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O Avante oficializou em convenção nacional, na Assembleia Legislativa de São Paulo, a candidatura do psiquiatra e escritor Augusto Cury, de 67 anos, à Presidência da República em 2026. O candidato defendeu a adoção do semipresidencialismo, com um primeiro-ministro para administrar o país, e disse que convidaria o governador de São Paulo para o cargo. A chapa segue sem vice definido, e a negociação de chapa única com outro pré-candidato não avançou.
O partido Avante oficializou na segunda-feira, 3 de agosto de 2026, a candidatura do médico psiquiatra e escritor Augusto Cury, de 67 anos, à Presidência da República. A decisão foi tomada em convenção nacional realizada na Assembleia Legislativa de São Paulo, e marca a primeira disputa eleitoral do autor, conhecido pelos livros de autoajuda. A chapa chegou ao fim do evento sem vice definido.
O encontro reuniu lideranças da política paulista. Estiveram presentes o governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas, o prefeito da capital, Ricardo Nunes, o presidente da Assembleia Legislativa e candidato ao Senado, André do Prado, e o presidente nacional da legenda, o deputado federal Luiz Tibé. No discurso, Tarcísio elogiou a coragem do escritor de se lançar à disputa e desejou boa sorte à caminhada, sem anunciar apoio formal.
O principal ponto programático apresentado foi a proposta de trocar o presidencialismo pelo semipresidencialismo. Pelo desenho descrito por Cury, o presidente eleito cuidaria de temas estratégicos, como Forças Armadas e política externa, enquanto um primeiro-ministro assumiria a administração cotidiana do país. O candidato afirmou que, se eleito, convidaria o próprio Tarcísio de Freitas para ocupar o cargo de premiê. Também disse que a negociação de uma chapa única com Romeu Zema, candidato de outra legenda ao Planalto, praticamente não avança: segundo ele, ficou combinada uma ligação que não ocorreu, três dias depois de o próprio Cury afirmar que ambos estavam animados com a possibilidade de aliança.
A cobertura de centro relatou com maior detalhe a plataforma e o entorno político do lançamento: a defesa de políticas para pessoas neurodivergentes, a ênfase em saúde mental e educação, a proposta de mandatos fixos para ministros do Supremo Tribunal Federal, a responsabilização das plataformas digitais por conteúdo de terceiros e o enfrentamento da violência contra a mulher. Um desses textos checou o número de 32 milhões de neurodivergentes citado pelo candidato e registrou que o Censo de 2022 identificou 2,4 milhões de pessoas diagnosticadas com transtorno do espectro autista, sem levantamento oficial que agregue outras variações. Outro apontou que o governador presente ao evento já declarou apoio a Flávio Bolsonaro na corrida presidencial, e trouxe pesquisa de intenção de voto feita entre 12 e 15 de julho que aponta 3% para o candidato no cenário de primeiro turno.
Veículos de esquerda cobriram o mesmo fato pelo ângulo institucional e do calendário: registraram a oficialização, a proposta de mudança de regime de governo e os prazos legais, com destaque para o encerramento das convenções em 5 de agosto e o limite de 15 de agosto para o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral, sem entrar na disputa de palanque paulista. Até o fechamento desta reportagem, veículos de direita não haviam publicado cobertura própria da convenção; a leitura previsível desse campo seria valorizar a origem do candidato fora da política tradicional, a crítica ao mandato vitalício no Supremo e a promessa de eficiência administrativa embutida no semipresidencialismo.
Os três enquadramentos convergem no essencial: a candidatura foi formalizada, o vice não existe, a aliança com Zema esfriou e a mudança de regime é a principal bandeira. A divergência está no peso dado ao gesto de Tarcísio. Onde a cobertura factual vê cortesia protocolar, o registro do apoio já declarado a outro pré-candidato sugere que o convite público para o cargo de primeiro-ministro é sobretudo simbólico.
Ainda não se sabe quem será o vice da chapa, se haverá qualquer acordo com o partido de Zema antes do primeiro turno, e como uma emenda constitucional que instaure o semipresidencialismo passaria pelo Congresso. Também não há resposta pública do governador ao convite para ocupar a chefia de governo em um eventual mandato do escritor.
Todas as coberturas registram os mesmos fatos centrais: a candidatura foi oficializada em convenção na Assembleia Legislativa de São Paulo, o candidato propõe substituir o presidencialismo pelo semipresidencialismo, a chapa segue sem vice e a negociação de chapa única com Romeu Zema não avançou.
4 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial esquerda.
Texto de agência: relata a oficialização da candidatura, a proposta de semipresidencialismo e o calendário eleitoral sem adjetivação valorativa. Ainda que o veículo tenha perfil de esquerda, o artigo não adota enquadramento ideológico, limitando-se ao registro do fato e dos prazos legais.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Cobertura factual com transcrição literal do discurso e checagem explícita do número de neurodivergentes contra o Censo de 2022, o que reduz o risco de propagação de dado inflado. Não há vocabulário valorativo nem enquadramento pró ou contra o candidato: o texto equilibra a fala do candidato, a fala do governador e o contexto de indefinição do vice.
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.

Escritor e psiquiatra foi confirmado pelo Avante para disputar o Palácio do Planalto. Chapa segue sem candidato a vice-presidente

O partido Avante oficializou Augusto Cury como candidato à Presidência, com foco na defesa de neurodivergentes e proposta de adotar o semi-presidencialismo no Brasil.

Candidato ao Planalto disse que as negociações para possível aliança com Romeu Zema (Novo) não avançaram. Leia no Poder360.

O psiquiatra, professor e, agora, candidato à presidência da República, destacou luta contra a polarização e defendeu
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Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
Texto informativo e cronológico, com atribuição explícita de cada fala e ancoragem em pesquisa de intenção de voto que aponta 3% no primeiro turno. Registra a contradição entre a declaração de 30 de julho, de entusiasmo com a aliança, e a de 3 de agosto, de que a conversa não avançou, sem editorializar. O enquadramento é de cobertura de bastidor eleitoral, não ideológico.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
Registro factual das propostas apresentadas na convenção, com o dado politicamente mais relevante do conjunto: o governador presente ao evento já declarou apoio a outro pré-candidato à Presidência. A adoção de expressões do candidato, como choque de lucidez, aparece entre aspas e atribuída, sem que o texto as endosse.
Perspectivas omitidas



