
Câmara aprova 12 novas varas do Trabalho no Rio de Janeiro e texto vai ao Senado
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Veículos com viés ao centro
- Consultor JurídicoCâmara aprova criação de 12 varas do Trabalho no Rio de JaneiroProjeto de lei foi apresentado na Câmara dos Deputados em 2015 e era de relatoria de Marcelo Crivella (Republicanos-RJ). Texto vai ao Senado
Análise editorial
O texto descreve a aprovação do PL 1400/2015 em registro factual, citando número do projeto, relator, cargos criados e municípios. O único enquadramento valorativo vem de citação atribuída à presidente da OAB-RJ ('vitória muito importante para a advocacia'), reproduzida como fala de terceiro e não como opinião do texto. A matéria informa que se baseia em assessoria de imprensa da entidade beneficiada, o que explica a ausência de contraditório sem configurar viés ideológico de esquerda ou direita.
A Câmara dos Deputados aprovou a criação de 12 varas da Justiça do Trabalho no Rio de Janeiro, com 24 cargos de juiz e 156 de analista judiciário. As unidades estão previstas para cidades como Campos dos Goytacazes, Duque de Caxias, Itaperuna, Petrópolis e a capital. O Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região não recebia novas varas desde 2012. O texto agora depende do Senado.
A Câmara dos Deputados aprovou, na terça-feira, 1º de setembro de 2026, o Projeto de Lei 1.400/2015, que cria 12 novas varas da Justiça do Trabalho no estado do Rio de Janeiro. Além das unidades judiciárias, o texto prevê 24 cargos de juiz do trabalho e 156 cargos de analista judiciário, entre outras funções de apoio. A proposta segue agora para análise do Senado Federal e, se aprovada, ainda dependerá de sanção para entrar em vigor.
As novas varas estão previstas para municípios de diferentes regiões fluminenses. Entre as cidades contempladas aparecem Angra dos Reis, Barra do Piraí, Cabo Frio, Campos dos Goytacazes, Duque de Caxias, Itaperuna, Magé, Petrópolis e a capital, Rio de Janeiro. O projeto foi relatado pelo deputado Marcelo Crivella e tramitava desde 2015.
A cobertura de centro relatou os mesmos números e o mesmo encadeamento de fatos, com ênfase no gargalo estrutural que motivou a proposta. O Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, responsável pelo estado, não recebe novas varas desde 2012 e convive com déficit de magistrados e de servidores, situação que afeta o tempo de tramitação das ações. Na semana anterior à votação, o Conselho Superior da Justiça do Trabalho autorizou a abertura de crédito suplementar no valor de R$ 615 milhões em favor de diversos tribunais regionais do trabalho. A decisão, publicada no Diário Oficial da União, foi apresentada como o passo que destravou a votação do projeto na Câmara. As reportagens de âmbito regional acrescentaram o recorte local, detalhando o que muda para quem move ação trabalhista no Norte Fluminense, no Noroeste, na Região dos Lagos e na Região Serrana.
A criação das varas é descrita como pleito antigo da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro, discutido ao longo do último ano com o Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região e com associações de magistrados. A presidente da entidade, Ana Tereza Basilio, classificou a aprovação como vitória para a advocacia e para a sociedade, diante do volume de processos registrado em diferentes regiões do estado.
Até o fechamento desta análise, nenhum veículo de esquerda e nenhum veículo de direita havia publicado cobertura própria da votação, que circulou sobretudo em publicações de perfil factual e jurídico. Pela leitura habitual de cada campo, veículos de esquerda tenderiam a enfatizar o acesso à Justiça de quem depende de verba rescisória para pagar contas e não tem reserva financeira para atravessar anos de espera, tratando o crédito suplementar como investimento em serviço público essencial. Veículos de direita costumam enfatizar o outro lado da conta: 12 varas e 180 cargos representam despesa permanente de pessoal, e a expansão de estrutura concorre com alternativas de custo menor, como conciliação prévia e digitalização dos ritos processuais, embora julgamento mais rápido também reduza a incerteza sobre passivo trabalhista para quem contrata.
Briefing
O que importa para você
- Doze varas do Trabalho previstas para Angra dos Reis, Barra do Piraí, Cabo Frio, Campos dos Goytacazes, Duque de Caxias, Itaperuna, Magé, Petrópolis e a capital fluminense.
- Vinte e quatro cargos de juiz do trabalho e 156 de analista judiciário, que dependem de concurso depois da eventual sanção.
- Para quem move ação trabalhista no interior do estado, a promessa é julgar mais perto de casa e em menos tempo.
- Nada muda enquanto o Senado não votar o Projeto de Lei 1.400/2015.
Onde os lados concordam
A cobertura converge em três pontos: o Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região está sem ampliação de estrutura desde 2012 e acumula déficit de magistrados e servidores; o crédito suplementar de R$ 615 milhões liberado pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho foi o passo que destravou a votação; e a decisão da Câmara não é definitiva, porque o texto ainda depende do Senado.
O que ainda está incerto
- Não há prazo definido para a votação no Senado.
- Não foi divulgado o custo anual de manutenção das novas varas e dos 180 cargos criados.
- Não há cronograma de instalação das unidades nem calendário de concurso público.
- Não se conhece a distribuição dos R$ 615 milhões entre os tribunais regionais beneficiados.
Linha do Tempo
- 01 de set. de 2026, 00:00Câmara dos Deputados aprova o Projeto de Lei 1.400/2015, que cria 12 varas da Justiça do Trabalho no Rio de Janeiro, 24 cargos de juiz e 156 de analista judiciário
- 27 de ago. de 2026, 00:00Conselho Superior da Justiça do Trabalho autoriza crédito suplementar de R$ 615 milhões em favor de tribunais regionais do trabalho, com publicação no Diário Oficial da União
Fontes

Projeto de lei foi apresentado na Câmara dos Deputados em 2015 e era de relatoria de Marcelo Crivella (Republicanos-RJ). Texto vai ao Senado

Proposta amplia a estrutura da Justiça do Trabalho no Rio de Janeiro e prevê novas unidades em Campos, Itaperuna, Petrópolis e Cabo Frio.



