Ctrl Z lista candidatos de 2026 alinhados às big techs contra regulação digital
Relato de fonte única, atribuído a Agência Pública. Esta cobertura não compara posições do espectro político.

Resumo da cobertura
Um levantamento feito a partir do painel "O meu candidato é da bancada das big techs?", da organização sem fins lucrativos Ctrl Z, mapeou candidatos nas eleições de 2026 que atuaram no Congresso Nacional contra projetos de regulação digital. A análise considera votos, emendas e requerimentos sobre o PL das Fake News, a regulação da inteligência artificial, o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente, o projeto que criminaliza a misoginia, as regras de concorrência em mercados digitais e o regime tributário de data centers.
Briefing
O que importa para você
- Candidatos à Câmara e ao Senado em 2026 têm registro de votos contra o PL das Fake News, a regulação da inteligência artificial e o ECA Digital.
- Cerca de 13 projetos de decreto legislativo tentam sustar os decretos 12.975 e 12.976, que responsabilizam plataformas por assédio e divulgação de imagens íntimas.
- Emenda que exigia energia 100% renovável para data centers no REDATA teve votos contrários de parte desses deputados.
Onde os lados divergem
- A cobertura disponível lê os votos como alinhamento às big techs; os parlamentares citados dizem defender liberdade de expressão e inovação.
- Para os autores dos projetos de decreto legislativo, o governo extrapolou o poder regulamentar no Marco Civil da Internet; para a reportagem, os decretos protegem mulheres nas plataformas.
O que ainda está incerto
- A metodologia e os critérios do painel da Ctrl Z não foram detalhados.
- Nem todos os políticos citados responderam até a publicação.
- Não há cobertura de outros veículos sobre o levantamento.
O painel da organização Ctrl Z mapeou candidatos nas eleições de 2026 que atuaram no Congresso contra projetos de regulação digital, do PL das Fake News ao regime tributário de data centers. Os parlamentares citados dizem defender liberdade de expressão e inovação.
Um levantamento feito a partir do painel "O meu candidato é da bancada das big techs?", da organização sem fins lucrativos Ctrl Z, aponta quais candidatos nas eleições de 2026 atuaram no Congresso Nacional contra projetos de regulação digital. Até o momento, apenas um veículo cobriu o caso, em reportagem que analisa votos, emendas, requerimentos e projetos de decreto legislativo apresentados por deputados que agora disputam a reeleição ou uma vaga no Senado.
A análise reúne seis frentes. Entram o PL 2630 de 2020, conhecido como PL das Fake News, que buscava responsabilizar plataformas digitais; o PL 2338 de 2023, sobre regulação da inteligência artificial; o PL 2628 de 2022, que deu origem ao Estatuto Digital da Criança e do Adolescente; o PL 896 de 2023, que inclui a misoginia entre os crimes de preconceito; o PL 4675 de 2023, com novas regras de concorrência nos mercados digitais; e o REDATA, regime especial de tributação para data centers.
Segundo o levantamento, Caroline de Toni, Bia Kicis, Marcel van Hattem, Kim Kataguiri e Gilson Marques integram o grupo que apresentou cerca de 13 projetos de decreto legislativo para sustar os decretos 12.975 e 12.976, ligados ao Marco Civil da Internet. Esses decretos tratam da responsabilização de plataformas e da proteção de mulheres contra assédio, ataques coordenados e divulgação de imagens íntimas sem consentimento. Os autores alegam que o governo extrapolou seu poder regulamentar. Gilson Marques, Kim Kataguiri, Gustavo Gayer e Bia Kicis também votaram contra uma emenda ao REDATA que exigia energia 100% renovável para habilitação das empresas.
A reportagem detalha casos individuais. Adriana Ventura, do Novo de São Paulo, foi vice-presidente da Comissão Especial de Inteligência Artificial da Câmara e votou contra a urgência do PL das Fake News. Caroline de Toni, do PL de Santa Catarina, candidata ao Senado, propôs emendas que ampliavam benefícios tributários a data centers. Gilson Marques, do Novo de Santa Catarina, votou contra a urgência da regulação das plataformas, a regulação da inteligência artificial e o ECA Digital. Júlia Zanatta, do PL de Santa Catarina, articulou a obstrução do projeto sobre mercados digitais.
O enquadramento da única cobertura disponível trata essa atuação como alinhamento às grandes empresas de tecnologia, chamando os parlamentares de bancada das big techs. Os citados, procurados, apresentam outra leitura. Adriana Ventura disse buscar conciliar proteção dos cidadãos, liberdade de expressão, segurança jurídica e inovação, com regulação proporcional aos riscos. Gilson Marques comparou a regulação do discurso desinformativo à censura e afirmou que o projeto daria ao governo o poder de definir o que é verdade. Júlia Zanatta argumentou que o PL da misoginia ameaça a liberdade de expressão e a liberdade religiosa.
Ainda não se sabe quais critérios exatos a Ctrl Z usou para classificar cada parlamentar, nem se houve resposta de todos os políticos citados, já que a reportagem informa que o espaço segue aberto. Também não há, até agora, cobertura de outros veículos sobre o levantamento.
Fontes

Levantamento mostra quais políticos brasileiros têm atuado a favor dos interesses das grandes corporações de tecnologia
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