Anistia Internacional leva Javier Milei à ONU e à CIDH por ofensas a jornalistas
1 veículo de esquerda · 1 veículo de centro

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
1 veículo de esquerda · 1 veículo de centro

2 fontes políticas
Pela ótica de quem defende direitos coletivos, as falas de Javier Milei sobre jornalistas que “têm que queimar na fogueira” são o ápice de uma escalada contra a imprensa na Argentina. A Anistia Internacional vai levar o caso à ONU e à Comissão Interamericana de Direitos Humanos para proteger quem investiga o poder.
A Anistia Internacional anunciou que vai denunciar o presidente da Argentina, Javier Milei, à Organização das Nações Unidas e à Comissão Interamericana de Direitos Humanos por hostilidade a jornalistas. A reação veio depois de Milei afirmar que repórteres que o investigaram no caso criptogate deveriam “queimar na fogueira”, logo após a Justiça argentina arquivar o processo.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
As duas coberturas relatam que a Anistia Internacional vai denunciar Javier Milei à ONU e à CIDH depois de ele dizer que jornalistas deveriam “queimar na fogueira”, e citam os 278 ataques à imprensa em 2025, 119 atribuídos ao presidente.
A Anistia Internacional vai denunciar o presidente da Argentina, Javier Milei, à ONU e à Comissão Interamericana de Direitos Humanos. A reação veio depois de Milei dizer que jornalistas que investigaram o caso criptogate, arquivado pela Justiça, deveriam queimar na fogueira.
A Anistia Internacional anunciou que vai denunciar o presidente da Argentina, Javier Milei, à Organização das Nações Unidas, a ONU, e à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, a CIDH, por hostilidade contra jornalistas. A decisão veio depois de Milei afirmar, em discurso, que profissionais de imprensa que o investigaram deveriam “queimar na fogueira”.
As falas foram feitas depois de a Justiça argentina arquivar, na sexta-feira, 23 de outubro, o caso conhecido como criptogate. O processo apurava a suspeita de participação de Milei e da irmã dele, Karina Milei, em irregularidades na criação da criptomoeda $Libra, que o presidente teria promovido nas redes sociais. Para o juiz federal Marcelo Martínez De Giorgi, não houve delito.
Milei citou nominalmente os jornalistas Hugo Alconada Mon, Carlos Pagni, Paulino Rodrígues, Natalia Volosin e Luis Novaresio. Chamou-os de “empacotados, corruptos, mercenários da mentira e fabricantes seriais de operações”. Na rede social X, escreveu que foi alvo de uma operação política e midiática para prejudicar a Presidência.
Para a Anistia Internacional, a expressão evoca violência extrema e representa uma escalada grave da hostilidade presidencial contra a imprensa. A diretora-executiva da organização na Argentina, Mariela Belski, afirmou que, ao apontar jornalistas publicamente, o presidente contribui para um clima de intimidação. A entidade cita o monitoramento do Fórum de Jornalismo Argentino, que registrou 278 ataques contra jornalistas em 2025, 55% a mais que em 2024, o maior número desde 2008. Milei aparece como autor de 119 desses episódios. A Federação Argentina de Trabalhadores de Imprensa vai se juntar à representação, e o Sindicato de Imprensa de Buenos Aires divulgou nota de repúdio.
A cobertura de centro relatou o caso de forma detalhada, incluindo o arquivamento do processo, a versão do presidente de que foi vítima de uma operação política e o histórico da audiência de novembro de 2025 na CIDH sobre liberdade de expressão no país. Essa cobertura também lembrou que o jornalista brasileiro Rogério Tomaz Júnior, crítico do governo argentino, foi impedido de entrar na Argentina no dia 12 de outubro e teve a residência permanente cancelada.
Veículos de esquerda destacaram o caráter de ameaça das falas e o papel de Milei como principal agressor individual da imprensa no país. Essa cobertura tratou o presidente e a irmã como suspeitos no criptogate, sem mencionar o arquivamento, e associou o episódio ao ajuste econômico argentino, apresentado como referência da campanha bolsonarista no Brasil. Veículos de direita não cobriram o caso até o momento, e a versão do governo argentino aparece apenas pela publicação do presidente nas redes sociais.
Ainda não se sabe quando a denúncia será formalizada na ONU e na CIDH, nem se os organismos internacionais vão abrir algum procedimento. Também não houve resposta oficial do governo argentino à iniciativa da Anistia Internacional.

O presidente argentino diz que os profissionais de imprensa “têm que queimar na fogueira” e “são os filhos da p*”
