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O candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, atacou nos dias 31 de julho e 1º de agosto tanto o presidente Lula quanto o senador Flávio Bolsonaro, dizendo que ambos são 'grandes adversários da população brasileira' e que o país não pode ter uma 'eleição de rejeitados'. Em Belo Horizonte, ele afirmou que a candidatura dos dois enfraquece o debate por obrigar os adversários a se explicar sobre acusações; em Florianópolis, após a convenção estadual do partido, chamou os dois de 'fujões' por sinalizarem indisposição a debates. O ex-governador de Goiás disse ainda que há 'desordem institucional' no país e apontou como pauta prioritária o avanço de facções criminosas e a evasão escolar.
O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, endureceu no fim de semana o ataque simultâneo aos dois adversários mais fortes da corrida de outubro: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e o senador Flávio Bolsonaro, do PL. Em entrevista à imprensa no sábado, 1º de agosto, em Florianópolis, depois da convenção estadual do partido que oficializou o ex-prefeito de Chapecó João Rodrigues como candidato ao governo catarinense, o ex-governador de Goiás afirmou que "os dois são grandes adversários da população brasileira" e sustentou que o país "não pode ter uma eleição de rejeitados". Um dia antes, em Belo Horizonte, durante agenda na Exposição do Cavalo Mangalarga Marchador, ele já havia dito que a presença dos dois na disputa enfraquece o debate eleitoral.
As duas coberturas convergem no essencial. Caiado coloca Lula e Flávio Bolsonaro no mesmo pacote, chama ambos de "fujões" por sinalizarem indisposição a participar de debates e tenta se apresentar como alternativa de gestão. Nas duas falas, ele desloca o eixo para indicadores: cita o avanço de facções criminosas no território nacional, afirma que no estado que administrou elas "não têm um palmo de terra" e menciona 9 milhões de jovens fora da escola no Brasil. Sobre a fragmentação da direita no primeiro turno, disse esperar que os projetos convirjam no segundo turno, mas cobrou que o nome sobrevivente chegue lá sem passivo a explicar.
A cobertura de centro deu mais espaço aos fatos que sustentam a acusação. Registrou que Caiado citou nominalmente "rachadinha" e o caso do Banco Master como temas que atrapalhariam um adversário da direita em debate, e ancorou a crítica ao presidente num fato datado: na sexta-feira, o ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça autorizou a Polícia Federal a instaurar novo inquérito sobre o filho mais velho de Lula, com indícios de corrupção e tráfico de influência. Nessa cobertura aparece também o contexto partidário: o PP confirmou neutralidade na disputa presidencial e frustrou a expectativa de que a senadora Tereza Cristina fosse vice na chapa do senador do PL.
Já veículos de direita concentraram o relato na tese da rejeição e do descrédito institucional. Ali ganharam destaque as afirmações de que Lula e Flávio são "os dois mais rejeitados do País", de que existe uma "briga burra" que fomenta o ódio e de que há "desordem institucional" no Brasil, com o cidadão sem acreditar no Supremo Tribunal Federal, no Congresso Nacional nem no presidente da República. Essas afirmações foram reproduzidas sem pesquisa, dado ou contraponto que as sustentassem. Veículos de esquerda não haviam registrado o episódio até o fechamento desta reportagem, e a leitura crítica que costuma acompanhar esse tipo de discurso, sobre o uso eleitoral de inquérito em andamento e sobre o risco de um candidato ao Planalto reforçar a desconfiança nas instituições, ficou ausente da cobertura disponível.
O que ainda não se sabe é considerável. Nenhuma das reportagens traz resposta do governo, do PT, do senador do PL ou da defesa do filho do presidente às acusações. Não há dado público citado que confirme a afirmação sobre rejeição, nem informação sobre onde o próprio candidato do PSD aparece nas pesquisas. Também segue em aberto quem ocupará a vaga de vice na chapa do senador, se a direita de fato convergirá num único nome em eventual segundo turno, se Lula e Flávio participarão dos debates e qual será o desfecho do inquérito recém-autorizado pelo Supremo.
As duas coberturas disponíveis registram o mesmo movimento: Caiado ataca Lula e Flávio Bolsonaro em bloco, chama os dois de rejeitados e de "fujões" por evitarem debates, e tenta deslocar a disputa para indicadores de gestão em segurança pública e educação. Ambas também registram a expectativa dele de que a direita convirja num único nome no segundo turno.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
O texto é majoritariamente quote-driven e descritivo, com marcação clara de quem fala ('frisou em referência a Lula', 'questionou Caiado'), e ancora a fala em fatos datados e verificáveis, como a autorização do ministro do STF à Polícia Federal para novo inquérito e a neutralidade do PP na disputa presidencial. Não há vocabulário valorativo do redator nem enquadramento ideológico próprio, o que sustenta CENTER apesar da ausência de contraditório, registrada nas omissões.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
Veículos com viés à direita
O relato é curto e quase integralmente construído sobre as falas do candidato, mas amplifica sem qualquer verificação ou contraditório o enquadramento de descrédito das instituições ('o cidadão não acredita no STF, no Congresso Nacional, nem no presidente') e a tese da rejeição, além de encaixar chamada interna para o lançamento da reeleição de outro nome do campo conservador. O conjunto empurra a peça para o campo RIGHT, ainda que a redação em si seja sóbria, daí a confiança moderada.

Saiba mais sobre as críticas de Ronaldo Caiado a Lula e Flávio Bolsonaro em BH, com foco nos debates eleitorais e desafios das candidaturas. Leia mais!

"Os dois mais rejeitados do País são exatamente o Lula e o Flávio. Então, você não pode ter um país com eleição de rejeitados", afirmou Caiado
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