Alfredo Gaspar diz que candidatura à vice é nova missão contra o crime
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O senador Flávio Bolsonaro anunciou nesta quarta-feira, 5 de agosto de 2026, o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice-presidente em sua chapa, no último dia do prazo legal para as convenções partidárias. A escolha formou uma chapa composta apenas por filiados ao PL, depois que Republicanos, PP, União Brasil e Podemos decidiram manter neutralidade na disputa presidencial. Advogado de 55 anos e ex-procurador-geral de Justiça de Alagoas, Gaspar foi relator da CPMI do INSS e, na véspera, havia anunciado que disputaria uma vaga no Senado.
Veículos deste lado: Congresso em Foco, O Globo e Poder360
A escolha de um nome do próprio partido para a vice expõe o isolamento da candidatura de Flávio Bolsonaro: depois de semanas de negociação, as legendas do centrão recusaram a aliança e sobrou uma chapa fechada em si mesma.
Veículos deste lado: Brasil de Fato
A chapa ganhou um quadro com biografia sólida no enfrentamento ao crime organizado e à corrupção: 24 anos de Ministério Público em Alagoas, duas passagens pela Procuradoria-Geral de Justiça, dois períodos à frente da Secretaria de Segurança Pública e a relatoria da CPMI que investigou os descontos indevidos em aposentadorias.
Veículos deste lado: O Antagonista e R7
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Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou nesta quarta-feira, 5 de agosto de 2026, o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como seu candidato a vice-presidente. O anúncio foi feito em coletiva em Brasília, no último dia do prazo legal para a realização das convenções partidárias, e fechou uma chapa composta exclusivamente por filiados ao Partido Liberal.
A cobertura de centro relatou os fatos com detalhe convergente. Gaspar tem 55 anos, é natural de Maceió, ingressou no Ministério Público de Alagoas em 1996 e ali permaneceu por 24 anos, tendo sido promotor de Justiça, coordenador do grupo estadual de combate às organizações criminosas e duas vezes procurador-geral de Justiça. Comandou também, em dois períodos, a Secretaria de Segurança Pública do estado. Está no primeiro mandato como deputado federal e ganhou projeção nacional a partir de agosto de 2025, quando assumiu a relatoria da CPMI do INSS, comissão instalada para investigar descontos irregulares em aposentadorias e pensões. Ao apresentar o relatório final, propôs o indiciamento de 216 pessoas, entre elas o filho do presidente da República; o parecer foi rejeitado por 19 votos a 12 e a comissão encerrou os trabalhos sem aprovar texto final.
Há um ponto em que toda a cobertura converge: a chapa fechada dentro do próprio partido não era o plano original. O senador manifestara preferência por uma mulher e chegou a negociar com nomes de outras legendas. Republicanos, PP, União Brasil e Podemos, porém, decidiram manter neutralidade na disputa presidencial, e a solução foi buscar um nome interno. No palco do anúncio estavam seis mulheres que em algum momento foram cotadas para a vaga. O presidente do PL afirmou que a decisão por Gaspar estava tomada internamente havia cerca de seis meses e que o segredo foi mantido de propósito, versão que convive com o registro de que, na noite anterior, o próprio deputado havia anunciado nas redes sociais que disputaria uma vaga no Senado por Alagoas.
É na leitura desse mesmo conjunto de fatos que as coberturas se separam. Veículos de esquerda destacaram que a chapa puro-sangue expressa o isolamento político da candidatura, resultado do fracasso nas tentativas de coligação, e chamaram atenção para a ausência da ex-primeira-dama no ato, depois das divergências internas do início do ano. Nessa chave, o abandono da promessa de uma vice mulher é agravado pelo dado de que a rejeição ao senador é maior entre as eleitoras. Adversários no governo federal reagiram no mesmo dia, resgatando nas redes uma acusação de estupro de vulnerável feita por dois parlamentares durante a sessão final da CPMI e uma investigação sobre emendas no valor de R$ 6 milhões destinadas a um prefeito alagoano.
Veículos de direita enfatizaram outro ângulo. Para essa cobertura, o que a chapa ganha é uma biografia de enfrentamento ao crime organizado e à corrupção, e o próprio indicado apresentou a candidatura como continuidade dessa trajetória, com apoio manifesto de aliados que elogiaram seu histórico. As acusações são tratadas como retaliação política: o deputado as negou, protocolou queixa-crime por calúnia no Supremo Tribunal Federal contra os dois parlamentares, apresentou notícia-crime por coação no curso do processo e forneceu voluntariamente material genético para exame de DNA. No discurso de aceitação, prometeu lealdade ao candidato, disse que atuaria contra a corrupção, o crime organizado e a crise econômica, e homenageou o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O que ainda não se sabe é considerável. Não há informação pública, nas coberturas, sobre o resultado do exame de DNA nem sobre o estágio atual da apuração das acusações e da investigação sobre as emendas. Também não está claro qual será o efeito eleitoral concreto da chapa fechada no PL sobre o tempo de propaganda e sobre os palanques estaduais, nem se as legendas que declararam neutralidade manterão a posição até o fim da campanha.
Deputado foi anunciado pelo PL nesta quarta-feira (5), após período de indefinição.

Ex-promotor e ex-aliado do grupo de Renan Calheiros, deputado alagoano ganhou projeção na CPMI do INSS e completa a chapa após PP e Republicanos optarem pela neutralidade.

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Senador precisou fazer escolha dentro do PL depois da neutralidade de Republicanos e PP; deputado foi relator da CPI do INSS. Leia no Poder360.

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