Edson Fachin assume caso Master após Mendonça liberar 53 investigações
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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou 53 investigações do caso Banco Master após determinação do presidente da Corte, Edson Fachin. Foram 15 na noite de 10 de setembro e outras 38 no dia seguinte, em meio a ofícios de Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e da Procuradoria-Geral da República. No sábado, Fachin assumiu as relatorias dos casos Master e INSS.
Veículos de esquerda trataram a liberação parcial do sigilo como manobra de André Mendonça derrotada pela ação da Procuradoria-Geral da República e de Edson Fachin. O foco está na transparência sobre um esquema de fraude estimado em mais de R$ 40 bilhões e nas suspeitas envolvendo Flávio Bolsonaro e o financiamento do filme Dark Horse, tema sensível na eleição presidencial.
Pela ótica de controle institucional, o episódio expõe uma disputa de poder dentro do Supremo Tribunal Federal: a concentração das relatorias dos casos Master e INSS nas mãos do presidente Edson Fachin paralisa decisões e levanta dúvidas sobre a condução imparcial das investigações, inclusive a que envolve o ministro Alexandre de Moraes e suas mensagens com Daniel Vorcaro.
5 fontes políticas
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Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
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O ministro André Mendonça tornou públicas 53 investigações do caso Banco Master após determinação do presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin. A decisão veio em meio a ofícios de Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e da Procuradoria-Geral da República, e Fachin acabou assumindo as relatorias dos casos Master e INSS.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), tornou públicas 53 investigações ligadas ao caso do Banco Master entre a noite de quinta-feira, 10 de setembro, e a sexta-feira, 11. A liberação veio depois de uma determinação do presidente da Corte, Edson Fachin, e abriu uma sequência de embates entre ministros. No sábado, 12, Fachin assumiu a relatoria da investigação que envolve o ministro Alexandre de Moraes e pediu que os casos do Master e das fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social, o INSS, fossem remetidos a ele.
Os fatos básicos aparecem em toda a cobertura. Fachin ordenou o levantamento do sigilo dos procedimentos ligados à Petição 15.556, a investigação que levou à segunda prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Master. A exceção eram diligências em andamento. Mendonça liberou 15 investigações na quinta e outras 38 na sexta. Entre elas estão casos que citam o senador Ciro Nogueira, o ex-governador do Rio Cláudio Castro, o senador Jaques Wagner e o financiamento do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand Filho, pediu o fim do sigilo de toda a Operação Compliance Zero. Moraes afirmou que Mendonça fez uma escolha seletiva e que 180 documentos seguiam sob sigilo. Cristiano Zanin pediu acesso integral aos dados do celular de Vorcaro. Mendonça respondeu que todas as peças disponíveis já estavam públicas e que o aparelho está com a Polícia Federal.
A cobertura de centro reconstruiu a cronologia dos despachos e registrou a versão de cada ministro, incluindo o pedido do decano Gilmar Mendes para que Fachin assumisse o caso das mensagens entre Moraes e Vorcaro. Também relatou o pedido do Partido dos Trabalhadores para derrubar todo o sigilo, sob o argumento de que a divulgação em fragmentos afeta o processo eleitoral.
Veículos de esquerda destacaram a liberação parcial como uma manobra de Mendonça que fracassou. Enfatizaram o rombo estimado em mais de R$ 40 bilhões e a investigação sobre Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal, suspeito de lavagem de dinheiro ligada aos recursos pedidos a Vorcaro para o filme. Veículos de direita concentraram a cobertura na mudança de relatoria. Explicaram que, com a decisão de Fachin, as decisões sobre as petições ficam paralisadas, embora as apurações da Polícia Federal continuem, agora sob supervisão monocrática do presidente da Corte.
Ainda não se sabe se Fachin autorizará o compartilhamento dos dados do celular de Vorcaro com os demais ministros. Também não está claro o que o plenário decidirá sobre a investigação envolvendo Moraes nem sobre as acusações de parcialidade contra Mendonça. O conteúdo integral das investigações liberadas segue em análise.
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Mendonça é obrigado a abrir documentos que mantinham sob sigilo a investigação de Flávio Bolsonaro sobre o filme Dark Horse.

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