Big Data: Flávio tem 36% das intenções de voto no 1º turno em SP; Lula, 31%
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Pesquisas divulgadas em meados de junho de 2026 mostram cenários distintos para a corrida presidencial. O Real Time Big Data apontou Flávio Bolsonaro (PL) na liderança em São Paulo com 36%, contra 31% de Lula (PT). Já a Nexus/BTG Pactual, em âmbito nacional, manteve Lula à frente em todos os cenários, com 42% no primeiro turno estimulado e 49% contra 43% de Flávio no segundo turno. Paralelamente, levantamento do Poder360 mostrou que o uso de inteligência artificial motivou 19% das 75 ações entre PL e PT no TSE na pré-campanha.
A pesquisa Real Time Big Data revela o crescimento de Flávio Bolsonaro, que assume a liderança em São Paulo com 36% contra 31% de Lula, sinal de que o nome da direita já desponta como alternativa competitiva ao petismo.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
Todos os lados reconhecem que a disputa presidencial de 2026 está polarizada entre Lula e Flávio Bolsonaro e que as pesquisas Real Time Big Data e Nexus/BTG têm metodologia transparente, amostra de 2 mil entrevistados, margem de 2 pontos e registro no TSE.
A duas semanas do início oficial da campanha presidencial de 2026, três levantamentos divulgados em meados de junho desenharam um quadro de disputa polarizada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), com resultados que variam conforme o recorte geográfico.
No plano regional, a pesquisa Real Time Big Data, divulgada em 16 de junho, mostrou Flávio Bolsonaro na liderança da intenção de voto do primeiro turno em São Paulo, com 36%, seguido de Lula, com 31%. Na sequência apareceram Renan Santos, líder do MBL, com 10%, o ex-governador Romeu Zema (Novo) com 5% e o ex-ministro Joaquim Barbosa (DC) com 4%. O instituto ouviu 2 mil pessoas entre 13 e 15 de junho, com margem de erro de dois pontos percentuais e registro no Tribunal Superior Eleitoral.
Já no plano nacional, a pesquisa Nexus/BTG Pactual, divulgada em 15 de junho, apontou cenário diferente: Lula liderou todos os cenários testados. No primeiro turno estimulado, o presidente marcou 42% a 43%, contra 33% a 34% de Flávio. Na simulação de segundo turno, Lula venceu o senador por 49% a 43%, e também superou os demais nomes da direita, como Ronaldo Caiado e Romeu Zema. O levantamento também ouviu 2 mil pessoas, com a mesma margem de erro e registro no TSE.
Os dois lados da cobertura convergem nos números brutos: as pesquisas têm metodologia transparente, amostra equivalente e registro oficial. Veículos de centro relataram os dados com paridade, listando todos os pré-candidatos e detalhando a metodologia de cada instituto. A divergência aparece na ênfase. Veículos de direita destacaram o crescimento de Flávio Bolsonaro, sua liderança em São Paulo e o estreitamento da diferença no segundo turno como sinais de que a oposição já tem um nome competitivo. Veículos de esquerda enfatizaram que a liderança de Flávio se restringe a São Paulo, estado de perfil mais conservador, enquanto Lula mantém vantagem em todos os cenários nacionais.
O pano de fundo da disputa também ganhou contornos tecnológicos. Um levantamento do Poder360, com base nos autos do Processo Judicial Eletrônico, identificou que o uso de inteligência artificial motivou 19% das 75 ações trocadas entre PL e a federação do PT no TSE entre fevereiro e junho. Foram 14 representações por deepfakes e vídeos sintéticos: o PT moveu 8 ações, contestando peças que associam Lula, a primeira-dama Janja e a presidente do partido, Gleisi Hoffmann, a casos como o Banco Master, o INSS e o crime organizado; o PL moveu 6, contra vídeos que ligam Flávio ao empresário Daniel Vorcaro e ao mesmo Banco Master. A propaganda eleitoral com IA é regulada pelas Resoluções 23.610 e 23.755 do TSE, que exigem rótulo explícito em conteúdo sintético e vedam deepfakes, sob pena de cassação.
O que ainda não se sabe é como esses números evoluirão após o início formal da campanha e a definição das candidaturas, já que Lula e Flávio planejam lançar palanques em São Paulo apenas em julho. Também permanece aberto o desfecho do julgamento no STF sobre a responsabilidade das plataformas digitais por conteúdo irregular, decisão que pode redefinir as regras do jogo na eleição.
Atual presidente lidera cenários na pesquisa, enquanto senador aparece em segundo lugar

Pesquisa ouviu 2 mil pessoas entre 13 e 15 de junho; margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos

Deepfakes motivam 13 de 75 ações entre PL e PT no TSE; regras para 2026 ampliaram restrições ao uso de IA na propaganda eleitoral. Leia mais no Poder360
