Brasil cai sete posições em ranking de competitividade
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O Brasil caiu sete posições no ranking mundial de competitividade de 2026, passando da 58ª para a 65ª colocação entre 70 países avaliados. O levantamento, publicado anualmente desde 1989 pela escola de negócios em parceria com a Fundação Dom Cabral, mede cerca de 300 aspectos, como qualidade da educação, custo de capital, desempenho do governo e das empresas. A queda ocorre mesmo em um momento de crescimento econômico e desemprego em patamares historicamente baixos.
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A queda de sete posições no ranking de competitividade é um alerta sobre o ambiente de negócios brasileiro. Pela leitura de direita, o alto custo de capital, os juros elevados e a baixa previsibilidade afastam empresas e investimentos justamente quando o mundo disputa companhias de tecnologia e inteligência artificial.
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Centro e direita convergem que o Brasil recuou sete posições no ranking de competitividade e que custo de capital e qualidade da educação são os principais entraves, apesar do desemprego baixo e do crescimento econômico.
O Brasil caiu sete posições no ranking mundial de competitividade de 2026, passando da 58ª para a 65ª colocação entre 70 países avaliados. O levantamento é publicado anualmente desde 1989 por uma escola de negócios em parceria com a Fundação Dom Cabral e mede cerca de 300 aspectos, entre eles a qualidade da educação, o custo de capital, o desempenho do governo e o das empresas. O resultado acendeu um alerta sobre a capacidade do país de atrair investimentos, empresas e gerar empregos.
Um ponto chama atenção em toda a cobertura: a queda ocorre num período de crescimento econômico e de mercado de trabalho aquecido, com a taxa de desemprego em patamares historicamente baixos. Segundo os analistas ouvidos, isso não basta para garantir competitividade, porque o país ainda não desenvolveu outros fatores essenciais. No topo do ranking aparecem Singapura, Hong Kong, Suíça, Taiwan e Emirados Árabes Unidos, seguidos por Dinamarca, Irlanda, Países Baixos, Suécia e Estados Unidos, nações que combinam educação de qualidade, forte investimento em tecnologia e inovação e custo de capital mais baixo. Na parte inferior, o Brasil aparece atrás de países como Gana e Eslováquia e próximo de México, Botsuana, Mongólia, Nigéria, Namíbia e Venezuela.
A cobertura de centro relatou o dado de forma factual, destacando a fonte do levantamento e o contraste entre a piora no ranking e os bons números do emprego, sem atribuir responsabilidade a um lado político específico. Veículos de direita enfatizaram o ambiente de negócios: o custo de capital foi descrito como um problema estratégico e estrutural, parte de uma espiral negativa em que a ausência de educação de qualidade impede o crescimento sustentável e, sem crescimento, o país passa a depender de juros mais altos para atrair investidores. Nessa leitura, a falta de previsibilidade e de uma visão de futuro clara afasta empresas justamente quando o mundo disputa companhias de inteligência artificial e tecnologia, e o capital estrangeiro que chega à bolsa não se converte em investimento produtivo de longo prazo.
Não houve nesta cobertura veículos de esquerda tratando diretamente do tema, mas a leitura à esquerda do mesmo conjunto de fatos tenderia a enfatizar que crescimento e emprego em alta não resolvem a desigualdade estrutural, e que a saída passa por investimento público em educação e por um projeto de desenvolvimento com o Estado como indutor, e não apenas por ajustes voltados ao mercado.
O que ainda não se sabe é o detalhamento de quais dos cerca de 300 indicadores mais pesaram na queda deste ano, nem qual a resposta concreta do governo e do setor produtivo diante do diagnóstico. As fontes convergem que custo de capital e educação são os principais gargalos, mas não apontam medidas específicas nem prazos para reverter a tendência.
País ocupa o 65º lugar entre 70 nações; custo de capital e educação são apontados como principais entraves à atração de investimentos

País teve piora nos indicadores avaliados e ocupa a 65ª posição entre 70 nações
