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O Tribunal Superior Eleitoral vai decidir se o vídeo de Jair Bolsonaro gerado por inteligência artificial, exibido na convenção que confirmou o senador Flávio Bolsonaro como candidato do PL à Presidência, viola a resolução de propaganda eleitoral. A ação foi apresentada pelo PT. Às vésperas da reunião convocada pelo presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, a defesa do senador entregou um parecer de oito páginas sustentando que a inteligência artificial não pode ser eliminada da vida política e que seu uso não exige autorização prévia de quem é retratado. Os ministros avaliam alternativas que vão da proibição total à aplicação de multa, com sanções mais graves em caso de reiteração. Em paralelo, o senador teve negado pelo STF o pedido para visitar o pai no Dia dos Pais e publicou uma carta pública, enquanto a campanha articula palanques estaduais.
O Tribunal Superior Eleitoral marcou para esta semana a discussão sobre o uso de inteligência artificial na campanha presidencial de 2026, a partir do vídeo de Jair Bolsonaro gerado por IA e exibido na convenção que lançou Flávio Bolsonaro. A defesa do senador pediu a rejeição da ação do PT e sustenta que só existe ilegalidade quando há intenção de enganar o eleitor.
O Tribunal Superior Eleitoral vai decidir nas próximas semanas o que pode e o que não pode ser feito com inteligência artificial na campanha presidencial de 2026. O caso concreto é o vídeo do ex-presidente Jair Bolsonaro, gerado por inteligência artificial e exibido na convenção que confirmou o senador Flávio Bolsonaro como candidato do Partido Liberal à Presidência. Na gravação, que trazia tarjas informando tratar-se de conteúdo sintético, a imagem do ex-presidente afirma estar presa e aponta o filho como seu substituto na disputa. O Partido dos Trabalhadores acionou a Corte pedindo que o material seja considerado irregular.
Às vésperas da reunião convocada pelo presidente do tribunal, Kassio Nunes Marques, a defesa do senador entregou um novo parecer jurídico de oito páginas. O documento sustenta que a inteligência artificial apenas ampliou recursos técnicos que sempre existiram na comunicação política, ao lado de fantoches, caricaturas, charges, dublagens e avatares, e que não é viável nem legítimo presumir fraude em todo emprego da ferramenta. Os advogados afirmam ainda que o uso da tecnologia não exige autorização prévia de quem é retratado, e pedem a rejeição da ação.
A cobertura de centro relatou o calendário e o leque de saídas em discussão. A reunião com os ministros foi marcada para quinta-feira, dia 13 de agosto, e o julgamento da ação é esperado para a semana de 17 de agosto. Nos bastidores, as alternativas avaliadas vão da proibição total do uso de inteligência artificial à aplicação de multa, com sanções mais graves, capazes de atingir o registro da candidatura, em caso de reiteração. Essa cobertura também registrou um dado desconfortável para a campanha: os advogados do ex-presidente disseram ao Supremo Tribunal Federal que ele desconhecia a gravação exibida na convenção do filho.
Veículos de esquerda destacaram o alcance regulatório da decisão. A resolução de propaganda deste ano já proíbe o uso de deepfake para favorecer ou prejudicar candidaturas, mesmo quando há autorização da pessoa reproduzida, mas a norma nunca foi testada em um caso real. Três ministros, segundo essa cobertura, defendem que não haja qualquer flexibilização, sob o argumento de que exceções obrigariam a Corte a julgar continuamente se cada vídeo sintético é aceitável. O risco técnico apontado é a circulação de cortes da gravação sem os avisos presentes no material original, fazendo com que o eleitor consuma a simulação sem saber. Aparece aí o receio informalmente chamado de surpresa de outubro: um conteúdo falso e viral nos dias finais da campanha, sem tempo hábil para resposta institucional.
Veículos de direita enfatizaram a tese da defesa e o custo das restrições judiciais impostas ao ex-presidente. Nessa leitura, o vídeo não configura deepfake justamente porque avisava ser uma simulação, e condicionar o uso de inteligência artificial ao consentimento prévio equivaleria a eliminar a ferramenta da disputa, já que nenhum adversário autorizaria uma paródia sobre si mesmo. A mesma cobertura deu espaço à decisão que negou ao senador e aos irmãos a visita ao pai no Dia dos Pais, respondida com uma carta pública em que o candidato chama a proibição de insana e injusta, e ao cenário material da campanha: 4 minutos e 20 segundos de propaganda gratuita na televisão, mais do que o pai teve em 2018 e em 2022, porém sem a coligação ampla construída pelo principal adversário.
A divergência de cobertura é nítida. De um lado, o eixo é a integridade do processo eleitoral e o precedente que a Corte vai criar para todo o conteúdo sintético da campanha. De outro, o eixo é a liberdade de comunicação política e o avanço do Judiciário sobre a disputa. No terreno partidário, a cobertura mostra a campanha tentando montar palanques estaduais, com a republicação de um vídeo de apoio de um senador mineiro, ainda que o Partido Liberal mantenha candidatura própria ao governo de Minas Gerais depois de quase 120 dias de negociação frustrada.
O que ainda não se sabe é qual sanção o tribunal vai adotar, se haverá alguma abertura para uso declarado de inteligência artificial e como o eleitor reage a conteúdo sintético identificado como tal. Também não está esclarecido se o apoio declarado em Minas Gerais permanece após o rompimento das tratativas, nem qual será a resposta do partido autor da ação ao novo parecer entregue à Corte.
8 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
O texto é bem apurado e chega a reproduzir a tese da defesa, mas o enquadramento privilegia o risco coletivo: organiza a matéria em torno da desinformação em escala industrial, da surpresa de outubro e do grupo de ministros contrário a qualquer flexibilização, tratando a regulação estatal do conteúdo sintético como proteção do processo eleitoral. Esse eixo, somado ao subtítulo que apresenta a Corte como definidora do futuro dos deepfakes, caracteriza enquadramento de esquerda.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
O texto reproduz falas de forte carga emocional, mas sempre entre aspas e com atribuição explícita, sem incorporar o vocabulário do entrevistado à voz da redação. Registra inclusive a lacuna da própria fonte, ao anotar que o senador não identificou quais lideranças o apoiariam. Estrutura factual, com data, local e íntegra do documento: enquadramento de centro.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
O texto adota integralmente o ponto de vista da família: a restrição judicial aparece como obstáculo a um gesto privado, e não como consequência de um processo em curso. Não há contraditório, e a decisão do STF é descrita apenas pelo efeito que produz sobre parentes e aliados. O enquadramento de accountability invertido, com o Judiciário na posição de excesso, é típico de cobertura de direita.

TSE julga vídeo de Bolsonaro em IA e pode definir os limites legais dos deepfakes nas eleições e do conteúdo sintético nas campanhas.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou neste domingo (9), Dia dos Pais, uma homenagem ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ministro negou pedido para senador e irmãos visitarem o pai no Dia dos Pais; diz ter apoio de líderes de partidos do Centrão e afirma que vitória em 2026 “vai acontecer”. Leia no Poder360.

Espaço de Flávio ainda poderia ser maior caso firmasse alianças com outras legendas

Defesa do candidato ao Planalto pelo PL pede ao TSE rejeição de ação do PT e afirma que uso de inteligência artificial não configura, por si só, irregularidade eleitoral

Gravação divulgada por página ligada ao senador mineiro também foi compartilhada por ele; PL tem candidato próprio ao governo estadual
O conteúdo, compartilhado também pelo senador mineiro, resgata declaração. PL mantém Flávio Roscoe na disputa pelo governo de Minas

Manifestação foi enviada às vésperas do presidente do TSE, Kássio Nunes Marques, reunir ministros para discutir o julgamento de uma ação do PT contra a divulgação de vídeo do ex-presidente Jair Bolsonaro produzido por inteligência artificial.
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Texto de apuração regional com cronologia precisa, duas fontes partidárias nomeadas e falas entre aspas. Registra explicitamente que procurou o senador mineiro e não obteve retorno, sinal de método. Não há vocabulário valorativo nem tese editorial: enquadramento de centro.
Perspectivas omitidas
A matéria separa com clareza o que é tese da defesa, citada entre aspas, do que é apuração da redação sobre as alternativas em discussão entre os ministros, que vão da proibição total à multa. Inclui a informação desfavorável ao próprio grupo político, ao registrar que os advogados do ex-presidente disseram ao Supremo que ele desconhecia a gravação. Vocabulário neutro e estrutura factual.
Perspectivas omitidas
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Apesar do veículo ter perfil editorial à direita, o corpo é essencialmente aritmético: tempos de propaganda, bancadas e federações, com comparação entre 2018, 2022 e 2026. O único traço de enquadramento é o título, que destaca a comparação favorável ao candidato do PL, mas o texto também registra a vantagem do adversário e a ausência de coligação ampla. Isso mantém o artigo no centro.
Perspectivas omitidas
Toda a matéria é construída a partir das oito páginas do parecer da defesa, com quatro citações diretas e nenhuma linha de contraditório. A linha de apoio antecipa que a irregularidade não deve gerar cassação, o que suaviza o risco para a candidatura antes de qualquer decisão. O eixo é a liberdade de uso da tecnologia contra a restrição regulatória, enquadramento de direita.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
O corpo é relato de bastidor eleitoral com datas, nomes de dirigentes e falas do coordenador de campanha, sem vocabulário valorativo. O veículo tem perfil editorial à direita e cobre a articulação por dentro do próprio campo, mas o texto não sustenta tese ideológica nem qualifica adversários, ficando no registro factual de centro. O resumo gerado automaticamente no topo repete a informação com imprecisão de concordância.
Perspectivas omitidas



