Bravo Grafeno, de Flávio Bolsonaro, usa sala de 16 empresas do Careca do INSS
4 veículos de esquerda · 2 veículos de centro

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Veículos de esquerda tratam o compartilhamento de endereço e de contabilidade como uma sequência de elos entre a família Bolsonaro e o principal operador da fraude que atingiu aposentados e pensionistas. Destacam que o contador Alexandre Caetano dos Reis, ex-sócio do Careca do INSS numa offshore, cuida também do escritório de advocacia de Flávio, e que a irmã dele administra esse escritório por indicação de Willer Tomaz, advogado alvo da Operação Sem Desconto. A deputada Erika Hilton (PSOL-SP) pediu ao Supremo Tribunal Federal a inclusão do senador no inquérito, e a cobertura afirma que Flávio terá de explicar os vínculos.
A Bravo Grafeno, empresa de capacetes que tem o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) entre os sócios, está registrada na sala 2601 do Edifício Connect Towers, em Águas Claras, no Distrito Federal.
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6 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: falácia identificada.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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A Bravo Grafeno, empresa de capacetes do senador Flávio Bolsonaro, divide a sala 2601 de um prédio em Águas Claras (DF) com ao menos 16 empresas ligadas ao Careca do INSS, operador do esquema de descontos investigado pela Polícia Federal. A cobertura de esquerda e a de centro divergem sobre o peso desses vínculos, e o dono da sala segue incerto.
A Bravo Grafeno, empresa de capacetes que tem o senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal, entre os sócios, está registrada no mesmo endereço de ao menos 16 empresas ligadas a Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Antunes é apontado pela Polícia Federal como operador do esquema de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas, investigado na Operação Sem Desconto. A informação surgiu de uma apuração jornalística divulgada em 11 de setembro e foi reproduzida por outros veículos.
O endereço é a sala 2601 do bloco D do Edifício Connect Towers, em Águas Claras, no Distrito Federal. Todas as coberturas convergem em alguns pontos. A Bravo Grafeno foi aberta em junho de 2024, com capital social de 100 mil reais, e tem o ex-presidente Jair Bolsonaro como garoto-propaganda. A empresa usa os serviços da Voga Serviços Contábeis, de Alexandre Caetano dos Reis, contador que foi sócio de Antunes numa offshore nas Ilhas Virgens Britânicas e que também está preso. Funcionários do prédio indicaram que a sala era usada pela Voga. O advogado Thalles Setúbal confirmou que a contabilidade atende a empresa do senador, mas negou que a sala pertença a ela e disse que o espaço funcionava como coworking. Entre as empresas registradas ali está a Prospect Consultoria Empresarial, que, segundo a comissão parlamentar mista de inquérito do INSS, recebeu 204,2 milhões de reais de entidades investigadas. Antunes está preso preventivamente desde setembro de 2025. Flávio Bolsonaro já negou envolvimento com as fraudes e não respondeu sobre as novas informações.
A cobertura de centro relatou o caso de forma descritiva e com ressalvas. Um dos textos registrou que as relações, isoladamente, não significam envolvimento dos sócios, e que não há indicação de que o senador ou a empresa sejam investigados por causa do endereço.
Veículos de esquerda destacaram a cadeia de vínculos. Ressaltaram que Letícia Caetano dos Reis, irmã do contador, administra o escritório de advocacia de Flávio, por indicação do advogado Willer Tomaz, também alvo da Operação Sem Desconto. Lembraram que Carlos Bolsonaro integra a sociedade e que um ex-assessor investigado no caso da rachadinha também é sócio. Parte dessa cobertura noticiou que a deputada Erika Hilton, do PSOL de São Paulo, pediu ao Supremo Tribunal Federal a inclusão do senador no inquérito, e um dos textos concluiu que Flávio terá de explicar os fatos.
Não houve cobertura de veículos de direita até o momento. Os argumentos que costumam ser associados a esse campo, como a ausência de investigação formal contra o senador e a negativa da contabilidade, aparecem apenas nas matérias de centro.
Ainda não se sabe se o Supremo Tribunal Federal vai analisar o pedido de inclusão de Flávio no inquérito, nem se a Polícia Federal vê relevância no endereço comum. Também não está claro quem é o dono da sala 2601. Os valores do esquema variam entre as fontes, de 2 bilhões a 6,3 bilhões de reais, sem explicação para a diferença.
A empresa de capacetes Bravo Grafeno, cujo dono é o candidato à Presidência da República e senador Flávio Bolsonaro (PL), divide o mesmo endereço em Brasília com pelo menos 16 firmas de Antonio Carlos…

Levantamento aponta que Bravo Grafeno, loja de capacetes do clã Bolsonaro, está registrada na mesma sala de ao menos 16 empresas ligadas a Antonio Antunes

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Levantamento aponta que empresa de capacetes da família Bolsonaro funciona no mesmo endereço cadastral de ao menos 16 empresas ligadas a Antonio Carlos Camilo Antunes
