Pesquisas Genial/Quaest divulgadas no fim de julho de 2026 mostram as disputas pelo Senado emboladas em dois estados. No Rio Grande do Sul, cinco candidatos aparecem tecnicamente empatados na corrida pelas duas vagas em jogo. Na Bahia, dois ex-governadores ligados ao Partido dos Trabalhadores concentram as maiores intenções de voto. Em 2026, cada estado brasileiro elegerá dois representantes para o Senado.
No levantamento gaúcho, a ex-deputada Manuela D'Ávila, do Psol, lidera numericamente com 12% das intenções de voto. Logo atrás aparecem o ex-governador Germano Rigotto, do MDB, e o deputado Paulo Pimenta, do PT, ambos com 9%. O deputado Marcel van Hattem, do Novo, soma 7%, e Ubiratan Sanderson, do PL, tem 6%. Considerada a margem de erro de três pontos percentuais, os cinco estão em empate técnico. A pesquisa ouviu 1.104 eleitores entre 24 e 28 de julho, tem 95% de nível de confiança e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral.
Na Bahia, o mesmo instituto apontou o ex-ministro Rui Costa, do PT, na liderança, com 22%, seguido do também petista Jaques Wagner, com 16%. Na sequência vêm João Roma, do PL, e Angelo Coronel, do Republicanos, ambos com 6%. Em ambos os estados, o volume de indecisos e de votos brancos e nulos é expressivo, o que mantém as disputas em aberto.
A cobertura de centro tratou os números de forma estritamente factual, detalhando amostra, período de campo, margem de erro, registro na Justiça Eleitoral e até o custo do levantamento gaúcho. O foco foi o empate técnico e o retrato momentâneo da corrida. Veículos de direita, por sua vez, enfatizaram que o segundo colocado na Bahia é alvo de uma investigação da Polícia Federal em apuração ligada ao Banco Master, que resultou na apreensão do equivalente a cerca de R$ 479 mil e de celulares do senador, associando a liderança petista a questionamentos de integridade. O investigado nega irregularidades e afirma que parte dos valores corresponde a diárias recebidas do Senado. Veículos de esquerda, diante dos mesmos números, tenderiam a destacar a competitividade das candidaturas progressistas nos dois estados e a alertar para o risco de antecipar juízo sobre uma investigação ainda em curso, em nome da presunção de inocência.
O que ainda não se sabe é como esses cenários vão evoluir até a eleição: as candidaturas ainda não estão formalmente homologadas, novos nomes podem entrar na disputa e o desfecho da investigação que envolve um dos candidatos permanece indefinido. As pesquisas retratam apenas um instante de corridas que seguem abertas.