo no calendário eleitoral de 2026 e qual o desfecho do processo contra Daniel Vorcaro, que segue preso enquanto a investigação sobre o Banco Master avança.
Romeu Zema reafirma críticas a Flávio Bolsonaro após áudios sobre Daniel Vorcaro e ignora pressão de Eduardo Bolsonaro por rompimento entre os partidos Novo e PL.

Ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência cumpre agenda no Recife, nesta sexta (19).

Apesar das críticas, o pré-candidato do Novo defende união da direita no segundo turno e diz que a direita não está dividida