Lula e Flávio Bolsonaro encerram horário eleitoral com ataques e antipetismo
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O horário eleitoral gratuito do primeiro turno terminou na quinta-feira, 1º de outubro, com estratégias opostas. A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou a peça final para lembrar que Flávio Bolsonaro (PL) atuou na defesa do cabo da Polícia Militar acusado de matar a menina Ana Clara Machado, em Niterói, em 2021, encerrando com o slogan 'Bolsonaros nunca mais'. Flávio apostou em segurança pública, com a proposta Smart Brasil, custo de vida e antipetismo. Na véspera, Lula disse que o adversário 'nunca trabalhou'. A votação está marcada para domingo, 4 de outubro.
Pela ótica de quem valoriza ordem e responsabilidade institucional, o encerramento da propaganda reforçou que a campanha de Lula insistiu em propaganda negativa, repetindo um slogan que já havia rendido multa do Tribunal Superior Eleitoral por impulsionamento pago.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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O horário eleitoral do primeiro turno terminou em 1º de outubro. Lula usou a peça final para lembrar a defesa de Flávio Bolsonaro a um cabo da PM acusado de matar uma criança e encerrou com 'Bolsonaros nunca mais'. Flávio apostou em segurança pública, no Smart Brasil e no voto útil antipetista.
A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão do primeiro turno terminou nesta quinta-feira, 1º de outubro, com as duas principais campanhas presidenciais apostando em caminhos opostos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, encerrou seu programa com o slogan "Bolsonaros nunca mais", depois de uma sequência de críticas ao senador Flávio Bolsonaro, do PL. Flávio, por sua vez, concentrou a peça final em segurança pública, custo de vida e no discurso de oposição ao governo. A votação do primeiro turno está marcada para domingo, 4 de outubro.
Os fatos sobre as peças convergem entre os relatos. A campanha petista levou à televisão o caso Ana Clara Machado, menina de cinco anos que morreu baleada por um fuzil na frente de casa, em Niterói, no Rio de Janeiro, em fevereiro de 2021, atingida por um cabo da Polícia Militar. Flávio Bolsonaro foi um dos advogados de defesa do policial. Na peça, a apresentadora pergunta se quem defende assassino de criança vai defender o eleitor. O programa de Lula também tratou do fim das apostas online no país, banidas por medida provisória, de custo de vida, de respeito às religiões e da biografia do presidente. Na véspera, Lula havia dito que Flávio nunca trabalhou na vida e que começou a carreira, eleito vereador aos 21 anos, apoiado pelo crime organizado e por milicianos do Rio de Janeiro.
Do lado do PL, o destaque foi o Smart Brasil, proposta inspirada no Smart Sampa, sistema da prefeitura de São Paulo que usa reconhecimento facial, leitura de placas e câmeras públicas e privadas. A ideia é integrar cerca de dois milhões de câmeras no país. Parte do material foi gravada ao lado do prefeito paulistano Ricardo Nunes, do MDB. A campanha também fez acenos a jovens, à população de menor renda, ao eleitorado evangélico e à Região Sul, e pediu voto útil a eleitores de outros candidatos da direita, aposta que integrantes chamam de antipetismo de chegada.
A cobertura de centro relatou as duas estratégias com espaço equivalente, descrevendo a ofensiva de Lula sobre o caso Ana Clara e a tentativa de Flávio de apresentar uma versão mais moderada, com propostas em vez de uma sequência de ataques. A mesma cobertura reproduziu sem adjetivação as falas de Lula sobre a trajetória do adversário, mas sem ouvir a resposta de Flávio. Veículos de direita enfatizaram que o slogan "Bolsonaros nunca mais" já havia rendido, em setembro, uma multa de 15 mil reais aplicada pelo ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral, pelo impulsionamento pago de propaganda negativa, ainda que a decisão não impedisse a circulação orgânica nem a crítica política. Veículos de esquerda não cobriram o encerramento até o momento; o enquadramento da proteção às famílias e às mulheres endividadas aparece na própria peça petista, descrita pela cobertura de centro.
O que ainda não se sabe é o efeito das peças finais sobre os eleitores indecisos, se haverá nova contestação na Justiça Eleitoral contra o programa de encerramento de Lula e qual seria o custo e o cronograma do Smart Brasil em caso de vitória de Flávio. A campanha do PL também não respondeu publicamente às acusações feitas por Lula na véspera.
Segundo o presidente, senador teria iniciado carreira política no Rio de Janeiro com apoio de facções e milícias.

Peças condensam estratégias adotadas pelas campanhas na reta final

Peças condensam estratégias adotadas pelas campanhas na reta final

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerrou, nesta quinta-feira (1º), a propaganda eleitoral do primeiro turno
