Aécio Neves reverte desistência e entra na disputa pelo Senado em Minas Gerais
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O deputado federal Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, confirmou na sexta-feira, 28 de agosto de 2026, que será candidato ao Senado por Minas Gerais, revertendo o anúncio feito no início do mês de que não disputaria nenhum cargo. A mudança foi viabilizada pelas renúncias de Marcelo Heringer, do PDT, e Gustavo Galassi, do PSDB, que abriram a vaga da coligação formada com a Federação PSDB Cidadania e que apoia Alexandre Kalil ao governo estadual. O tucano justificou a decisão pela dívida de Minas Gerais com a União e pela intenção de rearticular forças de centro com vistas a 2030. Questionado, desconversou sobre apoiar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cuja candidatura é apoiada pelo PDT no estado.
Veículos de perfil mais à direita destacam que Aécio Neves entra na disputa ao Senado com uma agenda fiscal explícita: renegociar a dívida de Minas Gerais com a União e organizar uma bancada de estados devedores para pressionar o governo federal.
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Veículos com viés ao centro
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
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Todas as coberturas registram os mesmos fatos: Aécio Neves reverteu a desistência anunciada no início de agosto, entrou na chapa de Alexandre Kalil ao governo de Minas Gerais e só pôde fazê-lo porque Marcelo Heringer e Gustavo Galassi renunciaram formalmente às candidaturas ao Senado. Há convergência também sobre a justificativa apresentada, a dívida do estado com a União, e sobre o fato de que ele evitou declarar apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Duas renúncias em 24 horas abriram a vaga que levou o presidente nacional do PSDB a voltar atrás e disputar o Senado por Minas Gerais. A candidatura foi anunciada em 28 de agosto de 2026, tem a dívida estadual como bandeira principal e ainda depende de decisão da Justiça Eleitoral sobre o registro tardio.
O deputado federal Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, confirmou na sexta-feira, 28 de agosto de 2026, em coletiva na sede do partido em Belo Horizonte, que será candidato ao Senado por Minas Gerais. A decisão reverte o anúncio feito no início do mês, quando o tucano informou que não disputaria nenhum cargo em 2026 e interrompia, pela primeira vez em quatro décadas, uma sequência ininterrupta de candidaturas e mandatos. "Mudei de rota com um sentimento muito profundo de responsabilidade com Minas Gerais", afirmou a jornalistas.
A reviravolta foi construída em três dias. Em 26 de agosto, as direções estaduais da Federação PSDB Cidadania e do PDT publicaram nota conjunta pedindo que ele reconsiderasse a decisão. No dia seguinte, o PDT retirou a candidatura de Marcelo Heringer ao Senado e, horas depois, o empresário Gustavo Galassi, do PSDB, também protocolou renúncia no Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais. Com as duas vagas liberadas, a coligação passou a concentrar esforços em um único nome. O prazo de registro havia se encerrado em 15 de agosto, mas a legislação eleitoral permite substituir candidato que renuncie formalmente até vinte dias antes do pleito, ou seja, até 14 de setembro.
A cobertura de centro, majoritária no conjunto de matérias, tratou o episódio sobretudo como um movimento de engenharia eleitoral e detalhou o rito jurídico da substituição, a composição da chapa e as justificativas apresentadas na coletiva. Os textos convergem em dois pontos: o candidato entra na chapa encabeçada por Alexandre Kalil, do PDT, ao governo estadual, e apresenta a dívida de Minas Gerais com a União como principal motivação. Segundo ele, o estado paga hoje pouco mais de R$ 100 milhões mensais pelo Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados, valor que chegaria a R$ 500 milhões em cinco anos, patamar que classificou como impossível de sustentar. Prometeu, se eleito, formar uma bancada de parlamentares de estados endividados para pressionar o governo federal por uma renegociação mais realista, sem sacrificar investimentos em saúde, educação e segurança pública.
Veículos de direita enfatizaram o eixo fiscal e a autonomia do candidato diante do governo federal. Nessas coberturas ganhou relevo a recusa em endossar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mesmo dividindo chapa estadual com o PDT, que apoia o petista em Minas Gerais. "Nós respeitamos a trajetória do PDT, a sua opção nacional, mas nós estamos fazendo aqui uma opção por Minas Gerais", disse o tucano, acrescentando que dialogará com qualquer presidente eleito. Um desses textos também acomodou o episódio num panorama de pesquisas: levantamento do instituto Quaest divulgado em 25 de agosto, com 1.506 entrevistados ouvidos entre 21 e 24 de agosto e margem de erro de três pontos percentuais, mostrava o senador Cleitinho Azevedo liderando a corrida ao governo com 29%, seguido por Patrus Ananias, com 11%, e Alexandre Kalil, com 10%.
Veículos de esquerda registraram a reversão em tom mais econômico e destacaram o cálculo por trás dela, ao apresentar a candidatura como parte de um plano para reconstruir uma alternativa de centro de olho na eleição presidencial de 2030. É a mesma justificativa que o próprio candidato apresentou na coletiva, quando disse que o Senado lhe daria melhores condições de rearticular as forças de centro e escapar da radicalização entre esquerda e direita, em referência ao projeto derrotado por Dilma Rousseff em 2014.
Na disputa pelas duas vagas ao Senado mineiro, a mesma pesquisa apontava Marília Campos, do PT, na liderança com 15%, seguida por Carlos Viana e Domingos Sávio, com 8% cada, e Marcelo Aro, com 6%. Em julho, antes da desistência anunciada, Aécio Neves aparecia em segundo lugar, com 16%. Em 31 de agosto, PSDB e PDT fecharam acordo para as suplências: Galassi ficou com a primeira e Heringer com a segunda.
O que ainda não se sabe é se a candidatura será efetivamente registrada. O tribunal regional já homologou as renúncias, mas resolução do Tribunal Superior Eleitoral estabelece que, homologada a renúncia, o candidato não pode voltar a concorrer ao mesmo cargo na mesma eleição, e a corte mineira informou que analisará a questão no momento do pedido de novo registro. Também permanece em aberto como o tucano se posicionará caso a disputa presidencial vá a segundo turno, e se a federação manterá a neutralidade declarada enquanto o parceiro de chapa faz campanha pela reeleição do atual presidente.
Segundo o PDT, o pedido de renúncia do médico Marcelo Heringer, foi protocolada nesta quarta-feira (26) na Justiça Eleitoral. Assessoria do PSDB confirmou articulação com PDT sobre

Candidato pelo PSDB substitui Gustavo Galassi e Marcelo Heringer na coligação que inclui PDT e Cidadania. Pesquisas de intenção de voto anteriores à confirmação de candidaturas mostravam o tucano atrás apenas de Marília Campos.

Gustavo Galassi, que concorreria pelo PSDB, desistiu nesta quinta-feira, abrindo caminho para o ex-governador entrar na disputa

Candidatos que renunciaram para abrir espaço para tucano ficarão na chapa

No início de agosto, Aécio Neves anunciou que não se candidataria a nenhuma vaga nas eleições de 2026. Leia no Poder360.

Tucano promete liderar negociações da dívida mineira com a União e articular bancada de Estados endividados no Congresso.

O deputado federal por Minas pelo PSDB disse que sua ida ao Senado lhe dará melhores condições de articular um projeto de centro para 2030, fugindo da radicalização entre esquerda e direita

No início do mês, deputado havia afirmado que não iria disputar nenhum cargo nas eleições deste ano.

Tucano oficializou decisão nesta sexta-feira (28) após as desistências de Marcelo Heringer (PDT) e Gustavo Galassi (PSDB)

Presidente do PSDB havia anunciado que não disputaria a eleição; ele estará na chapa de Alexandre Kalil (PDT)
Em nota conjunta com o PSDB, partido disse que o deputado federal poderá ajudar na resolução do

Aécio disse no início do mês que não concorreria a nenhum cargo eletivo este ano, mas, segundo interlocutores, o tucano reavalia sua decisão

Em nota conjunta, o PDT e a federação PSDB-Cidadania afirmaram que receberam pedidos para que Aécio reconsiderasse a decisão de não disputar as eleições deste ano
