Davi Alcolumbre destrava pautas do governo Lula no Senado após tensão
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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), assinou despachos que autorizam a Mesa Diretora a encaminhar às comissões temáticas três projetos de interesse do governo de Luiz Inácio Lula da Silva: o fim da escala 6x1, os minerais críticos e o pacote de segurança pública. O movimento encerra meses de atrito entre o Palácio do Planalto e o Congresso, aberto quando o Senado mostrou que não é obrigado a aprovar indicações presidenciais ao Supremo Tribunal Federal. O efeito prático é limitado no curto prazo, porque o calendário legislativo até as eleições prevê apenas uma semana de sessões, e a votação das propostas tende a ficar para depois de novembro. A reaproximação foi costurada em uma reunião entre Lula e Alcolumbre intermediada pelo ministro Alexandre de Moraes.
Depois de meses em que o Senado afirmou sua independência e mostrou que não referenda automaticamente indicações presidenciais ao Supremo Tribunal Federal, Davi Alcolumbre optou por destravar a agenda legislativa e devolver previsibilidade à relação entre os Poderes.
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As duas coberturas registram que Executivo e Senado saíram de um período de atrito e que a relação entre Lula e Davi Alcolumbre melhorou recentemente, com o presidente do Senado atuando para destravar pautas de interesse do governo.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, assinou despachos que enviam às comissões três projetos de interesse do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, meses depois do atrito em torno de indicações ao Supremo Tribunal Federal. A cobertura diverge sobre o que sustenta a reaproximação: mediação institucional entre os Poderes ou a agenda econômica do petróleo no Amapá.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), assinou despachos que autorizam a Mesa Diretora a encaminhar às comissões temáticas da Casa três projetos de interesse do governo de Luiz Inácio Lula da Silva: o fim da escala 6x1, o marco dos minerais críticos e o pacote de segurança pública. O gesto vem depois de meses de atrito entre o Palácio do Planalto e o Congresso, período em que o Senado demonstrou que não é obrigado a aprovar indicações presidenciais ao Supremo Tribunal Federal. O governo espera ainda que o presidente do Congresso abra caminho para transformar em lei a medida provisória que encerra a chamada taxa das blusinhas.
A cobertura de centro relatou que o encaminhamento é sinal político relevante, mas de efeito prático limitado no curto prazo. Até as eleições, o Congresso deve se reunir por apenas uma semana em sessões plenárias e reuniões de colegiados, de modo que a votação das propostas tende a ficar para depois de novembro, sem garantia de conclusão nesta legislatura. Essa mesma leitura registra que a reaproximação nasceu da primeira reunião entre Lula e Alcolumbre em meses, intermediada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e a enquadra como parte de um rearranjo entre os Poderes com horizonte em 2027, quando Moraes deve assumir a presidência da Corte no lugar de Edson Fachin.
Veículos de direita deram ao mesmo movimento uma moldura diferente, ancorada na voz de um aliado do senador. O governador do Amapá, Clécio Luís (União Brasil), afirmou que a relação entre Lula e Alcolumbre vive o melhor momento e descreveu o presidente do Senado como um pacificador que busca consensos e procura debelar crises, lembrando que, na Comissão de Constituição e Justiça, ele ajudou a viabilizar a aprovação da PEC da Transição, que deu recursos iniciais ao atual mandato para programas sociais. Nessa cobertura, o cimento da aliança é a economia: a visita conjunta de Lula e Alcolumbre ao Amapá para o detalhamento, pela Petrobras, da descoberta de petróleo na bacia da Foz do Amazonas. O governador tratou a reserva como ativo de soberania energética, projetou início de produção em cerca de cinco anos, prometeu qualificação de trabalhadores locais, royalties e um fundo soberano inspirado no modelo norueguês, e minimizou o risco ambiental ao citar a experiência da estatal em águas ultraprofundas e simulações de emergência avaliadas pelo Ibama.
Nenhum veículo de esquerda integra o conjunto de cobertura reunido até aqui. O ângulo que essa faixa costuma priorizar diante de arranjos assim, o custo da negociação para pautas trabalhistas como o fim da escala 6x1 e o impacto socioambiental da exploração de petróleo perto da foz do rio Amazonas, não aparece de forma autônoma no material disponível.
Os dois relatos convergem em que houve reaproximação, em que ela é recente e em que o Senado passou meses testando os limites da sua autonomia diante do Executivo. Divergem no que a explica. De um lado, a mediação institucional e o cálculo sobre a relação entre os Poderes a partir de 2027, com o efeito prático das pautas condicionado ao calendário legislativo. De outro, a agenda econômica do Amapá e o protagonismo pessoal do senador como articulador, com a exploração de petróleo funcionando como argumento central de desenvolvimento regional.
Fica sem resposta o essencial. Não há informação sobre eventuais contrapartidas acertadas entre governo e Senado, sobre o calendário concreto de votação dos três projetos, sobre a tramitação da medida provisória que encerra a taxa das blusinhas e sobre o estágio do licenciamento e as condições ambientais da exploração na bacia da Foz do Amazonas. Também seguem em aberto os desdobramentos das apurações da Polícia Federal citadas na cobertura de centro, entre elas o chamado Caso Master, que avança sobre fundos previdenciários estaduais.
Encaminhamento de projetos de interesse do governo no Senado é gesto positivo, mas costura maior envolve relação entre Poderes a partir de 2027

Governador do Amapá, Clécio Luís, afirma que presidente do Senado atua para construir consensos e ajudar o governo federal
