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O senador Cid Gomes (PSB-CE) confirmou que disputará a reeleição ao Senado pelo Ceará a pedido do presidente Lula (PT), formando chapa com o governador Elmano de Freitas (PT), que também busca reeleição. Uma pesquisa do instituto Real Time Big Data, divulgada em 15 de julho, aponta Cid Gomes na liderança da disputa, com o ex-deputado federal Capitão Wagner (União Brasil) em situação de empate técnico. Enquanto isso, o PT ainda negocia o segundo nome da chapa governista ao Senado, avaliando nomes como a deputada Luizianne Lins (Rede), o deputado Eunício Oliveira (MDB) e o ex-senador Chiquinho Feitosa (Republicanos).
O senador Cid Gomes (PSB-CE) confirmou, em reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizada nesta terça-feira, que disputará a reeleição ao Senado pelo Ceará. A decisão consolida a chapa governista ao lado do governador Elmano de Freitas (PT), que também busca um novo mandato, e ocorre às vésperas do início das convenções partidárias no estado.
Uma pesquisa do instituto Real Time Big Data, divulgada nesta quarta-feira, 15 de julho, e registrada na Justiça Eleitoral sob o código CE-05682/2026, mostra Cid Gomes na liderança da disputa por uma das duas cadeiras cearenses no Senado. O levantamento, feito com 1.600 eleitores entre os dias 13 e 14 de julho e com margem de erro de dois pontos percentuais, aponta o ex-deputado federal Capitão Wagner (União Brasil) em situação de empate técnico logo atrás. Em cenário alternativo, sem o nome de Cid Gomes na lista, Capitão Wagner assume a primeira posição e a disputa pela segunda vaga fica em aberto entre nomes como Luizianne Lins (Rede), Alcides Fernandes (PL) e Júnior Mano (PSB).
Enquanto o nome de Cid Gomes já está definido, o PT ainda não fechou quem será o segundo candidato da chapa governista ao Senado. Entre os cotados internamente estão a deputada federal Luizianne Lins, que deixou o PT após 37 anos de filiação e migrou para a Rede Sustentabilidade, o deputado federal Eunício Oliveira (MDB), ex-presidente do Senado, e o ex-senador Chiquinho Feitosa, que hoje preside o Republicanos no Ceará. Outra possibilidade discutida é indicar um nome do PSD ou do PP para a vaga. Pelo acordo já fechado para a primeira cadeira, o deputado federal Júnior Mano (PSB) será o suplente de Cid Gomes.
A cobertura de centro relatou os fatos de forma direta: a resistência inicial de Cid Gomes em disputar a reeleição, o convencimento pelo Planalto e a leitura de que sua presença na chapa cria um contraponto simbólico à figura de Ciro Gomes, seu irmão e adversário político de Elmano de Freitas nas pesquisas de intenção de voto ao governo do estado. Também foi registrado, sem juízo de valor, que Júnior Mano foi alvo, em 2025, de uma operação da Polícia Federal que apura suspeita de organização criminosa voltada ao desvio de recursos públicos por meio de fraudes em licitações supostamente abastecidas por emendas parlamentares do deputado - que, à época, negou irregularidades.
Na leitura provável de veículos de esquerda, a movimentação do PT é interpretada como esforço para ampliar e proteger a base de sustentação de Elmano de Freitas e garantir continuidade a políticas sociais no Ceará, com a escolha de Cid Gomes funcionando como resposta estratégica ao avanço eleitoral de Capitão Wagner e da candidatura de Ciro Gomes ao governo estadual. Já veículos de direita tenderiam a enfatizar o aspecto de barganha política tradicional na composição da chapa, chamando atenção para o fato de que o suplente escolhido para acompanhar Cid Gomes é um deputado sob investigação da Polícia Federal, além de destacar a competitividade de Capitão Wagner como sinal de fragilidade da coalizão governista no estado.
Ainda não se sabe quem ocupará a segunda vaga do PT ao Senado, decisão que deve ser fechada apenas nas convenções partidárias, nem qual será o desfecho da investigação da Polícia Federal envolvendo Júnior Mano.
As duas coberturas concordam que Cid Gomes aceitou concorrer à reeleição ao Senado a pedido de Lula e que o PT ainda negocia o segundo nome da chapa no Ceará, com Luizianne Lins, Eunício Oliveira e Chiquinho Feitosa entre os cotados.
Ainda não está definido quem será o segundo candidato do PT ao Senado no Ceará, nem qual será o desfecho da investigação da Polícia Federal contra o deputado Júnior Mano, suplente de Cid Gomes.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial esquerda.
Reportagem factual sobre pesquisa eleitoral do instituto Real Time Big Data para o Senado no Ceará, com números, metodologia e código de registro na Justiça Eleitoral. Apesar de publicada por veículo autodeclarado progressista, o texto não apresenta enquadramento ideológico - apenas apresenta dados e simulações de cenário.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Nenhum veículo de centro cobriu esta história.
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Reportagem factual sobre a articulação de alianças do PT para a segunda vaga ao Senado no Ceará. Inclui menção equilibrada a uma investigação da Polícia Federal contra o deputado Júnior Mano, citando também a negativa de irregularidades por parte dele, o que indica busca por equilíbrio em vez de enquadramento ideológico.

O senador decidiu concorrer à reeleição a pedido do presidente Lula; Capitão Wagner também está bem cotado entre os eleitores

Luizianne Lins, Eunício Oliveira e Chiquinho Feitosa são nomes debatidos internamente; outra possibilidade na mesa é a indicação de um representante do PSD ou do PP
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Perspectivas omitidas



