Cármen Lúcia pede desculpas ao povo brasileiro por crise no STF do caso Master
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A cobertura de esquerda tratou o pedido de desculpas de Cármen Lúcia como gesto tardio e insuficiente. Para esse enquadramento, a ministra votou para manter separados os processos de Moraes e Mendonça no caso Banco Master e carrega um histórico de votos que prejudicaram Lula, Dilma Rousseff e os direitos dos trabalhadores, o que comprometeria sua autoridade para lamentar a crise na Corte.
Na sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal de 15 de setembro, a ministra Cármen Lúcia disse estar em “profunda consternação e tristeza”, pediu desculpas ao povo brasileiro e afirmou que a Corte gerou intranquilidade a menos de 20 dias das eleições.
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As duas coberturas registram que Cármen Lúcia pediu desculpas ao povo brasileiro, disse estar envergonhada e reconheceu que o Supremo Tribunal Federal gerou intranquilidade e mal-estar cívico durante a crise ligada ao caso Banco Master.
A ministra Cármen Lúcia pediu desculpas ao povo brasileiro na sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal de 15 de setembro e reconheceu que a Corte gerou intranquilidade a menos de 20 dias das eleições. A crise envolve Alexandre de Moraes, André Mendonça e o caso Banco Master, e o placar provisório ficou em 4 a 3 com pedido de vista de Flávio Dino.
A ministra Cármen Lúcia pediu desculpas ao povo brasileiro durante a sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal realizada na terça-feira, 15 de setembro. Ela disse estar em estado de profunda consternação e tristeza, afirmou sentir-se um pouco até envergonhada e reconheceu que a Corte provocou um mal-estar cívico no país. Segundo a ministra, o Poder Judiciário existe para tranquilizar o povo, mas gerou intranquilidade a menos de 20 dias das eleições. Ela ressaltou que falava apenas em seu nome, e não pelo tribunal.
A sessão foi convocada pelo presidente do Supremo, Edson Fachin, para analisar pedido da Procuradoria-Geral da República pela nulidade de um relatório da Polícia Federal. O documento, cujo sigilo foi retirado pelo ministro André Mendonça no âmbito do caso Banco Master, reunia supostos contatos entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. Em 3 de setembro, Moraes levou a Fachin acusações de que Mendonça teria ultrapassado os limites da relatoria. Depois, Mendonça afastou a cúpula da Polícia Federal, e Flávio Dino mandou reintegrá-la. Fachin suspendeu as duas liminares e centralizou as informações na Presidência, falando em risco de grave lesão à ordem pública.
Nos dias seguintes, os ministros disputaram o acesso a documentos. Moraes apontou a supressão de 180 documentos, Gilmar Mendes pediu a cópia integral dos dados do celular de Vorcaro e Mendonça se opôs, dizendo que isso tumultuaria o julgamento. Fachin negou incluir na sessão o pedido de Moraes contra Mendonça e o pautou para 23 de setembro.
A cobertura de centro concentrou-se na fala da ministra e na cronologia da crise, com as posições de cada ministro atribuídas a seus autores. Veículos de esquerda destacaram o voto de Cármen Lúcia na questão de ordem: ela acompanhou Fachin, Mendonça e Luiz Fux pela manutenção dos processos separados, enquanto Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Moraes defenderam a tramitação conjunta. Dino também apoiou a reunião dos casos, mas pediu vista, e o placar provisório ficou em 4 a 3. Essa cobertura tratou o pedido de desculpas como insuficiente e resgatou votos passados da ministra, como a rejeição do habeas corpus preventivo de Lula em 2018, o apoio à terceirização da atividade-fim e ao fim da contribuição sindical obrigatória, além de acusá-la de omissão diante da desinformação quando presidiu o Tribunal Superior Eleitoral em 2024. Até o momento, veículos de direita não publicaram cobertura própria sobre a sessão.
Ainda não se sabe como Flávio Dino votará após a vista nem quando o julgamento será retomado. Também segue em aberto o destino do pedido de nulidade do relatório da Polícia Federal e o resultado da análise, marcada para 23 de setembro, da petição de Moraes contra Mendonça.
Ministra disse se sentir "um pouco até envergonhada" diante da repercussão dos conflitos no Supremo.

Cármen Lúcia pede desculpas ao povo em voto sobre o caso Master, enquanto decisões anteriores da ministra são alvo de críticas.
