Janja assume protagonismo na campanha de Lula após cobrança por mulheres no PT
3 veículos de centro · 1 veículo de direita
%2Fhttps%3A%2F%2Fi.s3.glbimg.com%2Fv1%2FAUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8%2Finternal_photos%2Fbs%2F2026%2FO%2Fd%2FzOEmEKQmqSYraLw61qhA%2Fcaptura-de-tela-2026-08-16-113728.png&w=1920&q=72&output=webp)
Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu a campanha à reeleição em 16 de agosto de 2026, no estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, primeiro dia em que a Justiça Eleitoral autoriza o pedido de votos. Os discursos de abertura couberam à deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ), candidata ao Senado pelo Rio de Janeiro, e à primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, duas semanas depois de o próprio Lula reclamar da ausência de mulheres na programação da convenção nacional do partido, em 2 de agosto. Dias depois do ato, o presidente do PT, Edinho Silva, detalhou que Janja participa de reuniões estratégicas e terá agenda própria nos estados, sem cargo formal na estrutura eleitoral.
O lançamento da campanha de Lula à reeleição apoiou-se na nostalgia sindical do ABC paulista e em um palanque montado para conter o desgaste de imagem, com caravanas de outros estados contratadas para evitar estádio vazio e teleprompter reintroduzido depois de um discurso anterior que esvaziou a plateia.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
4 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: viés de direita.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Toda a cobertura registra os mesmos fatos centrais: o ato de lançamento ocorreu em 16 de agosto no estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo; Benedita da Silva e Janja fizeram os discursos de abertura; e essa escolha veio depois de o próprio Lula cobrar publicamente a presença de mulheres na convenção do partido, em 2 de agosto. Também há convergência sobre o peso simbólico do local, ligado às greves dos metalúrgicos de 1979.
O ato que marcou o início da campanha de Lula à reeleição, no estádio da Vila Euclides, começou com dois discursos de mulheres, duas semanas depois de o próprio presidente reclamar da ausência delas na convenção do PT. Enquanto parte da cobertura descreveu o simbolismo do ABC paulista, outra parte voltou-se ao peso crescente da primeira-dama na organização da campanha.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu no domingo, 16 de agosto de 2026, a campanha pela reeleição em um ato no estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. O evento aconteceu no primeiro dia em que a Justiça Eleitoral autoriza candidatos a pedir votos e foi divulgado pelo partido sob o mote “Onde tudo começou”, referência às greves dos metalúrgicos que Lula liderou em 1979, quando presidia o sindicato da categoria. Os dois primeiros discursos couberam a mulheres: a deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ), candidata ao Senado pelo Rio de Janeiro, e a primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja.
A ordem dos discursos respondeu a uma cobrança feita pelo próprio Lula duas semanas antes. Na convenção nacional do PT, realizada em 2 de agosto, o presidente reclamou publicamente da ausência de mulheres na programação oficial e chamou a primeira-dama para falar de improviso antes dele. No ato de São Bernardo, Benedita da Silva defendeu a eleição de mais mulheres para o Senado e falou em nome das candidatas do campo governista. Janja homenageou Marisa Letícia, ex-primeira-dama morta em 2017, ao lembrar que ela bordou a primeira bandeira do partido, e afirmou que o Brasil precisa de um presidente que cuide das mulheres e não pense nelas apenas como quem cuida.
A cobertura de centro concentrou-se na reconstituição do ato e do seu simbolismo. Descreveu a chegada do público a partir das oito da manhã, a contagem regressiva de treze minutos em referência ao número de urna do partido, os depoimentos em telão de antigos companheiros do movimento sindical e a presença no palanque do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e do ex-ministro Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo. Registrou também que a organização esperava reunir entre 20 mil e 30 mil pessoas, que caravanas foram trazidas de outros estados e que o estádio foi alugado pelo partido por valor não divulgado. A mesma cobertura apontou o uso de teleprompter depois de um discurso anterior, sem o equipamento, que durou mais de uma hora e fez parte da plateia deixar o local, e citou o levantamento da Quaest divulgado em 14 de agosto, com Lula em 43% e Flávio Bolsonaro em 40% no segundo turno, dentro da margem de erro de dois pontos.
Veículos de direita deslocaram o foco do palanque para a estrutura da campanha, com ênfase no peso da primeira-dama. Segundo o presidente do partido, Edinho Silva, Janja participa de reuniões na sede nacional em Brasília, mantém interlocução com o marqueteiro da campanha, influi na escolha de convidados e de homenagens e terá agenda própria nos estados, com foco na mobilização de mulheres, ainda que não ocupe cargo no organograma eleitoral. A partir desse dado, essa cobertura acionou a avaliação do consultor Márcio Coimbra, para quem a configuração expõe a sobreposição do poder informal às cadeias formais de decisão, tende a gerar atrito com a estrutura partidária e representa vetor constante de vulnerabilidade estratégica, além de dificultar a aproximação com eleitores moderados.
Veículos de esquerda não aparecem no conjunto de reportagens reunido até aqui, o que deixa sem contraponto próprio a leitura crítica sobre a influência da primeira-dama e sem desenvolvimento a dimensão histórica do local escolhido, ligada à greve de 1979 que mobilizou cerca de 200 mil trabalhadores e antecedeu a fundação do partido, em 1980. Esse é o ponto cego da cobertura desta etapa da campanha.
O que ainda não se sabe: nenhuma das reportagens confirma quantas pessoas efetivamente compareceram ao ato, e a capacidade declarada do estádio, de 12,5 mil lugares, não é conciliada com a estimativa de 20 mil a 30 mil divulgada pela organização. Também seguem sem resposta o valor pago pelo aluguel do espaço, a definição formal do papel da primeira-dama na estrutura eleitoral e se a prioridade dada às candidaturas femininas se converterá em desempenho nas urnas.
Primeira-dama discursa em comício no primeiro dia da campanha eleitoral

Primeira-dama terá agenda própria nos estados, com reuniões, mobilização feminina e participação em decisões sobre eventos

Janja ressaltou que eleitoras são maioria no País e homenageou Marisa Letícia da Silva, ex-primeira-dama petista

Candidata ao Senado foi a primeira a discursar no evento deste domingo
