Banco Popular da China mantém juros de referência apesar da desaceleração
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O Banco Popular da China manteve inalteradas as taxas de referência para empréstimos: 3% ao ano no prazo de um ano e 3,5% ao ano no de cinco anos, patamares vigentes desde maio de 2025. A decisão era esperada pelo mercado e ocorreu mesmo após dados apontarem desaceleração da atividade no início do terceiro trimestre. Um dia antes, o Banco da Indonésia manteve sua taxa básica em 5,75% ao ano pela terceira reunião consecutiva, depois de uma alta surpresa de 25 pontos-base em junho.
Pelo prisma da disciplina monetária, as duas decisões são exemplo de banco central que resiste à pressão por estímulo fácil. Na leitura de direita, o Banco Popular da China acertou ao não cortar os juros de referência apenas porque a atividade desacelerou, preservando previsibilidade e evitando novo ciclo de crédito subsidiado; e o Banco da Indonésia acertou ao manter a taxa em 5,75% para sustentar a rupia e ancorar a inflação dentro da meta, sinalizando que a autoridade monetária não se subordina ao calendário político.
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O crédito imobiliário na China continua referenciado a 3,5% ao ano, sem alívio para quem toma financiamento, e a taxa de um ano, base do custo de capital das empresas, segue em 3%. Na Indonésia, o juro de 5,75% ao ano mantém elevado o custo de captação para sustentar a rupia, com depósito overnight a 4,75% e empréstimo a 6,5%, num país cuja inflação já está dentro da meta, em 2,88%.
Toda a cobertura converge em que a manutenção era o cenário esperado pelo mercado e em que as taxas chinesas de referência seguem em 3% ao ano no prazo de um ano e em 3,5% no de cinco anos, sem alteração desde maio de 2025, mesmo diante da desaceleração da atividade.
Nenhuma das matérias detalha quais medidas estruturais e instrumentos de liquidez Pequim pretende usar no lugar do corte de juros, nem o tamanho da desaceleração registrada no início do terceiro trimestre. Também não há informação sobre quando a Indonésia terá presidente definitivo no banco central nem sobre as datas das próximas reuniões de política monetária.
As taxas de referência para empréstimos na China seguem em 3% ao ano no prazo de um ano e em 3,5% no de cinco anos, sem mudança desde maio de 2025. A manutenção veio mesmo após dados de perda de ritmo da atividade. Um dia antes, o Banco da Indonésia havia mantido sua taxa básica em 5,75% ao ano pela terceira reunião seguida.
O Banco Popular da China manteve inalteradas as suas principais taxas de juros de referência, segundo comunicado divulgado na quinta-feira, 20, pelo horário local. A taxa de referência para empréstimos de um ano, conhecida no mercado pela sigla LPR, ficou em 3% ao ano, e a de cinco anos, usada como parâmetro para o crédito imobiliário, seguiu em 3,5% ao ano. Os dois patamares estão congelados desde maio de 2025.
A decisão era amplamente esperada por investidores e veio mesmo depois de dados mostrarem perda de ritmo da economia chinesa no início do terceiro trimestre. Pequim tem relutado em reduzir as taxas tradicionais de referência e vem recorrendo, no lugar disso, a medidas estruturais e a instrumentos de liquidez de curto prazo, ou seja, a operações pontuais de injeção de dinheiro no sistema financeiro em vez de um corte generalizado no preço do crédito.
Um dia antes, o Banco da Indonésia tomou decisão semelhante e manteve a taxa básica de juros em 5,75% ao ano, pela terceira reunião consecutiva. A pausa veio depois de um aumento surpresa de 25 pontos-base em junho, movimento adotado para sustentar a moeda local e apoiar o crescimento. Desde maio, a autoridade monetária indonésia acumula elevação de 100 pontos-base, o que levou a taxa ao maior nível desde abril de 2025, com o objetivo declarado de atrair capital estrangeiro e fortalecer a rupia. A inflação anual do país desacelerou para 2,88% em julho, dentro da meta oficial de 1,5% a 3,5%, e a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto foi mantida entre 4,9% e 5,7%. As taxas dos instrumentos de depósito overnight e de empréstimo também ficaram inalteradas, em 4,75% e 6,5%, respectivamente. O anúncio ocorreu em meio a preocupações sobre a independência da instituição, após a renúncia repentina do presidente do banco, Perry Warjiyo, no mês passado, e a nomeação da vice-governadora sênior Destry Damayanti como chefe interina.
A cobertura de centro tratou as duas decisões como movimento técnico e previsível, ancorando o relato nos números oficiais e no contraste entre a manutenção das taxas e os sinais de desaceleração da atividade. Foi também nessa cobertura que apareceu o contexto institucional indonésio, com a troca no comando do banco central e a interinidade em curso. Veículos de direita enfatizaram a resistência de Pequim em cortar os juros de referência e o uso de instrumentos alternativos de liquidez, leitura que valoriza a previsibilidade da política monetária e a recusa a estímulo generalizado quando a inflação está sob controle. Veículos de esquerda não registraram o caso, de modo que fica sem cobertura o ângulo do custo do crédito para famílias endividadas, do efeito da taxa de cinco anos sobre o financiamento habitacional chinês e da conta social de manter juro alto para segurar a moeda numa economia emergente.
O que ainda não se sabe é qual será a resposta efetiva de Pequim à desaceleração: nenhuma das matérias detalha quais medidas estruturais e quais instrumentos de liquidez estão sendo acionados, nem em que magnitude a atividade perdeu ritmo no início do terceiro trimestre. Também segue em aberto o desfecho da transição no comando do banco central indonésio, sem informação sobre quando haverá presidente definitivo, e não há indicação das datas das próximas reuniões de política monetária nos dois países.
O anúncio ocorre em meio a preocupações sobre a independência da autoridade monetária após a renúncia repentina do presidente do BI, Perry Warjiyo, no mês passado

Os juros seguem no mesmo nível desde maio de 2025
