CCJ do Senado aprova projeto que permite ao STJ paralisar processos de ‘relevância’ no País
1 veículo de esquerda · 4 veículos de centro

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
5 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
- CNN BrasilSenado aprova projeto que cria “Pix Pensão Alimentícia”; entendaTexto permite que a cobrança mensal seja requisitada ao juiz responsável, sem a necessidade de reclamação por parte do credor(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- Poder360CAE aprova projeto que obriga CVM a prestar contas ao SenadoTexto segue para a Câmara e determina apresentação de relatório sobre mercado de capitais e atuação da autarquia a cada 6 meses. Leia no Poder360.(abre em nova aba)
Clickbait nesta matéria: 10/100.
- G1Senado aprova projeto que permite a servidores públicos se tornarem microempreendedores individuaisAprovado pela Comissão de Constituição e Justiça, texto segue para a Câmara. Microempresas individuais de servidores não poderão participar de licitação ou de contratos públicos.(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
Briefing
O que importa para você
- O STJ poderá paralisar nacionalmente todos os processos sobre um mesmo tema por até seis meses, prorrogáveis por mais seis.
- As novas regras só valem para recursos contra decisões publicadas 30 dias após a lei entrar em vigor.
- O filtro de relevância pode barrar recursos especiais de imediato, sem análise de mérito, salvo em casos de relevância presumida (ações penais, improbidade, causas acima de 500 salários mínimos).
Onde os lados concordam
Veículos de esquerda e de centro convergem em que o projeto amplia os poderes do STJ para suspender, em todo o país, processos sobre um mesmo tema até a corte fixar um entendimento, equiparando-a em parte ao STF, e que o texto foi aprovado em caráter terminativo, seguindo para a Câmara.
O que ainda está incerto
- Como o STJ detalhará em seu regimento interno o funcionamento prático do filtro de relevância.
- Qual será o ritmo de tramitação e o eventual desfecho na Câmara dos Deputados.
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, em votação simbólica na quarta-feira 1º de julho de 2026, um projeto de lei que amplia os poderes do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Pela proposta, sempre que a corte reconhecer que uma questão jurídica é relevante e precisa de uma decisão definitiva, poderá mandar suspender, em todo o país, os processos que discutam aquele mesmo tema, da primeira instância aos tribunais estaduais e federais, até fixar um entendimento único. Hoje, apenas o Supremo Tribunal Federal tem prerrogativa semelhante para assuntos constitucionais. O texto tramitou em caráter terminativo, o que dispensa a votação no plenário, e segue agora para a Câmara dos Deputados.
A cobertura de centro relatou os detalhes técnicos do projeto. A suspensão terá de ser justificada, poderá ser total ou parcial e valerá por seis meses, prorrogáveis por mais seis quando houver audiência pública ou participação de terceiros interessados. O projeto também regulamenta o filtro de relevância do recurso especial, previsto na Constituição desde 2022: caberá ao advogado demonstrar, em tópico próprio, por que a questão tem repercussão econômica, política, social ou jurídica. Casos como ações penais, improbidade administrativa e causas acima de 500 salários mínimos têm relevância presumida.
Veículos de esquerda destacaram o histórico político da tramitação. Apontaram que o debate chegou ao Senado em 2023 por um texto do senador Marcos do Val, mas que prevaleceu a versão protocolada há duas semanas pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre, de autoria do próprio STJ e relatada por Sergio Moro. Ressaltaram que houve questionamentos à amplitude do novo poder e que Moro atendeu apenas a parte dos pedidos para limitá-lo, sinalizando preocupação com a concentração de prerrogativas na corte e com o risco de barrar recursos de cidadãos comuns antes da análise de mérito.
Uma leitura à direita, ausente na cobertura direta desta pauta, tenderia a enfatizar o ganho de segurança jurídica e de eficiência: a uniformização de entendimentos reduz decisões contraditórias, desafoga o Judiciário e dá previsibilidade a empresas e cidadãos diante de litígios repetitivos, tratando o filtro de relevância como uma racionalização do trabalho da corte.
A sessão do Senado naquela semana aprovou ainda outras matérias correlatas, como o projeto que estabelece critérios objetivos para a gratuidade da Justiça, a proposta que permite a servidores públicos atuarem como microempreendedores individuais e o mecanismo de cobrança automática de pensão alimentícia, apelidado de 'Pix Pensão Alimentícia'.
O que ainda não se sabe é como o STJ detalhará, em seu regimento interno, o funcionamento prático do filtro de relevância, e qual será o ritmo de tramitação na Câmara dos Deputados, onde o texto ainda precisa ser analisado.
Fontes

Texto permite que a cobrança mensal seja requisitada ao juiz responsável, sem a necessidade de reclamação por parte do credor

Texto segue para a Câmara e determina apresentação de relatório sobre mercado de capitais e atuação da autarquia a cada 6 meses. Leia no Poder360.

Aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça, texto segue para a Câmara. Microempresas individuais de servidores não poderão participar de licitação ou de contratos públicos.

Texto segue para votação na Câmara dos Deputados, a menos que seja apresentado recurso. Proposta foi apresentada pelo próprio STJ e altera dinâmica de recursos ao tribunal.

Hoje, somente o Supremo Tribunal Federal tem essa prerrogativa