Ronaldo Caiado defende quarentena e idade mínima de 60 anos no Supremo
3 veículos de centro
%2Fhttps%3A%2F%2Fi.s3.glbimg.com%2Fv1%2FAUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a%2Finternal_photos%2Fbs%2F2026%2FB%2FM%2FtdAWcrQJaXz8WcBEhlpA%2Fcaiado.jpg&w=1920&q=72&output=webp)
Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Briefing
O que importa para você
- A idade mínima de 60 anos e a quarentena mudariam quem pode ser indicado ao Supremo Tribunal Federal e o que o ex-ministro pode fazer depois de sair: quatro anos sem exercer a profissão e oito anos sem atividade político-partidária.
- A mudança dependeria de aprovação no Congresso Nacional e só seria enviada caso o candidato vença a eleição.
- Na segurança pública, Caiado defende que cada governador decida sobre câmeras corporais em policiais, o que faria a regra variar de estado para estado.
- Na área de tecnologia, ele promete dobrar o investimento no Ministério da Ciência e Tecnologia e criar um marco para a inteligência artificial.
O que ainda está incerto
- Nenhum dos textos explica que a regra atual é constitucional nem qual seria o quórum para alterá-la no Congresso Nacional.
- Não está claro se a idade mínima e a quarentena valeriam apenas para indicações futuras ou também para a composição atual da Corte.
- O candidato não detalhou por que é contrário às câmeras corporais em policiais.
- Não há reação do Supremo Tribunal Federal, de juristas ou de adversários às propostas.
Ronaldo Caiado quer mudar as regras de indicação ao Supremo Tribunal Federal: idade mínima de 60 anos, currículo jurídico consolidado e quarentena de quatro anos para voltar a exercer a profissão e de oito anos antes da atividade político-partidária. A proposta, apresentada em campanha, dependeria do Congresso Nacional e chega no meio da crise sobre os sigilos de investigações na Corte.
O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado, do PSD, propôs mudar as regras de escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal. O centro da proposta é uma idade mínima de 60 anos para quem for indicado à Corte, somada a uma quarentena para quem deixar o tribunal. Pelo desenho apresentado, o ex-ministro cumpriria quatro anos de impedimento antes de voltar a exercer a profissão e oito anos antes de assumir atividade político-partidária. Caiado afirmou que, se eleito, encaminharia a proposta ao Congresso Nacional.
A defesa foi feita em duas ocasiões. Na quarta-feira (2), em entrevista, o candidato disse preferir a indicação de ministros de 60 anos em diante, com carreira, currículo e histórico na área jurídica e constitucional do país. Na sexta-feira (4), em uma sabatina e depois em agenda na capital paulista, após uma visita à sede de uma empresa de tecnologia, ele detalhou os prazos da quarentena e acrescentou que o indicado deveria ter pareceres na área constitucional e uma trajetória de postura ética. Também prometeu submeter quem indicar a uma sabatina ampla, com liberdade para levantar detalhes da vida pregressa.
A cobertura de centro relatou que a proposta surge no meio de uma crise no Supremo Tribunal Federal, deflagrada depois que o ministro André Mendonça retirou o sigilo de investigações da Polícia Federal. O documento mostrou troca de mensagens entre Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e o ministro Alexandre de Moraes. Caiado disse que há mais de três semanas vem pedindo a quebra de todos os sigilos, para que a sociedade conheça o que foi levantado sobre políticos que estão se apresentando ao eleitor, e afirmou que a democracia corre risco de sofrer um golpe caso o Supremo não derrube esses sigilos.
No mesmo bloco de declarações, o candidato afirmou não ser um personagem criado para disputar uma eleição, em referência a Flávio Bolsonaro, e comentou o avanço de Augusto Cury, que o ultrapassou nas pesquisas divulgadas na semana e se consolidou em terceiro lugar. Segundo Caiado, a sociedade vai decidir até 4 de outubro quem deve enfrentar Lula no segundo turno. Ele também disse ser contrário às câmeras corporais em policiais, sem detalhar os motivos, negou que isso signifique tolerância a abusos e defendeu que cada governador decida sobre a adoção do equipamento. Na agenda de tecnologia, prometeu dobrar o investimento no Ministério da Ciência e Tecnologia e criticou a falta de um marco civil da inteligência artificial.
O material reunido sobre este episódio é todo de cobertura de centro: nenhum veículo de esquerda e nenhum veículo de direita registrou a proposta até o momento, e por isso não há disputa de enquadramento a relatar entre os lados. O que a cobertura de centro deixou visível é a assimetria de vozes. Em nenhum dos textos aparecem o Supremo Tribunal Federal, juristas ou adversários respondendo às medidas propostas, e o candidato é a única fonte com fala própria.
Fontes
Candidato do PSD à Presidência da República avalia que a manutenção de sigilos sobre investigações na Suprema Corte pode colocar a democracia em risco

O presidenciável também prometeu dobrar os investimentos em tecnologia no país, caso seja eleito.

