Partidos repassam metade da verba pública a 7,4% dos candidatos a deputado federal
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Veículos de esquerda destacaram a desigualdade na distribuição do dinheiro público de campanha: apenas 7,4% dos candidatos a deputado federal concentram metade da verba, enquanto outras candidaturas recebem valores irrisórios. O recorte enfatiza o PL, partido de Flávio Bolsonaro, que ficou com a maior fatia do fundo eleitoral e irrigou com mais de R$ 3 milhões cada alguns nomes, ao passo que uma candidata da própria legenda no Paraná recebeu R$ 1.430.
A prestação parcial de contas entregue ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que 579 dos 7.700 candidatos a deputado federal, 7,4% do total, receberam R$ 1,36 bilhão, metade dos R$ 2,76 bilhões de verba pública repassada pelos partidos para essa disputa.
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2 fontes políticas
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A cobertura converge nos números: 579 dos 7.700 candidatos a deputado federal (7,4%) receberam R$ 1,36 bilhão, metade dos R$ 2,76 bilhões de verba pública, e o PL teve a maior fatia do fundo eleitoral, com R$ 881,6 milhões.
Dados da prestação parcial de contas ao Tribunal Superior Eleitoral mostram que 7,4% dos candidatos a deputado federal concentram metade dos R$ 2,76 bilhões de verba pública repassada pelos partidos. PL, PT e União Brasil lideram o fundo eleitoral, e a desigualdade se repete nas disputas estaduais e presidencial.
A menos de três semanas do primeiro turno das eleições de 2026, metade do dinheiro público destinado às campanhas para deputado federal está nas mãos de uma parcela pequena dos candidatos. Segundo a prestação parcial de contas entregue ao Tribunal Superior Eleitoral, o TSE, cujo prazo terminou no domingo, 13 de setembro, 579 dos 7.700 concorrentes à Câmara dos Deputados, o equivalente a 7,4%, receberam juntos R$ 1,36 bilhão. O total repassado pelos partidos para essa disputa soma R$ 2,76 bilhões.
Para entrar nesse grupo, cada candidato recebeu mais de R$ 1,58 milhão, metade do teto de gastos de R$ 3,17 milhões permitido para o cargo. A concentração também aparece entre os 11,7 mil candidatos a deputado estadual e distrital: só 3% deles receberam mais de R$ 635 mil. Desde que as doações de empresas foram proibidas, em 2015, a verba pública se tornou a principal fonte de financiamento eleitoral. Nesta eleição, os partidos dispõem de R$ 4,96 bilhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, conhecido como fundão, além do fundo partidário.
O Partido Liberal, o PL, ficou com a maior fatia do fundo, R$ 881,6 milhões, seguido pelo Partido dos Trabalhadores, o PT, com R$ 615,3 milhões, e pelo União Brasil, com R$ 526,2 milhões. A candidata a deputada federal que mais recebeu foi Rosana Valle, do PL de São Paulo, com R$ 3,24 milhões. Na outra ponta, Shanisys, candidata do mesmo partido no Paraná, recebeu R$ 1.430. Os 579 nomes que concentram a verba estão espalhados por 19 partidos, com 88 do União Brasil, 80 do PL e 79 do PT. Na corrida presidencial, Flávio Bolsonaro, do PL, concentra 46,3% dos recursos públicos declarados, e o presidente Lula, do PT, 44,3%.
A cobertura de centro relatou os números de forma ampla, detalhando valores por cargo, partido e candidato, inclusive nas disputas para governador e senador, e explicou que cabe a cada sigla decidir a distribuição, o que favorece nomes conhecidos e candidatos à reeleição. Veículos de esquerda destacaram a desigualdade entre campanhas milionárias e candidaturas com valores muito inferiores, e deram ênfase ao PL, partido de Flávio Bolsonaro, citando os candidatos da legenda que receberam mais de R$ 3 milhões e os R$ 42 milhões repassados ao presidenciável. Esse recorte não mencionou os valores equivalentes do PT e de Lula. Até o momento, nenhum veículo de direita cobriu o levantamento, de modo que não há enquadramento próprio desse campo sobre o peso do financiamento público nas campanhas.
O que ainda não se sabe é como os valores vão mudar até a prestação de contas final, já que os dados são parciais. Nenhuma das coberturas ouviu os partidos sobre os critérios usados para dividir o dinheiro, nem comparou a concentração atual com a de eleições anteriores.
Grupo de 579 nomes recebeu mais de R$ 1,58 milhão cada

PL tem 80 candidatos entre os 579 que concentram metade da verba pública para a Câmara e destinou mais de R$ 3 milhões a seis nomes.
