Lula e Flávio Bolsonaro empatam no nacional enquanto senador lidera no Sul
4 veículos de esquerda · 1 veículo de centro · 5 veículos de direita

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Depois de quase quatro anos de governo e com a máquina federal na mão, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não consegue abrir vantagem estatística sobre Flávio Bolsonaro (PL) em nenhum dos dois institutos nacionais divulgados na semana, e perde nos estados que mais produzem e mais arrecadam. Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, o senador vence por 49% a 44% no segundo turno, a desaprovação do governo federal chega a 55% e 40% dos eleitores paulistas classificam a gestão como ruim ou péssima. No Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, Flávio Bolsonaro lidera com folga, chegando a 25 pontos de diferença em território catarinense. A leitura conservadora acrescenta o custo fiscal da corrida e as investigações que cercam o entorno do presidente.
Os números da semana confirmam que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue na frente na disputa nacional, no primeiro e no segundo turno, e que sua base eleitoral está exatamente onde as políticas de transferência de renda e de expansão do acesso a serviços públicos tiveram mais efeito.
Duas pesquisas nacionais divulgadas entre 17 e 21 de agosto de 2026 mantiveram Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) em empate técnico num eventual segundo turno. O Datafolha registrou 47% a 43% e a BTG/Nexus, 47% a 44%, ambas com margem de erro de dois pontos percentuais.
10 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
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Nesta matéria: viés de centro.
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Veículos com viés ao centro
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
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Esquerda, centro e direita reproduzem os mesmos percentuais e reconhecem que a disputa nacional entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro está estável e dentro da margem de erro no segundo turno, com os demais pré-candidatos abaixo de 6%. Todos registram que os levantamentos estão inscritos no Tribunal Superior Eleitoral e que o senador é hoje o adversário mais competitivo do presidente.
Datafolha e BTG/Nexus mantiveram Lula e Flávio Bolsonaro em empate técnico no segundo turno, mas as pesquisas estaduais divulgadas na mesma semana desenharam dois países distintos: o senador lidera com folga no Sul e em São Paulo, enquanto o presidente abre mais de trinta pontos de vantagem no Maranhão e no Rio Grande do Norte.
Duas pesquisas nacionais divulgadas na semana que antecedeu 25 de agosto de 2026 mantiveram a corrida presidencial no mesmo ponto em que ela está desde maio: empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) num eventual segundo turno. O Datafolha, divulgado na sexta-feira 21, registrou 47% para o presidente e 43% para o senador, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A BTG/Nexus, publicada na segunda-feira 17, apontou 47% a 44%, repetindo exatamente o placar da rodada anterior. No primeiro turno, os dois institutos colocam Lula numericamente à frente, com 39% a 33% no primeiro caso e 41% a 36% no segundo. Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) não passam de 5% em nenhum dos cenários nacionais testados.
O retrato nacional, porém, se desfaz quando as pesquisas descem aos estados. Na segunda-feira 24, a Quaest divulgou levantamentos de primeiro turno em seis unidades da Federação, com entrevistas presenciais feitas entre 20 e 23 de agosto, amostras de 804 a 900 eleitores e margem de erro de três pontos percentuais. Em Santa Catarina, Flávio Bolsonaro tem 45% contra 20% do presidente; no Paraná, 41% a 23%; no Rio Grande do Sul, 34% a 28%. A situação se inverte no Nordeste e no Norte: no Maranhão, Lula marca 58% contra 20% do senador; no Rio Grande do Norte, 56% a 19%; em Alagoas, 44% a 29%. No mesmo dia, uma sondagem do Real Time Big Data em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, mostrou o senador à frente por 38% a 33% no primeiro turno e por 49% a 44% no segundo, com 51% de rejeição ao presidente e 55% de desaprovação da gestão federal entre os eleitores paulistas. O Datafolha também havia registrado vantagem do senador em São Paulo, por 47% a 42%, e empate técnico em Minas Gerais.
Há convergência entre os diferentes campos da imprensa sobre o essencial. Todos os levantamentos citados estão registrados no Tribunal Superior Eleitoral, todos foram a campo entre 14 e 23 de agosto e todos descrevem uma eleição polarizada, com os dois primeiros colocados muito acima do restante do campo e com o quadro estável em relação às rodadas anteriores. Também não há disputa sobre os números em si: os percentuais aparecem iguais nas coberturas de esquerda, de centro e de direita.
A divergência está no recorte. Veículos de esquerda deram destaque às disputas estaduais e ao Senado, listando pesquisas em oito estados para governo e Casa Alta, sublinhando que aliados do presidente lideram no Pará e lembrando que 54 das 81 cadeiras do Senado estão em jogo, com 314 candidaturas. A cobertura de centro concentrou-se na leitura metodológica do quadro nacional, explicando repetidamente por que uma diferença de três ou quatro pontos com margem de erro de dois não constitui vantagem estatística, e registrando que o senador é o único adversário tecnicamente empatado com o presidente nos dois institutos. Veículos de direita enfatizaram os estados em que o senador lidera, os índices de rejeição e desaprovação em São Paulo, o custo fiscal das operações de crédito do governo e o avanço da Polícia Federal em investigação sobre atividades do filho do presidente, Fábio Luís da Silva, e de um ex-chefe de gabinete, com suspeita de tráfico de influência. Esses mesmos veículos também apontaram desgaste do lado oposto, ao registrar que o senador não conseguiu costurar alianças com outros partidos da direita ao centro e acabou escolhendo um correligionário do próprio PL como vice.
O que ainda não se sabe é como esse mosaico se converte em resultado. Nenhuma das pesquisas estaduais da Quaest simulou segundo turno, de modo que não há como aferir se a vantagem do senador no Sul e em São Paulo sobreviveria a um confronto direto naqueles estados. Os índices de indecisos são altos em várias unidades, chegando a 18% no Rio Grande do Sul e a 37% na disputa gaúcha pelo Senado. Também não há medição posterior à divulgação da investigação sobre o entorno do presidente, o que impede avaliar se o noticiário move ou não a intenção de voto. Por fim, nenhum dos levantamentos indica o que aconteceria com os votos dos candidatos menores num eventual segundo turno.
São 494 endinheirados que representam 30,4% dos candidatos que se lançaram pelo PL este ano

Ao longo desta semana, o instituto divulgará em outras unidades da Federação

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Nesta matéria: perspectiva omitida.