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Oficiais de Justiça ganham porte de arma após 20 anos de tramitação na Câmara

5 veículos de centro · 3 veículos de direita

Redação Fuja da Bolha•8 fontes•12/08/2026•atualizado em 17/08/2026•Lula
Oficiais de Justiça ganham porte de arma após 20 anos de tramitação na Câmara
Imagem: Pleno News

Resumo da cobertura

Como cada lado cobriu

8 fontes políticas

Como decidimos →
Esquerda0 (0%)

Ponto cego: esse lado ficou de fora.

Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.

Centro5 (63%)

Veículos com viés ao centro

  • Congresso em FocoComissão da Câmara aprova porte de arma para empresários e MEIsProposta permite porte em atividades consideradas de risco, mas limita a autorização ao trabalho e ao deslocamento entre casa e empresa.(abre em nova aba)

    Nesta matéria: perspectiva omitida.

  • Valor EconômicoCâmara dos Deputados aprova porte de arma para oficiais de JustiçaO projeto de lei, que, agora, vai ao Senado, altera o Estatuto do Desarmamento para incluir oficiais de justiça entre as categorias com direito ao porte de arma(abre em nova aba)

    Nesta matéria: perspectiva omitida.

  • G1Câmara aprova projeto que autoriza porte de arma para oficiais de justiçaProposta tramitava na Casa há mais de 20 anos e ainda precisa passar pelo Senado.(abre em nova aba)

    Nesta matéria: perspectiva omitida.

Ver a lista completa de fontes
Direita3 (38%)

Veículos com viés à direita

  • VejaAs mudanças no patrimônio de Tiririca em 16 anos na Câmara dos DeputadosDeputado tenta nova reeleição(abre em nova aba)

    Nesta matéria: viés de centro.

  • Pleno NewsCâmara aprova porte de arma de fogo para oficiais de justiçaProposta segue para análise do Senado(abre em nova aba)

    Nesta matéria: viés de centro.

  • Gazeta do PovoCâmara resgata texto de Bolsonaro de 2005 e aprova porte de armas para oficiais de JustiçaProposta altera o Estatuto do Desarmamento e inclui os profissionais no rol de autorizados. Texto vai ao Senado. Leia na Gazeta do Povo.(abre em nova aba)

    Nesta matéria: perspectiva omitida.

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Briefing

O que importa para você

  • Oficiais de Justiça federais e estaduais poderão portar arma para defesa pessoal, com a autorização anotada na carteira funcional, se o Senado aprovar.
  • O porte não é automático: exige aptidão psicológica, capacidade técnica e treinamento prévio.
  • Em projeto separado, já aprovado em comissão, empresários e microempreendedores individuais poderiam obter porte limitado ao local de trabalho e ao trajeto de casa, com validade de cinco anos.
  • O Senado deve analisar o texto na janela de votações entre 31 de agosto e 4 de setembro.

Onde os lados divergem

  • A cobertura de esquerda enfatiza a opacidade do processo, sessão esvaziada e voto simbólico sem registro individual, e o acordo para evitar veto presidencial.
  • Veículos de direita enfatizam a origem do texto em parecer de Jair Bolsonaro e reclamam da rejeição da emenda que estenderia o porte a qualquer cidadão apto.
  • A esquerda trata a medida como mais um passo de uma cadeia de flexibilização por categoria; a direita a trata como correção de uma omissão da lei.

Onde os lados concordam

Todos os lados registram que a aprovação foi simbólica, que o texto altera o Estatuto do Desarmamento para incluir os oficiais de Justiça, que a autorização exige aptidão psicológica, capacidade técnica e treinamento, e que o projeto tramitava desde 2005. Há convergência também sobre o risco concreto da função, exercida muitas vezes de forma isolada, e sobre o fato de que oposição e base do governo votaram juntas.

O que ainda está incerto

  • Não há pauta confirmada no Senado, apenas expectativa de parlamentares para a primeira semana de setembro.
  • A promessa de que não haverá veto presidencial é relato de parlamentares, sem confirmação formal.
  • Nenhuma fonte informa quantos servidores seriam alcançados, o custo de treinamento e fiscalização, nem avaliação técnica do efeito da medida sobre a violência contra a categoria.

A Câmara dos Deputados aprovou em votação simbólica o projeto que autoriza oficiais de Justiça a portar arma de fogo para defesa pessoal. O texto, que tramitava desde 2005 e teve Jair Bolsonaro como relator naquele ano, reuniu apoio da oposição e da liderança do governo, rejeitou emendas que ampliavam o porte a outras categorias e agora depende do Senado Federal.

A Câmara dos Deputados aprovou na quinta-feira, 13 de agosto de 2026, em votação simbólica, o projeto de lei que autoriza o porte de arma de fogo para oficiais de Justiça em todo o território nacional. O texto altera o Estatuto do Desarmamento para incluir a categoria entre as que podem portar arma para defesa pessoal, com a autorização registrada de forma expressa na carteira de identificação funcional. A proposta segue agora para o Senado Federal e só passa a valer se for aprovada também pelos senadores.

O projeto é de autoria da ex-deputada Edna Macedo e tramitava na Casa desde 2005, ou seja, por mais de 20 anos. Naquele ano, o texto foi relatado na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado pelo então deputado Jair Bolsonaro, que propôs manter a autorização já existente para servidores da Receita Federal e estendê-la aos oficiais de Justiça, reunindo as categorias no mesmo dispositivo. Os auditores fiscais obtiveram o direito por legislação própria em 2007. O parecer aprovado agora é do deputado Jonas Donizette, do PSB de São Paulo, e foi lido no plenário pelo deputado Coronel Meira, do PL de Pernambuco.

Toda a cobertura converge nos elementos centrais. Oficiais de Justiça são servidores concursados do Poder Judiciário, nas esferas federal e estadual, responsáveis por cumprir na prática as decisões dos juízes, incluindo citações, intimações, mandados de prisão, reintegrações de posse e buscas e apreensões, muitas vezes sozinhos e em locais de tensão. A autorização não é automática: os profissionais precisam cumprir os requisitos do Estatuto do Desarmamento, como comprovação de aptidão psicológica, capacidade técnica para o manuseio e treinamento prévio. Emendas apresentadas para estender o porte a outras categorias, entre elas auditores fiscais federais agropecuários, defensores públicos da União, membros da advocacia pública e profissionais de segurança privada, foram rejeitadas em cumprimento ao acordo que viabilizou a votação. A proposta reuniu apoio de parlamentares da oposição e da base do governo, e o deputado Airton Faleiro, do PT do Pará, discursou pela liderança do governo para defender a medida, afirmando que se trata de um segmento que precisa ser entendido como parte do sistema de Justiça e de segurança pública.

As divergências aparecem na escolha do que enfatizar. A cobertura de esquerda destacou que o texto foi patrocinado pelo bloco parlamentar mais identificado com a pauta armamentista, que a sessão estava esvaziada e que o modelo semipresencial de votação simbólica impede verificar como cada parlamentar votou, além de registrar o acordo para que o presidente Lula não vete a proposta caso ela passe no Senado. A cobertura de centro concentrou-se no trâmite e na explicação do papel da categoria, recuperando a linha do tempo do projeto desde 2005 e o registro de que sindicatos e organizações da categoria acompanharam a votação no plenário e comemoraram o resultado. Veículos de direita enfatizaram a paternidade do substitutivo por Jair Bolsonaro, a criação e a posterior revogação, em 2008, do dispositivo que assegurava o porte para defesa pessoal, e deram relevo à emenda da deputada Júlia Zanatta, do PL de Santa Catarina, que propunha estender o direito a qualquer cidadão que comprovasse cumprir os requisitos, também rejeitada. Nesse enquadramento, a medida corrige um grave equívoco da legislação, expressão usada pela própria autora do projeto, e não constitui privilégio corporativo.

O caso não corre isolado. A cobertura de centro também registrou que a Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado aprovou o Projeto de Lei 5.438/2025, do deputado Marcos Pollon, do PL do Mato Grosso do Sul, que autoriza o porte para empresários, microempreendedores individuais e empregados encarregados da guarda ou do transporte de valores. Relatado pelo deputado Rodrigo da Zaeli, do PL do Mato Grosso, o substitutivo condiciona a concessão à comprovação de necessidade, idoneidade, aptidão psicológica e capacidade técnica, limita o porte ao local de trabalho e ao trajeto de casa, fixa validade de cinco anos e ainda precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

O que ainda não se sabe é quando o Senado analisará o texto dos oficiais de Justiça.

JudiciárioCâmara dos DeputadosCongressoSegurança PúblicaLula

Fontes

Espectro: Direita
As mudanças no patrimônio de Tiririca em 16 anos na Câmara dos Deputados
As mudanças no patrimônio de Tiririca em 16 anos na Câmara dos Deputados

Deputado tenta nova reeleição

VejaVeja
Espectro: Centro
Comissão da Câmara aprova porte de arma para empresários e MEIs
Comissão da Câmara aprova porte de arma para empresários e MEIs

Proposta permite porte em atividades consideradas de risco, mas limita a autorização ao trabalho e ao deslocamento entre casa e empresa.

Congresso em FocoCongresso em Foco
Espectro: Centro
Câmara dos Deputados aprova porte de arma para oficiais de Justiça
Câmara dos Deputados aprova porte de arma para oficiais de Justiça

O projeto de lei, que, agora, vai ao Senado, altera o Estatuto do Desarmamento para incluir oficiais de justiça entre as categorias com direito ao porte de arma

Valor EconômicoValor Econômico
Espectro: Centro
Câmara aprova projeto que autoriza porte de arma para oficiais de justiça
Câmara aprova projeto que autoriza porte de arma para oficiais de justiça

Proposta tramitava na Casa há mais de 20 anos e ainda precisa passar pelo Senado.

G1G1
Espectro: Centro
Câmara aprova posse de arma para oficiais de Justiça com apoio de governo Lula e bancada da bala
Câmara aprova posse de arma para oficiais de Justiça com apoio de governo Lula e bancada da bala

Texto exige testes psicológicos, capacitação técnica e treinamento prévio

Folha de S.PauloFolha de S.Paulo
Espectro: Direita
Câmara aprova porte de arma de fogo para oficiais de justiça
Câmara aprova porte de arma de fogo para oficiais de justiça

Proposta segue para análise do Senado

Pleno NewsPleno News
Espectro: Centro
Câmara aprova porte de arma para oficiais de justiça
Câmara aprova porte de arma para oficiais de justiça

Proposta tramita na Casa desde 2005 e foi, à época, relatada por Jair Bolsonaro; segue para análise do Senado. Leia no Poder360.

Poder360Poder360
Espectro: Direita
Câmara resgata texto de Bolsonaro de 2005 e aprova porte de armas para oficiais de Justiça
Câmara resgata texto de Bolsonaro de 2005 e aprova porte de armas para oficiais de Justiça

Proposta altera o Estatuto do Desarmamento e inclui os profissionais no rol de autorizados. Texto vai ao Senado. Leia na Gazeta do Povo.

Gazeta do PovoGazeta do Povo

Centro

5 fontes

A Câmara dos Deputados aprovou em 13 de agosto de 2026, por votação simbólica em sessão semipresencial, o Projeto de Lei 5415/05, que inclui os oficiais de Justiça entre as categorias autorizadas a portar arma de fogo para defesa pessoal. O texto altera o Estatuto do Desarmamento e determina que a autorização conste expressamente na carteira funcional. A proposta é de autoria da ex-deputada Edna Macedo, tramitava na Casa desde 2005 e teve como relator, naquele ano, o então deputado Jair Bolsonaro. O parecer aprovado agora é de Jonas Donizette e foi lido em plenário por Coronel Meira. Emendas que ampliariam o porte a outras categorias foram rejeitadas por acordo. A matéria segue para o Senado Federal.

Direita

3 fontes

A Câmara dos Deputados corrigiu uma distorção antiga do Estatuto do Desarmamento ao reconhecer que oficiais de Justiça, servidores concursados que cumprem ordens judiciais na rua, enfrentam risco concreto à própria vida e estavam desprotegidos.

Esquerda

0 fontes

Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.

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  1. 31 de ago. de 2026, 00:00Programado
    Congresso Nacional realiza semana de votações entre 31 de agosto e 4 de setembro, janela em que o projeto pode ser analisado pelo Senado antes do recesso eleitoral
    www1.folha.uol.com.br
  2. 13 de ago. de 2026, 16:00
    Câmara dos Deputados aprova, em votação simbólica, projeto que autoriza o porte de arma de fogo para oficiais de Justiça e envia o texto ao Senado Federal
    g1.globo.compoder360.com.brgazetadopovo.com.br