Deputada Erika Hilton pede CPI para investigar big techs após falhas da Meta
2 veículos de centro · 2 veículos de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
4 fontes políticas
Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
2 veículos de centro · 2 veículos de direita

4 fontes políticas
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) protocolou, no sábado, requerimento de CPI para investigar a atuação das big techs na eleição de 2026. A iniciativa vem depois de a Meta admitir falhas técnicas que afetaram a campanha de Lula.
Pelo prisma da direita, o caso pede cautela: a Meta nega interferência política, diz ter corrigido as falhas e afirma que Flávio Bolsonaro também relatou problemas, o que enfraquece a tese de perseguição.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: viés de centro.
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) protocolou na Câmara um requerimento de CPI para investigar a atuação das big techs nas eleições de 2026. São necessárias 171 assinaturas. A Meta admitiu falhas técnicas que afetaram a campanha de Lula e nega interferência política.
A deputada federal Erika Hilton, do PSOL de São Paulo, protocolou neste sábado, 17 de outubro, um requerimento na Câmara dos Deputados para criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito que investigue a atuação das big techs durante as eleições de 2026. Ela disse nas redes sociais que começou a recolher assinaturas e que a comissão deve ser instalada independentemente do resultado das urnas. Para abrir uma CPI na Câmara são necessárias ao menos 171 assinaturas.
O pedido surge um dia depois de a Meta, dona de Facebook, Instagram e WhatsApp, admitir que falhas técnicas afetaram a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição. A empresa negou interferência política no pleito, afirmou que os problemas foram rapidamente corrigidos e disse que o candidato Flávio Bolsonaro, do PL, também relatou falhas. Segundo o jornal O Globo, o Ministério da Justiça e Segurança Pública já acionou a Agência Nacional de Proteção de Dados e o Ministério Público Federal para apurar possíveis irregularidades na moderação de conteúdo da Meta.
A cobertura de centro detalhou o conteúdo do requerimento. A comissão teria 26 deputados titulares e igual número de suplentes, com 120 dias de prazo. O texto prevê investigar possíveis interferências estrangeiras, manipulação do debate público, desinformação, uso de algoritmos e inteligência artificial na distribuição de conteúdo político e na publicidade eleitoral, além de eventuais irregularidades no tratamento de dados pessoais. O documento cita relatos de que a Meta IA, integrada ao WhatsApp, impedia a geração de certas imagens ligadas a Lula, enquanto aceitava pedidos semelhantes sobre Flávio Bolsonaro. Na justificativa, a deputada diz que a atuação das plataformas precisa ser examinada para proteger a soberania nacional, a liberdade de expressão e a igualdade entre os candidatos. Os veículos de centro ressalvaram que as acusações e suspeitas do requerimento ainda deverão ser apuradas.
Veículos de direita, por sua vez, deram destaque à fala de Erika Hilton de que "tudo indica que as eleições brasileiras estão sofrendo interferência de bilionários estrangeiros" e à defesa da Meta, que alega correção rápida das falhas e lembra que Flávio Bolsonaro também foi afetado. Nessa cobertura, a posição da empresa aparece como contraponto direto à acusação. No conjunto analisado, nenhum veículo de esquerda tratou do assunto, de modo que o enquadramento desse campo não pôde ser medido diretamente nos textos disponíveis.
O que ainda não se sabe é se a iniciativa reunirá as 171 assinaturas, se a Câmara dará andamento ao pedido e qual foi o alcance real das falhas relatadas. Também não há detalhamento público sobre a natureza técnica dos problemas admitidos pela Meta nem sobre o resultado das apurações abertas pela ANPD e pelo Ministério Público Federal.
Na sexta, a Meta - dona do Facebook, Instagram e WhatsApp - admitiu que "falhas técnicas" afetaram a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o Palácio do Planalto

A deputada federal afirmou haver indícios de que bilionários estrangeiros estão 'interferindo' nas eleições brasileiras

Deputada federal do PSol-SP quer apurar suspeitas de restrições a conteúdos favoráveis a Lula e falhas na inteligência artificial da Meta

Deputada disse haver indícios de interferência por parte de grandes empresas de tecnologia na disputa eleitoral
