Smart Sampa troca coordenação após vazamento de links de 17 mil câmeras
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Veículos de esquerda abordaram o caso pela cobrança da sociedade civil. O texto relata que a Coalizão Direitos na Rede, que reúne mais de 40 organizações, pediu ao Ministério Público de São Paulo uma investigação sobre novas falhas no Smart Sampa, programa contratado na gestão de Ricardo Nunes (MDB). O ofício trata de acesso indevido a pelo menos 17 mil câmeras de empresas parceiras, possível por pelo menos cinco dias, sem senha, em um site associado à Sentinelx. A matéria reproduz a avaliação da coalizão de que dois episódios em menos de um mês podem não ser falhas isoladas e cita relatório do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania sobre a falta de evidência de impacto na criminalidade. Também registra a resposta da Secretaria Municipal de Segurança Urbana, que nega que a lista de links tenha estado pública.
Com base em CartaCapital
A Secretaria Municipal de Segurança Urbana de São Paulo informou mudanças na coordenação do Smart Sampa após os casos de vazamento. Silvio Conceição Thomé assumiu a Coordenadoria de Tecnologia, Integração e Segurança, Gustavo Zardi passou a comandar a Diretoria de Projetos, e Pamella Cecarelli Candido deixou a coordenadoria.
Com base em CNN Brasil
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Os textos de esquerda e de centro tratam de novo episódio com 17 mil câmeras de empresas parceiras e citam uma planilha de Excel, e ambos registram que a Prefeitura de São Paulo anunciou investigação. O texto de centro credita o número a uma reportagem de portal, e o de esquerda não indica a origem, o que impede tratar a coincidência como apurações independentes. Nenhum veículo de direita cobriu o caso no conjunto analisado.
A Secretaria Municipal de Segurança Urbana de São Paulo informou a troca da coordenação do Smart Sampa após vazamentos ligados ao programa de videomonitoramento. A Coalizão Direitos na Rede pediu investigação ao Ministério Público de São Paulo, e a secretaria afirma que a lista de 17 mil links nunca esteve pública.
A Prefeitura de São Paulo mudou a coordenação do Smart Sampa, seu programa de videomonitoramento, depois de uma série de vazamentos ligados às câmeras do sistema. A Secretaria Municipal de Segurança Urbana informou que Silvio Conceição Thomé assumiu a Coordenadoria de Tecnologia, Integração e Segurança. Gustavo Zardi passou a comandar a Diretoria de Projetos, e Pamella Cecarelli Candido deixou a área. Segundo a cobertura de centro, os dois novos nomes já exercem as funções, e as nomeações ainda seriam publicadas no Diário Oficial.
No mesmo dia, 5 de novembro, veículos de esquerda relataram que a Coalizão Direitos na Rede, que reúne mais de 40 organizações da sociedade civil, pediu ao Ministério Público de São Paulo uma investigação sobre novas falhas no programa, contratado na gestão do prefeito Ricardo Nunes, do MDB. Nenhum veículo de direita cobriu o caso no conjunto analisado.
Os dois lados que cobriram tratam de um novo episódio com 17 mil câmeras de empresas que colaboram com a prefeitura e mencionam uma planilha de Excel. O texto de centro credita o número a uma reportagem de portal. O de esquerda não indica a origem, embora registre a própria secretaria falando em lista de 17 mil links. Essa coincidência, portanto, não demonstra duas apurações independentes. Ambos também registram que a prefeitura anunciou investigação.
A partir daí, os relatos seguem caminhos diferentes. Veículos de esquerda destacaram o ofício da coalizão, segundo o qual as imagens puderam ser acessadas sem senha, durante pelo menos cinco dias, por meio de um site associado à Sentinelx, empresa responsável pela infraestrutura tecnológica do programa. O mesmo texto lembra outra falha, pouco mais de dez dias antes, que permitiu navegar por mais de 58 mil câmeras. A coalizão afirma que dois episódios em menos de um mês sugerem que os problemas podem não se limitar a falhas isoladas. O ofício cita ainda custo mensal de 10 milhões de reais, falsos positivos e prisões indevidas ligadas ao reconhecimento facial, além de relatório do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania que não encontrou impacto significativo na redução da criminalidade.
Esse texto também traz a resposta da secretaria. A pasta diz que o programa opera normalmente, sem registro de ataques externos, e que a lista de 17 mil links nunca esteve pública. Seria uma planilha elaborada pela PRODAM em análise de cibersegurança. Sobre o episódio anterior, afirma que um servidor da Guarda Civil Metropolitana foi identificado e afastado, e que há apuração da corregedoria e inquérito da Polícia Civil.
A cobertura de centro relatou outro conjunto de fatos. Ela informa a troca de nomes, registra que a prefeitura classificou a divulgação dos dados como "ato criminoso" e diz que a Agência Nacional de Proteção de Dados, a ANPD, notificou o governo municipal, com prazo de cinco dias úteis para explicações. O texto reproduz ainda números que a prefeitura atribui à ferramenta: 3.661 foragidos capturados, quase 7 mil prisões em flagrante, 290 desaparecidos localizados e 4.009 veículos recuperados. Esse texto não traz a afirmação de que a lista nunca esteve pública nem o pedido da coalizão, e o de esquerda não menciona a mudança de coordenação nem esses resultados.
Há uma divergência numérica. De acordo com a prefeitura, no texto de centro, o sistema conta com 50 mil câmeras. O texto de esquerda fala em mais de 58 mil integradas. As matérias não explicam a diferença.
Até o fim da tarde de 5 de novembro, quando saíram as matérias analisadas, os textos não informavam quem acessou as imagens no novo episódio nem o resultado das investigações. Também não traziam a resposta da prefeitura à ANPD nem o motivo específico da saída de Pamella Cecarelli Candido. Sobre o Ministério Público, o texto de centro trazia apenas uma chamada para outra matéria, segundo a qual o órgão iniciou a análise dos vazamentos.
O caso acontece pouco mais de dez dias depois de outra falha, ainda mais ampla, permitir a navegação pelas mais de 58 mil câmeras integradas ao sistema

Prefeito Ricardo Nunes realiza mudanças após série de vazamentos de imagens de segurança
