Ronaldo Caiado muda o comando da comunicação após largar com 4% nas pesquisas
10 veículos de centro · 3 veículos de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
13 fontes políticas
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Como decidimos →O publicitário Paulo Vasconcelos deixou em 17 de agosto o comando do marketing da campanha presidencial de Ronaldo Caiado (PSD), no segundo dia oficial da disputa, e foi substituído por Marcos Carvalho, que cuidava das redes sociais do candidato desde julho. A campanha alegou necessidade de dedicação exclusiva e unificação da comunicação dentro e fora das redes; relatos de bastidor apontam divergência sobre a escalada de ataques ao senador Flávio Bolsonaro (PL). Caiado marcou 4% das intenções de voto na pesquisa Quaest divulgada em 14 de agosto.
A saída de Paulo Vasconcelos expõe o dilema estratégico da direita não bolsonarista: crescer atacando Flávio Bolsonaro ou consolidar-se como alternativa de gestão sem dividir o campo que se opõe a um novo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: viés de centro.
Toda a cobertura registra os mesmos fatos: Paulo Vasconcelos saiu do comando do marketing em 17 de agosto, Marcos Carvalho assumiu, a troca aconteceu no segundo dia oficial de campanha e o pano de fundo é a divergência sobre atacar ou não Flávio Bolsonaro. Os 4% de Ronaldo Caiado na pesquisa Quaest de 14 de agosto também aparecem sem contestação.
No segundo dia oficial de campanha, Ronaldo Caiado trocou o comando da comunicação: Paulo Vasconcelos saiu e Marcos Carvalho, antes responsável pelas redes sociais, assumiu o marketing. A campanha alega dedicação exclusiva e unificação da estratégia; os bastidores apontam divergência sobre o enfrentamento com Flávio Bolsonaro, com o candidato marcando 4% nas intenções de voto.
O publicitário Paulo Vasconcelos deixou na segunda-feira, 17 de agosto, o comando do marketing da campanha presidencial de Ronaldo Caiado (PSD). Em seu lugar assumiu Marcos Carvalho, que desde julho cuidava das redes sociais do ex-governador de Goiás. A mudança ocorreu no segundo dia oficial de campanha, um dia depois do lançamento da candidatura em uma carreata por seis municípios goianos do entorno do Distrito Federal, e com o candidato registrando 4% das intenções de voto na pesquisa Quaest divulgada em 14 de agosto.
A cobertura de centro reuniu as duas explicações oficiais dadas pela campanha. O coordenador-geral, Adriano da Rocha Lima, afirmou que era preciso unificar o marketing feito dentro e fora das redes sociais e que a candidatura exigia dedicação exclusiva do publicitário, que também atende as campanhas de Mateus Simões (PSD), em Minas Gerais, e de Douglas Ruas (PL), no Rio de Janeiro. O próprio Vasconcelos falou em uma diferença de estratégia sobre qual caminho adotar, negou atrito pessoal e elogiou o candidato. Nos bastidores, porém, a mesma cobertura registrou outro motivo: a escalada de ataques ao senador Flávio Bolsonaro (PL). Vasconcelos defendia que Ronaldo Caiado se apresentasse como alternativa de direita sem confronto direto com o adversário, na avaliação de que o eleitor bolsonarista passaria a rejeitá-lo. A guinada teria ocorrido sob influência de Gracinha Caiado, mulher do candidato e primeira colocada nas pesquisas para o Senado em Goiás, preocupada com o desempenho do marido nas redes.
Veículos de direita enfatizaram o episódio como capítulo da disputa pelo mesmo eleitorado conservador. Nessa leitura, a troca reforça uma estratégia já em curso de endurecimento contra o senador, sequência que inclui a fala em que o ex-governador chamou Eduardo Bolsonaro de Pateta da política brasileira, após o tarifaço americano, e a declaração de que o currículo de Flávio Bolsonaro se resumia à certidão de nascimento. Essa cobertura também deu relevo à afirmação do candidato de que seria o único político com mandato capaz de derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e ao argumento de Gilberto Kassab, vice na chapa, de que a ausência do Centrão na candidatura do PL transferiu tempo de televisão para o PSD e mostra que a campanha adversária está preocupada. Do outro lado, o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, acusou o PSD de atuar como linha auxiliar do PT.
No material reunido para esta análise não houve cobertura de veículos de esquerda sobre o episódio, o que deixa o ponto cego desse lado do espectro: a leitura crítica do conteúdo programático apresentado na mesma semana ficou de fora. Foi nesses dois dias que o candidato participou de três encontros com empresários e agentes financeiros em São Paulo, prometeu ajuste fiscal e redução de despesa pública, acusou o governo federal de irresponsabilidade fiscal e de política populista, anunciou a intenção de criar um Ministério da Segurança e classificou como estupidez a adoção da Lei de Reciprocidade Econômica diante das tarifas impostas pelos Estados Unidos.
As coberturas convergem nos fatos e divergem no peso que dão a eles. O relato de centro trata a mudança como revés de uma candidatura pressionada pelos números e detalha o atrito interno, incluindo queixas sobre decisões tomadas em formato de assembleia, a participação da família nas definições e a substituição da identidade visual às vésperas do lançamento. A cobertura de direita desloca o foco para a aritmética eleitoral do campo conservador e para o risco de fragmentação diante do adversário no Planalto. Um veículo de centro informou ainda que a campanha de Flávio Bolsonaro procurou Vasconcelos depois da saída, sem intenção de substituir o atual estrategista, e que o publicitário recusou a aproximação por questão ética; Rogério Marinho nega ter feito o contato.
O que ainda não se sabe é se a troca vai alterar o tom da campanha, ponto que a coordenação evitou detalhar, e qual será o efeito da mudança sobre as intenções de voto, já que não há pesquisa divulgada depois do lançamento da candidatura. Também segue em aberto como a nova equipe organizará a propaganda no rádio e na televisão, área de especialidade do publicitário que saiu, e se as versões oficial e de bastidor sobre os motivos da saída serão reconciliadas publicamente. O próximo teste é o primeiro debate entre presidenciáveis, marcado para o domingo, 23 de agosto.
Antes de escritor, ex-governador de Goiás perdeu estrategista de comunicação após aumentar críticas ao presidenciável do PL, que já havia trocado equipe pela 2ª vez após crises

Unificação de marketing e dedicação exclusiva à candidatura são citados oficialmente como razão da troca por Marcos Carvalho

Ideia seria somar à equipe e não substituir atual estrategista, mas Paulo Vasconcelos recusou aproximação

Ronaldo Caiado troca Paulo Vasconcelos por Marcos Carvalho no comando do marketing e reforça a estratégia eleitoral. Leia na Gazeta do Povo.

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Candidato a vice na chapa do ex-governador de Goiás também procurou afastar o PSD, seu partido, do rótulo de integrante do ‘Centrão’

Com 4% das intenções de voto, candidato do PSD à Presidência enfrenta revés já no segundo dia oficial de campanha

Nas últimas semanas, ex-governador de Goiás tem aumentado críticas ao presidenciável do PL, em estratégia que vai na contramão do que defendia Paulo Vasconcelos

O publicitário Paulo Vasconcelos desligou-se da campanha, que será conduzida por Marcos Carvalho

Com 4% das intenções de voto, candidato do PSD à Presidência enfrenta revés já no segundo dia oficial de campanha

Declaração do candidato do PSD ocorreu durante o lançamento da campanha

Na matéria divulgada anteriormente, havia uma incorreção na localização. O nome do município é Novo Gama, e não Nova Gama como informado.Ao encerrar a sua passagem pelo município de Novo Gama (GO), o candidato do PSD à presidência da República, Ronaldo Ca

Caiado passará por Cidade Ocidental (GO) e finalizará a carreata no município de Luziânia (GO), na chácara do prefeito Diego Sorgatto (União Brasil)

Nesta matéria: viés de centro.