
Cármen Lúcia pede desculpas ao povo brasileiro por crise no STF do caso Master
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Na sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal de 15 de setembro, a ministra Cármen Lúcia disse estar em “profunda consternação e tristeza”, pediu desculpas ao povo brasileiro e afirmou que a Corte gerou intranquilidade a menos de 20 dias das eleições. A crise vem de decisões conflitantes ligadas ao caso Banco Master, envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, a cúpula da Polícia Federal e intervenções do presidente Edson Fachin.
Esquerda
A cobertura de esquerda tratou o pedido de desculpas de Cármen Lúcia como gesto tardio e insuficiente. Para esse enquadramento, a ministra votou para manter separados os processos de Moraes e Mendonça no caso Banco Master e carrega um histórico de votos que prejudicaram Lula, Dilma Rousseff e os direitos dos trabalhadores, o que comprometeria sua autoridade para lamentar a crise na Corte.
Centro
Na sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal de 15 de setembro, a ministra Cármen Lúcia disse estar em “profunda consternação e tristeza”, pediu desculpas ao povo brasileiro e afirmou que a Corte gerou intranquilidade a menos de 20 dias das eleições.
Direita
Sem cobertura neste espectro.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Parte da fala de Cármen Lúcia e do placar de 4 a 3 para listar votos passados (habeas corpus de Lula em 2018, rito do impeachment de Dilma Rousseff, terceirização, fim da contribuição sindical) sob a ótica de prejuízo à esquerda e aos trabalhadores, concluindo que ela 'é parte do problema'. Enquadramento opinativo claramente à esquerda.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
Veículos com viés ao centro
Relata a fala de Cármen Lúcia com citações diretas e reconstrói em ordem cronológica os atos de Moraes, Mendonça, Dino, Gilmar Mendes e Fachin, atribuindo cada posição a seu autor. Expressões como 'toma lá, dá cá' e 'turbulenta sessão' dão algum tom, mas não há enquadramento ideológico dominante.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
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A ministra Cármen Lúcia pediu desculpas ao povo brasileiro na sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal de 15 de setembro e reconheceu que a Corte gerou intranquilidade a menos de 20 dias das eleições. A crise envolve Alexandre de Moraes, André Mendonça e o caso Banco Master, e o placar provisório ficou em 4 a 3 com pedido de vista de Flávio Dino.
A ministra Cármen Lúcia pediu desculpas ao povo brasileiro durante a sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal realizada na terça-feira, 15 de setembro. Ela disse estar em estado de profunda consternação e tristeza, afirmou sentir-se um pouco até envergonhada e reconheceu que a Corte provocou um mal-estar cívico no país. Segundo a ministra, o Poder Judiciário existe para tranquilizar o povo, mas gerou intranquilidade a menos de 20 dias das eleições. Ela ressaltou que falava apenas em seu nome, e não pelo tribunal.
A sessão foi convocada pelo presidente do Supremo, Edson Fachin, para analisar pedido da Procuradoria-Geral da República pela nulidade de um relatório da Polícia Federal. O documento, cujo sigilo foi retirado pelo ministro André Mendonça no âmbito do caso Banco Master, reunia supostos contatos entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. Em 3 de setembro, Moraes levou a Fachin acusações de que Mendonça teria ultrapassado os limites da relatoria. Depois, Mendonça afastou a cúpula da Polícia Federal, e Flávio Dino mandou reintegrá-la. Fachin suspendeu as duas liminares e centralizou as informações na Presidência, falando em risco de grave lesão à ordem pública.
Nos dias seguintes, os ministros disputaram o acesso a documentos. Moraes apontou a supressão de 180 documentos, Gilmar Mendes pediu a cópia integral dos dados do celular de Vorcaro e Mendonça se opôs, dizendo que isso tumultuaria o julgamento. Fachin negou incluir na sessão o pedido de Moraes contra Mendonça e o pautou para 23 de setembro.
A cobertura de centro concentrou-se na fala da ministra e na cronologia da crise, com as posições de cada ministro atribuídas a seus autores. Veículos de esquerda destacaram o voto de Cármen Lúcia na questão de ordem: ela acompanhou Fachin, Mendonça e Luiz Fux pela manutenção dos processos separados, enquanto Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Moraes defenderam a tramitação conjunta. Dino também apoiou a reunião dos casos, mas pediu vista, e o placar provisório ficou em 4 a 3. Essa cobertura tratou o pedido de desculpas como insuficiente e resgatou votos passados da ministra, como a rejeição do habeas corpus preventivo de Lula em 2018, o apoio à terceirização da atividade-fim e ao fim da contribuição sindical obrigatória, além de acusá-la de omissão diante da desinformação quando presidiu o Tribunal Superior Eleitoral em 2024. Até o momento, veículos de direita não publicaram cobertura própria sobre a sessão.
Ainda não se sabe como Flávio Dino votará após a vista nem quando o julgamento será retomado. Também segue em aberto o destino do pedido de nulidade do relatório da Polícia Federal e o resultado da análise, marcada para 23 de setembro, da petição de Moraes contra Mendonça.
As duas coberturas registram que Cármen Lúcia pediu desculpas ao povo brasileiro, disse estar envergonhada e reconheceu que o Supremo Tribunal Federal gerou intranquilidade e mal-estar cívico durante a crise ligada ao caso Banco Master.

Ministra disse se sentir "um pouco até envergonhada" diante da repercussão dos conflitos no Supremo.

Cármen Lúcia pede desculpas ao povo em voto sobre o caso Master, enquanto decisões anteriores da ministra são alvo de críticas.



