A pesquisa do instituto Quaest divulgada em 24 de agosto de 2026 apontou empate técnico triplo na disputa pelo governo do Rio Grande do Norte. O ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra, do União Brasil, aparece com 25% das intenções de voto. O ex-secretário estadual da Fazenda Carlos Eduardo Xavier, que adotou o nome de urna Cadu de Lula e concorre pelo PT, tem 21%. O ex-prefeito de Natal Álvaro Dias, do PL, marca 19%. Como a margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, os três estão empatados no limite do intervalo. Votos brancos e nulos somam 14% e os indecisos, 16%. Rodrigo Bolsonaro, do Agir, e o professor Robério Paulino, do PSOL, têm 2% cada, e Dário Barbosa, do PSTU, tem 1%.
Os dados metodológicos são idênticos em toda a cobertura: 804 entrevistas presenciais em domicílio, feitas entre 20 e 23 de agosto, com nível de confiança de 95% e registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo RN-00876/2026. Também há convergência sobre a disputa pelo Senado, em que 78% dos eleitores se declararam indecisos na pesquisa espontânea. No cenário estimulado, o senador Styvenson Valentim, do Podemos, lidera com 16%, seguido pela senadora Zenaide Maia, do PSD, com 10%, e por Samanda de Lula, do PT, e Rafael Motta, do PDT, com 8% cada.
A divergência está no que cada campo escolheu colocar em primeiro plano. Veículos de esquerda abriram espaço para o desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado, com 56% das intenções de voto no primeiro turno contra 19% de Flávio Bolsonaro, e para a aprovação de 60% do governo federal entre os eleitores potiguares, sem mencionar os índices da administração estadual. Veículos de direita fizeram o inverso: dedicaram o fechamento à desaprovação de 51% da gestão da governadora Fátima Bezerra, do PT, à avaliação negativa de 41% e ao dado de que 55% dos entrevistados dizem que ela não merece eleger um sucessor, deixando de fora os números federais medidos na mesma rodada. A cobertura de centro foi a que apresentou o quadro mais completo da disputa estadual, com a pesquisa espontânea, os três cenários de segundo turno e o perfil dos candidatos: Allyson Bezerra sem palanque presidencial declarado, Cadu de Lula apoiado na popularidade do presidente e Álvaro Dias representando o campo bolsonarista.
Nos cenários de segundo turno, Allyson Bezerra tem 35% contra 34% de Cadu de Lula, mantém 35% contra 20% de Álvaro Dias, e o candidato do PL vence o petista por 31% a 26%. Parte da cobertura de centro tratou ainda de outras praças da mesma rodada do instituto, como a disputa pelo Senado em Santa Catarina, em que Esperidião Amin, do PP, tem 19%, Carlos Bolsonaro, do PL, 16%, e Caroline de Toni, do PL, 12%.
Há inconsistências entre as versões. Uma parte da cobertura atribui a contratação do levantamento à emissora local afiliada da rede nacional, outra ao grupo de comunicação controlador. Textos de direita descrevem o trabalho como o primeiro do instituto para o que chamam de Estado alagoano, erro geográfico que não foi corrigido no corpo da matéria, e interrompem a lista de demais candidatos sem apresentá-la.
O que ainda não se sabe: nenhuma das coberturas trouxe recortes do eleitorado por região, renda, religião ou faixa etária, nem comparação com levantamento anterior no estado, já que este é o primeiro do instituto no Rio Grande do Norte. Também não há reação pública dos candidatos aos números, nem informação sobre novas rodadas até a votação.