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Três pesquisas divulgadas em junho de 2026 (CNT/MDA, BTG Pactual/Nexus e Futura/Apex) indicam que, pela primeira vez em meses, a avaliação positiva do governo Lula superou numericamente a negativa, ainda que por margens estreitas dentro do erro amostral. Os levantamentos também apontam vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro em simulações de segundo turno.
Três pesquisas de opinião divulgadas em junho de 2026 colocaram o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um novo patamar de avaliação. Pela primeira vez em meses, a parcela de brasileiros que aprova a gestão federal voltou a superar numericamente a que desaprova, segundo levantamentos dos institutos CNT/MDA, BTG Pactual/Nexus e Futura/Apex. Os números, embora favoráveis ao governo, têm diferenças estreitas e exigem leitura cuidadosa.
A cobertura de centro relatou os dados de forma direta. A pesquisa CNT/MDA, divulgada em 16 de junho, registrou 35,3% de avaliação ótima ou boa contra 34,3% de ruim ou péssima, com 29,2% considerando a gestão regular. O instituto ouviu 2.002 pessoas entre 10 e 14 de junho, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais e registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04256/2026. O levantamento BTG Pactual/Nexus apontou 48% de aprovação e 47% de desaprovação, e a Futura/Apex marcou 49,6% de aprovação contra 47,7% de desaprovação. Em todos os casos, a aprovação superou a desaprovação pela primeira vez nas respectivas séries históricas, revertendo o quadro de maio.
Veículos de esquerda destacaram que a convergência de três institutos diferentes, com metodologias e períodos de coleta distintos, indica uma virada real na percepção do governo. Para essa leitura, os dados sinalizam consolidação da base de apoio popular ao petista e fortalecimento de sua candidatura à reeleição. Esses veículos enfatizaram ainda o desempenho de Lula nas simulações de segundo turno: na CNT/MDA, o presidente aparece com 49,3% das intenções de voto contra 36,8% do senador Flávio Bolsonaro, uma diferença de 12,5 pontos, enquanto a BTG/Nexus mostra 49% a 43%. Para a cobertura de esquerda, o avanço de Lula coincide com o desgaste do principal nome da direita em meio à crise envolvendo Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro.
Uma leitura de direita, por outro lado, enfatizaria a fragilidade desses resultados. As diferenças entre aprovação e desaprovação variam de 1 a 2 pontos percentuais e, em vários casos, ficam dentro ou no limite da margem de erro, o que impede falar em vantagem estatística consolidada. A própria reportagem mais detalhada reconhece esse ponto: na Futura/Apex, quando a pergunta pede uma nota qualitativa, 41,4% ainda classificam o governo como ruim ou péssimo, contra 39,8% que o consideram ótimo ou bom. Sob essa ótica, o cenário é mais de estabilidade do que de virada, e as projeções de segundo turno, a quase dois anos da eleição, dizem pouco sobre o resultado final.
O que ainda não se sabe é se essa melhora se sustentará nas próximas rodadas ou se representa apenas uma oscilação dentro da margem de erro. Também permanece em aberto como a crise envolvendo Flávio Bolsonaro afetará de forma duradoura o campo da direita e quais nomes podem surgir como alternativa, já que parte do eleitorado que busca uma terceira via ainda não sabe indicar um candidato.
Os três institutos coincidem em que, pela primeira vez em meses, a aprovação do governo Lula superou numericamente a desaprovação, e que Lula lidera as simulações de segundo turno contra Flávio Bolsonaro.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Apesar do publisher de esquerda e do título celebratório, o corpo é mais equilibrado: reconhece explicitamente que a diferença é estreita, pede cautela pela margem de erro e nota que o campo crítico ('ruim ou péssimo') ainda é majoritário. Ainda assim o enquadramento geral ('fortalecimento político', 'consolidação da base') pende para a leitura favorável ao governo, mantendo perfil LEFT moderado.
Enquadramento favorável ao governo Lula com expressões como 'derretimento de Flávio Bolsonaro' e ênfase no crescimento do petista; box 'Lula cresce e Flávio Bolsonaro cai' reforça narrativa positiva para a esquerda. Dados são reais, mas o framing acentua o lado favorável ao governo.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Texto enxuto e factual: apresenta os percentuais detalhados sem vocabulário valorativo nem enquadramento ideológico. Limita-se a relatar que a avaliação positiva superou a negativa pela primeira vez desde 2024, com a quebra dos números. Perfil de centro.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.

Duas pesquisas de opinião divulgadas nesta semana indicam que a aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva superou a desaprovação em junho de 2026,

Pela primeira vez desde 2024, a avaliação positiva superou numericamente a negativa. Avaliação de Lula também registrou melhora

Tendência semelhante é observada em levantamento divulgado pelo BTG Pactual/Nexus; derretimento de Flávio Bolsonaro também é apontado pelos dois institutos
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