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O instituto Real Time Big Data divulgou em 16 de junho de 2026 uma nova rodada de pesquisas focada no eleitorado de São Paulo, cobrindo as disputas presidencial, ao governo do estado e ao Senado, além da avaliação do governo Lula. Entre os paulistas, Flávio Bolsonaro (PL) lidera o 1º turno presidencial com 36% contra 31% de Lula (PT); no 2º turno, Flávio tem 47% e Lula 44%, em empate técnico pela margem de erro de 2 pontos. Para o governo de SP, Tarcísio de Freitas (Republicanos) lidera todos os cenários, com 46% a 49% contra 33% de Haddad (PT). A disputa ao Senado é apertada, com Guilherme Derrite, Simone Tebet, Marina Silva e Ricardo Salles competitivos. O governo Lula é desaprovado por 53% dos paulistas e aprovado por 43%. A pesquisa ouviu 2 mil eleitores entre 13 e 15 de junho, margem de 2 pontos, registrada no TSE.
O instituto Real Time Big Data divulgou em 16 de junho de 2026 uma nova rodada de pesquisas voltada exclusivamente ao eleitorado de São Paulo, o maior colégio eleitoral do país. O levantamento testou as disputas para a Presidência da República, para o governo do estado e para as duas vagas ao Senado, além de medir a avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foram ouvidos 2 mil eleitores paulistas entre os dias 13 e 15 de junho, com margem de erro de dois pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%, sob registro no Tribunal Superior Eleitoral.
Na disputa presidencial entre os paulistas, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece à frente no primeiro turno, com 36% das intenções de voto, contra 31% de Lula (PT). Na sequência vêm Renan Santos (Missão), com 10%, Romeu Zema (Novo), com 5%, e Joaquim Barbosa (DC), com 4%. Num eventual segundo turno, Flávio aparece com 47% e Lula com 44%, resultado que, pela margem de erro, configura empate técnico. A pesquisa também mediu a rejeição dos pré-candidatos: Lula é rejeitado por 51% dos paulistas, Flávio por 50% e Aécio Neves (PSDB) por 47%, os três em empate técnico no topo.
No cenário estadual, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) lidera todos os cenários testados para o Palácio dos Bandeirantes, com índices que vão de 46% a 49%, à frente do ex-ministro Fernando Haddad (PT), que soma 33%. Para o Senado, a disputa pelas duas vagas de São Paulo aparece apertada, com nomes competitivos ligados tanto ao bolsonarismo, como o deputado Guilherme Derrite (PP) e o ex-ministro Ricardo Salles (Novo), quanto ao campo governista, como as ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) e o ex-ministro Márcio França (PSB). A avaliação do governo Lula entre os paulistas é negativa: 53% desaprovam e 43% aprovam; 39% classificam a gestão como ruim ou péssima, 33% como regular e 26% como ótima ou boa.
A cobertura de centro, representada pela CNN Brasil, tratou os números de forma factual, detalhando cada bloco da pesquisa, a liderança de Tarcísio, a rejeição dos pré-candidatos e a metodologia, sem enquadramento ideológico. Veículos de esquerda, como a CartaCapital, reportaram os mesmos percentuais, mas contextualizaram que São Paulo é historicamente um terreno adverso ao PT e enfatizaram que o empate técnico no segundo turno mostra a competitividade de Lula mesmo em campo desfavorável. Veículos de direita enfatizam a leitura oposta: a liderança de Flávio em ambos os turnos e a folga de Tarcísio no estado seriam sinais da hegemonia do campo conservador no maior eleitorado do país, e a desaprovação de 53% a Lula, um recado de rejeição às políticas do terceiro mandato.
O que ainda não se sabe é como esses números paulistas se traduzem no cenário nacional, já que o recorte é estadual e São Paulo tem comportamento eleitoral próprio. Também segue indefinida a composição das chapas, sobretudo ao Senado, onde a candidatura da base de Lula ainda não está fechada, e o calendário de lançamento das candidaturas presidenciais, previsto para julho.
Todos os lados reportam os mesmos números da pesquisa Real Time Big Data em SP: Flávio Bolsonaro à frente de Lula no 1º e no 2º turno presidencial (com empate técnico no 2º), Tarcísio líder isolado para o governo estadual e desaprovação de 53% ao governo Lula entre os paulistas.
6 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
O núcleo é factual: percentuais da pesquisa Real Time Big Data e código de registro no TSE. O viés LEFT vem do rodapé editorial do veículo ('maior referência progressista', 'ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou', 'futuro democrático novamente em jogo'), que enquadra a leitura dos números. Os dados em si são reportados com fidelidade.
Perspectivas omitidas
Conteúdo predominantemente factual sobre os cenários de Senado em SP, com nomes ligados ao governo Lula e ao bolsonarismo apresentados com paridade numérica. O viés LEFT decorre do bloco editorial de assinatura do veículo ('apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome', 'combate à desigualdade', 'democracia digna do nome'), não da apuração dos números.
Veículos com viés ao centro
Cobertura factual neutra: reporta os números de aprovação e desaprovação de Lula entre paulistas, detalhamento por categoria (ótimo/bom, regular, ruim/péssimo) e a metodologia completa, sem vocabulário valorativo nem enquadramento ideológico. Padrão de agência.
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.

Flávio Bolsonaro tem liderança apertada no primeiro turno e está em situação de empate técnico com Lula no segundo

O levantamento mostra a força de nomes ligados ao governo Lula e ao bolsonarismo

Pesquisa ouviu 2 mil pessoas no estado de São Paulo entre os dias 13 e 15 de junho

Governador aparece à frente de nomes Haddad, Kataguiri e Paulo Serra

Margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos; Aécio empatado tecnicamente como rejeitado por 47%

Senador aparece com 47% das intenções de voto, contra 44% do presidente; margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
Reporte para que a equipe revise. Sua contribuição ajuda a melhorar a cobertura.
Relato neutro e factual da liderança de Tarcísio de Freitas em cenários para o governo de São Paulo, com percentuais de adversários (Haddad, Kataguiri, Serra) e metodologia. Sem carga valorativa. Padrão factual de agência.
Cobertura factual da rejeição dos pré-candidatos à Presidência entre eleitores paulistas, com ranking completo de Lula, Flávio Bolsonaro, Aécio e demais, além de metodologia detalhada. Neutro, sem enquadramento ideológico. Padrão de agência.
Relato neutro do empate técnico no eventual 2º turno entre Flávio Bolsonaro e Lula em São Paulo, com percentuais, indecisos e metodologia. Reconhece o empate técnico dentro da margem de erro. Sem carga valorativa.


