Ministério Público apura assédio eleitoral enquanto Tarcísio é alvo de denúncia
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A 46 dias do primeiro turno das eleições de 2026, marcado para 4 de outubro, o Ministério Público do Trabalho da 15ª região, sediado em Campinas e responsável por 599 dos 645 municípios de São Paulo, informou ter recebido dez denúncias de assédio eleitoral, três delas em apuração em cidades da região de Campinas. O órgão lançou uma cartilha para explicar o que caracteriza a prática e como denunciar. Em paralelo, a associação Movimento Brasil Laico protocolou representação no Ministério Público Eleitoral contra o governador e candidato à reeleição Tarcísio de Freitas, o deputado federal Guilherme Derrite e o deputado estadual André do Prado por ato realizado em uma igreja evangélica. A propaganda eleitoral começou em 16 de agosto e é regida por resoluções do Tribunal Superior Eleitoral.
O aumento das denúncias de assédio eleitoral expõe a assimetria de poder dentro das empresas: quem depende do salário é pressionado a votar conforme a vontade do patrão, sob risco velado de demissão ou perda de posição.
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Toda a cobertura trata como fato que o Ministério Público do Trabalho da 15ª região recebeu dez denúncias de assédio eleitoral e que a legislação veda publicidade e assédio eleitoral no ambiente de trabalho. Também há convergência de que a representação contra Tarcísio de Freitas, Guilherme Derrite e André do Prado é uma denúncia protocolada, ainda sem decisão do Ministério Público Eleitoral.
A 46 dias do primeiro turno, o Ministério Público do Trabalho da 15ª região contabiliza dez denúncias de assédio eleitoral em São Paulo, três delas na região de Campinas. No mesmo período, o Ministério Público Eleitoral recebeu representação contra o governador Tarcísio de Freitas e dois candidatos ao Senado por ato realizado em uma igreja evangélica.
A pouco mais de 40 dias do primeiro turno das eleições de 2026, marcado para 4 de outubro, os órgãos de fiscalização eleitoral em São Paulo já acumulam denúncias sobre a conduta de empregadores e de candidatos. O Ministério Público do Trabalho da 15ª região, com sede em Campinas e atuação em 599 dos 645 municípios paulistas, informou ter recebido dez denúncias de assédio eleitoral, três delas em fase de apuração em cidades da própria região. Em paralelo, o Ministério Público Eleitoral do estado recebeu representação da associação Movimento Brasil Laico contra o governador e candidato à reeleição Tarcísio de Freitas, o deputado federal Guilherme Derrite e o deputado estadual André do Prado, os dois últimos candidatos ao Senado.
A cobertura de centro relatou os dois fatos de forma factual e ancorada em fontes identificadas. Sobre o assédio eleitoral, a procuradora Mariana Tramonte afirmou que o quadro é preocupante justamente pelo calendário: em 2022 foram mais de 3,3 mil denúncias em todo o país, concentradas nas semanas finais da disputa, enquanto em 2026 já são cerca de 600 antes mesmo do auge da propaganda. As condutas mais frequentes descritas pelo órgão são a criação de grupos de mensagem para propaganda política, o envio obrigatório de conteúdo eleitoral a funcionários e a exigência de que o trabalhador exiba apoio a determinada candidatura, incluindo uniformes, adesivos em perfis pessoais e até fotografia da urna. Segundo o órgão, um único episódio grave basta para caracterizar a prática, que pode gerar responsabilização nas esferas eleitoral, trabalhista e criminal, com cassação e inelegibilidade do candidato beneficiado.
Veículos de esquerda destacaram o marco normativo que sustenta essa fiscalização, lembrando que a propaganda eleitoral começou em 16 de agosto e que a publicidade ou o assédio eleitoral no ambiente de trabalho, público ou privado, está expressamente vedado. Essa cobertura enfatizou também as novidades da regulamentação para o pleito deste ano: o bloqueio do uso de inteligência artificial nas 72 horas anteriores e nas 24 horas posteriores à votação, a obrigação de plataformas digitais banirem perfis falsos reincidentes em crime eleitoral e a proibição de sistemas automatizados recomendarem candidaturas ou produzirem conteúdo de violência política contra a mulher. Denúncias podem ser feitas pelo aplicativo Pardal, com sigilo do denunciante, além dos canais do Ministério Público do Trabalho, da Justiça do Trabalho e dos sindicatos.
No caso que envolve a chapa paulista, a associação sustenta que houve pedido indireto de votos em ato na Igreja Evangélica Assembleia de Deus Ministério do Belém, diante de mais de duas mil pessoas, quando o governador teria lido passagens bíblicas e feito orações e o deputado teria dito que preferia pedir orações a pedir votos. O grupo pede inelegibilidade de oito anos para os três e sanções à organização religiosa, alegando ainda doação em dinheiro vedada pela legislação. Não é a primeira representação da mesma associação contra o governador, que já havia sido alvo de pedido de investigação em abril por eventos oficiais em templos.
Veículos de direita não publicaram cobertura própria sobre o episódio até o momento, e o contraponto que costuma organizar esse campo, o de que leitura bíblica e pedido de oração não configuram propaganda irregular e de que a sanção pedida é desproporcional diante de uma denúncia ainda não apurada, não aparece no material disponível. A ausência é relevante porque o caso toca diretamente a fronteira entre liberdade religiosa e propaganda eleitoral.
O que ainda não se sabe é se o Ministério Público Eleitoral vai abrir procedimento formal contra os três candidatos, qual o teor integral da representação e se há prova documental da doação alegada. Também não está informado quantas das dez denúncias de assédio eleitoral viraram inquérito, quais empresas estão envolvidas e qual a versão dos empregadores citados. A campanha dos candidatos foi procurada e não se manifestou.
Descubra os detalhes da denúncia contra Tarcísio e outros candidatos por suposta propaganda irregular em igreja evangélica. Leia mais e entenda o caso.

Órgão atende 599 dos 645 municípios do estado. Dos dez casos, três estão sendo apurados em cidades da região de Campinas. Cartilha do MPT explica o que é assédio eleitoral.

Confira o que é permitido na propaganda eleitoral e como denunciar irregularidades na campanha das Eleições 2026
