Álvaro Dias desiste de disputar vaga ao Senado pelo Paraná
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O ex-governador e ex-senador Álvaro Dias (MDB) anunciou em 3 de agosto de 2026, por carta aberta nas redes sociais, que não disputará uma das duas vagas ao Senado pelo Paraná. Ele liderava a pesquisa Genial/Quaest divulgada em 27 de julho, com 20% das intenções de voto, à frente de Alexandre Curi (Republicanos), Deltan Dallagnol (Novo) e Gleisi Hoffmann (PT), os três com 10%. A desistência ocorreu um dia depois de a convenção estadual do partido, em Curitiba, ter homologado seu nome, e três dias depois de o MDB aderir à chapa de Sandro Alex (PSD), indicado do governador Ratinho Júnior para a sucessão estadual. Na nota, Dias afirmou não haver, dentro do grupo político liderado pelo governador, condições para uma candidatura de unidade.
Veículos deste lado: Congresso em Foco, O Globo, Valor Econômico, G1 e mais 3
A saída do candidato mais bem posicionado nas pesquisas expõe como a formação das chapas majoritárias é decidida em acordos de cúpula, e não pela preferência manifestada pelo eleitorado. Quem liderava com 20% cedeu lugar a um arranjo desenhado para proteger a coligação do governador e evitar que dois nomes do mesmo campo disputassem a mesma base de votos.
Veículos deste lado: Diário do Centro do Mundo
Um político com sete décadas de vida pública e o melhor desempenho nas pesquisas foi empurrado para fora da disputa pela engrenagem dos acordos partidários, e reagiu recusando-se a rachar o próprio grupo.
Veículos deste lado: Terra Brasil Notícias, Veja, O Estado de S.Paulo e Revista Oeste
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Nesta matéria: viés de centro.
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Todos os lados registram os mesmos fatos: o ex-senador liderava as pesquisas com 20%, desistiu por carta em 3 de agosto, um dia depois de a convenção do MDB homologar seu nome, e atribuiu a decisão à falta de condições dentro do grupo do governador. Há convergência também de que a adesão do MDB à chapa governista, com a indicação do vice, foi o que estreitou o espaço da candidatura ao Senado.
O ex-governador e ex-senador Álvaro Dias (MDB) anunciou na segunda-feira, 3 de agosto de 2026, que não disputará uma das duas vagas ao Senado pelo Paraná nas eleições deste ano. A decisão foi comunicada por carta aberta publicada em suas redes sociais, no fim da tarde, e chegou quando ele liderava com folga as pesquisas de intenção de voto no estado. Na nota, escreveu que "nenhuma candidatura se sustenta apenas na vontade de um homem ou da opinião pública" e que, "na política atual, prevalecem os arranjos, as composições e a vontade dos políticos".
O argumento central da carta é a ausência de consenso. "Infelizmente, compreendi que hoje não existem, dentro do grupo político liderado pelo governador, as condições necessárias para construir essa unidade que eu tanto almejei, também em torno do meu nome", afirmou, em referência ao grupo do governador Ratinho Júnior (PSD). Disse ainda que jamais aceitaria ser motivo de divisão, que a política é feita de ciclos e que sai da decisão "com a consciência tranquila". Aos 81 anos, Dias teve quatro passagens pelo Senado, em mandatos iniciados em 1983, 1999, 2007 e 2015, governou o Paraná entre 1987 e 1991 e disputou a Presidência da República em 2018. Não sinalizou candidatura a nenhum outro cargo.
Os dados em que as coberturas convergem são os mesmos. Na pesquisa Genial/Quaest divulgada em 27 de julho, ele aparecia com 20% das intenções de voto, à frente do presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi (Republicanos), do ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Novo) e da ex-ministra Gleisi Hoffmann (PT), os três com 10% cada. No cenário sem o seu nome, Curi sobe para 14%, Dallagnol e o deputado federal Filipe Barros (PL) vão a 12% e a candidata do PT registra 11%. Há convergência também sobre a cronologia: em 31 de julho, o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca desistiu de concorrer ao governo estadual e passou a vice na chapa de Sandro Alex (PSD), indicado de Ratinho Júnior para a sucessão; em 2 de agosto, a convenção estadual do MDB, em Curitiba, homologou o nome de Dias ao Senado; um dia depois veio a desistência. A primeira vaga da coligação já estava reservada a Curi, e a segunda seguia indefinida.
As ênfases divergem. A cobertura de centro concentrou-se na aritmética eleitoral e na negociação: relatou que a entrada do MDB na aliança do governador foi paga com a indicação do vice, o que deixou a candidatura ao Senado sem espaço, e que aliados temiam que o veterano, liderando as pesquisas, empurrasse o presidente da Assembleia para uma disputa pelo segundo lugar contra concorrentes ligados ao campo bolsonarista. Veículos de direita deram destaque à dimensão pessoal do gesto, à íntegra da carta e à cobrança implícita ao grupo que comanda o estado por descartar o nome mais competitivo, além de recorrerem a levantamentos anteriores, de outro instituto, que mostravam vantagem ainda maior sobre a adversária ligada ao governo federal. Veículos de esquerda, cuja cobertura no conjunto tratou da montagem das chapas ao Senado a partir da disputa em outro estado, enfatizaram que a definição das vagas majoritárias tem sido decidida por cálculo de campo ideológico e por pesquisas internas dos partidos, e não pela preferência declarada do eleitorado.
Há um ponto de atrito entre as coberturas: os números atribuídos ao ex-senador variam conforme o instituto e a data do levantamento, e nem todos os textos explicitam essa diferença, o que pode induzir comparações indevidas entre séries distintas. Também permanece em aberto a segunda vaga da coligação ao Senado paranaense. As alternativas descritas incluem manter apenas o candidato já definido ou indicar uma jornalista filiada ao partido do governador, hipótese que enfrenta resistência de aliados por dividir a mesma base de eleitores. Nenhum veículo do conjunto obteve manifestação do governador, do partido do desistente ou dos partidos que resistiam à candidatura, e não se sabe se houve alguma compensação negociada ao MDB. Também não está esclarecido se o ex-senador apoiará algum dos nomes remanescentes até o prazo final de registro das candidaturas.
O ex-senador Alvaro Dias (MDB) anunciou nesta segunda-feira (3) que não disputará uma vaga no Senado Federal pelo Paraná nas

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Ex-senador por sete mandatos diz que 'hoje não existem, dentro do grupo político liderado pelo governador, as condições necessárias' para ser candidato

Ex-governador estava na liderança da disputa, com 20% das intenções de voto, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada na semana passada

Pré-candidato do MDB divulgou nota pública nesta segunda-feira (3) anunciando a desistência e alegando não haver "condições necessárias" dentro do grupo político do governador.

Evento em Curitiba também oficializou Rafael Greca como vice de Sandro Alex.

Cúpula do PL avalia que Simone Tebet deve ficar com uma das vagas ao Senado em São Paulo; pesquisa Quaest a aponta com 12%.

Ex-governador liderava pesquisas, mas disse não haver condições para formar candidatura de unidade no grupo do governador. Leia no Poder360.

Ex-governador do MDB publicou nota nesta segunda-feira (3), mesmo liderando pesquisas de intenção de voto no estado

Ex-senador fez publicação pelo perfil no Instagram; Dias apareceu em primeiro lugar no levantamento da Genial/Quaest

Filiado ao MDB, o político de 81 anos cita falta de condições de apoio 'dentro do grupo político liderado pelo governador' Ratinho Jr.

Nesta matéria: viés de centro.