Desaprovação a Lula chega a 49% enquanto avaliação negativa soma 43%, diz Nexus/BTG
2 veículos de centro · 2 veículos de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
4 fontes políticas
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2 veículos de centro · 2 veículos de direita

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Como decidimos →Pesquisa do instituto Nexus contratada pelo Banco BTG Pactual e divulgada em 24 de agosto de 2026 aponta que 43% dos eleitores avaliam o governo de Luiz Inácio Lula da Silva como ruim ou péssimo, 35% como bom ou ótimo e 22% como regular. Na aprovação do desempenho pessoal do presidente, 49% desaprovam e 48% aprovam, diferença de um ponto que caracteriza empate técnico. Foram cerca de 2 mil entrevistas por telefone entre 21 e 23 de agosto, com margem de erro de dois pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-09028/2026.
Pelo enquadramento da direita, o número central é a superioridade estável da rejeição: 43% dos eleitores classificam o governo de Luiz Inácio Lula da Silva como ruim ou péssimo, contra apenas 35% que o consideram bom ou ótimo, uma diferença de oito pontos que a margem de erro de dois pontos não explica.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: falácia identificada.
A pesquisa mede o desempenho do governo federal a poucos meses da eleição de 2026 e serve de referência para partidos e mercado. Para o eleitor, o dado prático é o recorte: a gestão é mais bem avaliada por quem ganha até um salário mínimo, desocupados, mulheres, pessoas de 60 anos ou mais e moradores do Nordeste, e pior avaliada por quem tem ensino superior, recebe mais de cinco salários mínimos, tem de 25 a 40 anos e mora no Sul.
A cobertura de centro trata o resultado como estabilidade e nomeia empate técnico na aprovação pessoal. Veículos de direita destacam a diferença de oito pontos entre avaliação negativa e positiva como desgaste consolidado, e um deles qualifica os 35% positivos com o intensificador apenas sem tratar o índice negativo do mesmo modo. Nenhum veículo de esquerda cobriu o levantamento até aqui, e o recorte social que favorece o governo aparece em apenas parte das versões.
Toda a cobertura reproduz os mesmos percentuais: 43% avaliam o governo de Luiz Inácio Lula da Silva como ruim ou péssimo, 35% como bom ou ótimo, 22% como regular, e a aprovação pessoal está em 48% contra 49% de desaprovação. Há acordo também em que as variações da semana ficaram dentro da margem de erro de dois pontos e em que a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral.
As versões publicadas divergem no tamanho da amostra, entre 2.003 e 2.006 entrevistados, sem explicação. Não foi divulgado o recorte completo por região e faixa de renda, nem a razão de a série permanecer travada dentro da margem de erro desde março de 2026. Também não há dado sobre como esses índices se traduzem em intenção de voto.
O instituto Nexus, contratado pelo Banco BTG Pactual, divulgou em 24 de agosto de 2026 nova rodada de avaliação do governo federal. A pesquisa ouviu cerca de 2 mil eleitores por telefone entre 21 e 23 de agosto, tem margem de erro de dois pontos percentuais e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral. A leitura dos mesmos números muda conforme o lado do espectro que publica.
A pesquisa do instituto Nexus contratada pelo Banco BTG Pactual e divulgada em 24 de agosto de 2026 mostrou que 43% dos eleitores brasileiros avaliam o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como ruim ou péssimo, contra 35% que o consideram bom ou ótimo e 22% que o classificam como regular. Um por cento não soube responder. No mesmo levantamento, 49% desaprovam o desempenho pessoal do presidente e 48% aprovam, diferença de um ponto que fica dentro da margem de erro e configura empate técnico.
O instituto ouviu por telefone cerca de 2 mil eleitores entre os dias 21 e 23 de agosto de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-09028/2026.
A cobertura de centro relatou os números com ênfase na estabilidade da série histórica. Desde a primeira rodada, em março de 2026, as oscilações entre uma medição e outra ficaram dentro da margem de erro. Naquela primeira aferição, a avaliação negativa era de 44% e a positiva, de 35%, o mesmo patamar registrado agora. Na aprovação pessoal, a distância entre os índices encolheu ao longo do período: começou em 51% de desaprovação contra 45% de aprovação, chegou a empatar numericamente e agora marca um ponto de diferença. Em relação à rodada anterior, de 17 de agosto, tanto a avaliação negativa quanto a positiva subiram um ponto, e o índice regular caiu um ponto.
Veículos de direita enfatizaram que o índice negativo supera o positivo e trataram a diferença de oito pontos entre 43% e 35% como o dado principal do levantamento. Parte dessa cobertura abriu o recorte por segmento social: o governo é mais bem avaliado entre mulheres, pessoas de 60 anos ou mais, eleitores que estudaram até o ensino fundamental, quem ganha até um salário mínimo, desocupados e moradores do Nordeste. A avaliação piora entre homens, eleitores de 25 a 40 anos, pessoas com ensino superior, quem recebe mais de cinco salários mínimos e moradores do Sul. Outra parte omitiu esse recorte e qualificou o índice positivo com o intensificador apenas, sem aplicar o mesmo tratamento ao índice negativo.
Até a publicação desta reportagem, veículos de esquerda não haviam registrado o levantamento. Os dados disponíveis que ancorariam esse enquadramento são os mesmos: a aprovação pessoal do presidente subiu de 45% em março para 48% agora, e o desempenho do governo é sustentado justamente pelos estratos de menor renda e escolaridade e pelo Nordeste, público alcançado por transferência de renda e política social. Nenhuma leitura nesse sentido apareceu na cobertura reunida até aqui.
Os relatos disponíveis convergem nos percentuais de avaliação e aprovação, na metodologia por telefone, na margem de erro e no registro no Tribunal Superior Eleitoral. Divergem no tamanho da amostra informada: uma versão registra 2.006 entrevistados, outra 2.003 e uma terceira arredonda para 2 mil, sem que nenhuma explique a diferença. Divergem também no que escolhem destacar, entre o empate técnico da aprovação pessoal e a vantagem consolidada da avaliação negativa.
O que ainda não se sabe é por que a série se mantém travada há cinco meses dentro da margem de erro, se há movimento relevante em segmentos não divulgados publicamente e como esses índices de avaliação se traduzem em intenção de voto na disputa de 2026. Também não foi divulgado o recorte completo por região e faixa de renda, nem qualquer explicação sobre a discrepância no número de entrevistados entre as versões publicadas.
Instituto entrevistou 2.006 eleitores, entre os dias 21 e 23 de agosto; margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos

Instituto entrevistou 2.006 eleitores, entre os dias 21 e 23 de agosto; margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos
Avaliação do atual mandato é melhor entre o público feminino, pessoas de 60 anos ou mais e por quem estudou até o ensino fundamental

Avaliação negativa supera a positiva, que ficou em 35%; 22% consideram a administração regular
